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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

EL ROCIO 2016, em busca da terra dos Cowboys

Novembro 2016, dias 5 e 6, data escolhida para a terceira série das dez que planeámos até Junho de 2017. O destino escolhido é El Rocio, situado no Sudoeste de Espanha, província de Huelva, a 436 kms. distância de Lisboa e a 84 de Sevilha.
El Rocio, é uma pequena aldeia conhecida pelas suas pequenas casas pintadas de branco, estradas de terra fazendo lembrar o Far West Norte Americano, e a sua imponente Ermita del Rocio.
Como andar de mota permite alcançar facilmente vários lugares, pela facilidade de lá chegar, estacionar e voltar á rota programada, e até porque faço questão de incrementar alguma cultura ás minhas viagens para evitar chegar a casa com a única recordação da sensação do traseiro tremido, levo várias referências para visitar e conhecer tanto na ida como no regresso. Assim, uma Capela de Ossos, Ruínas Romanas, um Castelo Medieval, uma Vila Raiana e uma Medieval, uma aldeia de Cowboys destino principal que deu o mote a esta aventura, contacto com 76 kms. do percurso da mítica e saudosa N2 e outras surpresas inesperadas certamente, são pontos de interesse nesta viagem.
Mota escolhida para estes dois dias é a Yamaha MT-09 Tracer, uma opção cada vez mais válida nestas distâncias maiores, pelo conforto, autonomia, disponibilidade do motor em todo o regime de rotação, segurança em todo o tipo de estrada, e até pela capacidade de carga disponível com as duas malas laterais que a equipam.


A partida, já vai sendo uma tradição deu-se em Mafra, e que melhor do que um fundo como o do Palácio Nacional da Vila? Mota atestada, ar dos pneus verificados, malas carregadas com roupa para dois dias, bem como todo o equipamento necessário para fotos e partilha nas redes sociais. E lá vamos nós, quase 1.000 quilómetros nos esperam nos próximos dois dias.
Apesar da manhã estar chuvosa, as previsões apontavam para melhorias e sol no Domingo, com temperaturas abaixo dos 20 graus, a verdade é que estamos no Outono, e estas variações entre sol são previsíveis. Como tal, equipamento adequado e toca a ir.  Se no Sábado a chuva não deu tréguas em qualquer instante, o Domingo acordou com um sol exemplar, mas muito frio.


A primeira paragem deu-se em Vendas Novas, no Boavista para um almoço ligeira das tão típicas bifanas da zona. Abrigado da chuva, a degustação das ditas foi a pensar que o céu estava tão escuro e sem parar de descarregar água, que me deixava na dúvida se a data tinha sido bem escolhida, não é que me incomode viajar de mota á chuva, mas para as visitas que tinha planeadas, não seria as condições ideais. Novamente equipamento fechado, sentar na Tracer e voltar ao caminho, até Évora é pouco mais de meia hora. Na entrada de Évora á esquerda há um desvio para o Alto de São Bento, trata-se de um monte com uma vista fabulosa sobre a cidade, com três Moinhos construídos em cima de pedra.


Voltando á Cidade de Évora, a estrada que a circunda empedrada, não é muito agradável para fazer de mota com piso molhado, mas com cuidado lá fomos á próxima paragem, que era a Igreja São Francisco, onde se situa a única e singular Capela dos Ossos.


A Capela dos Ossos, como o próprio nome diz tem as paredes e pilares forrados com ossadas humanas, impressionante, Na entrada encontramos o dizer "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos". A entrada são 3€, que também dá acesso a um museu no mesmo edifício.




A Igreja São Francisco com entrada livre é uma obra magnifica, com o dourado em destaque, como grande apreciador de Igrejas, atrevo-me a dizer que foi a mais bonita que vi até hoje.




De volta á estrada molhada, era altura de apanhar o IC2, direcção á Vidigueira, para um lanche no largo da Vila Alentejana. Muito bem organizada, com estradas estreitas de pedra, faz-nos sentir que quem aqui vive tem qualidade de vida.

A torre do relógio, bem sinalizada na Vila da Vidigueira.
              

 Passeando de mota na vila quase deserta, rua abaixo, rua acima, senti um ambiente acolhedor, passei por alguns alojamentos locais, e com o equipamento, principalmente as botas a mostrarem já uma certa saturação de água, houve vontade de ficar já ali a passar a noite, mas ainda havia umas ruínas Romanas para ver e o hotel marcado era em Moura, a cerca de 30 kms.
As Ruínas Romanas de São Cucufate, são perto da Vidigueira, em Vila de Frades, na estrada principal, num pequeno desvio á direita. Quando lá cheguei pelas 17.15h. já a entrada estava encerrada, a segurança a entrar no carro, que teve a simpatia de me vir explicar que o dia estava mau e que aquela hora já não dava para ver tudo, só me restou dar-lhe razão e tentar voltar noutra altura mais cedo. Fica o registo do que consegui ver através da rede de segurança.


De novo, com a ignição da Tracer em ON, próximo destino, base de descanso para esta noite, Moura. E foi mesmo no caminho que caiu a noite, a temperatura teimava em manter-se próximo dos 10 graus, bem como a chuva. Na entrada da cidade abastecimento da mota, procurar o hotel, mesmo no centro da Cidade, estacionar junto á entrada do Hotel Santa Comba, um 2 estrelas muito acolhedor e com um simpático proprietário, tomar um duche bem quente, por o equipamento a secar, actualizar as redes sociais, e com roupa leve e seca fomos á procura do jantar a pé.




Moura é uma Cidade muito bonita, terra que visto desde criança, já que a minha família materna é toda desta zona. As ruas estão enfeitadas com flores e a utilização de luzes LED nalgumas zonas torna tudo ainda mais branco, como é típico da zona.
Depois do merecido descanso, foi com alegria que vi o céu azul e sol radiante da janela do quarto, rapidamente me vesti e fui dar uma volta pela Cidade antes da hora do pequeno almoço. Ao sair da porta do hotel deparei-me com um enorme frio, e assim ficou até perto do almoço, já que no painel da mota teimava em manter 8 graus, mas não chovia e isso já era bom. 



A Capela do Carmo é uma das pérolas de Moura, mas há muito mais para descobrir. A esta hora madrugadora só deu para as fotos da praxe, em baixo encontra-se um link que leva ao álbum completo de fotografias da viagem. 
Muitos caçadores madrugadores no Centro iam olhando para este forasteiro de máquina fotográfica na mão, captando os pormenores que se ia encontrando, como fontes, canhões de guerra, portas de madeira antigas, torres, igrejas, etc.De volta ao hotel, depois de um bom pequeno almoço, já que o dia previa-se longo, foi hora de arrumar as coisas, equipar e por-me á estrada, e que bem sabe nesta altura do ano rodar pelo Alentejo com o que era seco e castanho no verão, agora pintado de verde, maravilhoso. Na entrada de Espanha o frio era tanto que nem coragem tive para parar afim da foto junto da placa que assinala o País vizinho, sem entender bem porquê a passagem daquela placa dá-me sempre uma enorme sensação de liberdade.
 A estrada que vai de Rosal de La Frontera a Huelva, A495 é igna de ser feita várias vezes sempre com a mesma atisfação, transito pouco ou nenhum, asfalto irrepreensível, curvas abertas, rectas não muitos longas. Em certas alturas acompanha um rio de água castanha, talvez devido a umas minas que se encontram numa povoação que fica no caminho.


O destino principal desta Aventura era El Rocio, mas no caminho não quis perder a oportunidade de ir conhecer a Vila Medieval Niebla, uma fortaleza onde se encontra habitação, Igrejas, praças, fontes e ruas estreitas transitáveis. 




Até El Rocio é um pulo, a terra dos Cowboys começa a ser indicada na estrada bastante antes, e até lá chegar está uma via rápida de duas faixas sem portagem, bastante transito na direcção ao meu destino, não fosse Domingo, e foi com bastantes pessoas que encontrei El Rocio. 


Indescritível a imponência da Ermita de El Rocio, grande, bonita, muito branca, chama a atenção mal lá chegamos. As ruas são de areia, muitos restaurantes, bares, esplandas, carroças para fazer uma visita á aldeia, cavalos, póneis para as crianças. Os carros e outros meios de transporte como a mota ficam num parque perto da Ermida, a minha ideia de fotografar a Tracer junto á ermida ficou assim por fazer. Mas o importante estava feito, era estar cá, ver e sentir o ambiente do Far West.
Curiosamente nas pesquisas que fiz sobre este El Rocio não me apercebi do enorme lado que existe frente á povoação, simplesmente fabuloso, a calma da água ali estagnada, criando um efeito espelho com o azul do céu. Junto ao enorme rio existe um passeio onde as pessoas passeiam ou simplesmente descansam nos bancos apreciando de um lado o lago e do outro a Ermida ou as baixas casas brancas.
 
Com a visita feita, começava o regresso a casa partir de agora, e veio também a parte mais chata, até Huelva foi uma enorme e interminável recta no meio de um pinhal, sem motivos de interesse. Ao chegar a Huelva passa-se pela zona portuária, grandes depósitos de gás e outros combustíveis, até que surgem as placas a indicar Portugal, 76 kms. verdade? pensava que estava bem mais perto. E até Portugal o caminho é feito numa via rápida com duas faixas também ela sem portagens. Lá fomos galgando kms. atrás de kms. com o desejo de estar de volta ao País de origem. Já na zona de Ayamonte, oportunidade de abastecer a 1.12€ a gasolina, logo depois a espectacular ponte que liga Espanha a Portugal, assim que vi desvio á direita para a estrada Nacional, direcção Beja, abri logo o pisca da Tracer.  



Até Alcoutim foi um instante, não estivesse de volta a Portugal onde a velocidade é mais á vontade do que Espanha, hora de almoço, um saboroso frango assado acompanhado de uma cerveja e esticar as pernas até á zona ribeirinha, onde nos deparamos com o rio Guadiana a separar Portugal de Espanha, os barcos atracados no cais, mais parecem ter sido ali colocados para criar um efeito de quadro pintado.



Foi a seguir ao almoço, no caminho para Mértola que tive um percalço, ao sentir a mota a querer fugir nas curvas, vi que algo se passava na roda traseira, ao parar vejo um ferro espetado e o ar rapidamente a sair. Felizmente tinha posto o kit anti furos na mala, normalmente nem penso nisso. O kit estava lá sim, mas como nunca foi preciso, não foi fácil a sua utilização, mas com algum esforço e empenho lá se meteu a sola na roda, bomba de ar lá para dentro, o que vim a perceber que uma não chega, porque a mota continuou instável, seguiram-se trinta kms. em ritmo lento até que em Mértola fui á estação de serviço meter pressão correcta, verificar que não estava a perder ar no sitio do remendo, e dar a volta pela localidade. 



Com a situação aparentemente corrigida do furo, foi altura de ganhar confiança de novo na Tracer, seguimos até Beja, Ferreira do Alentejo, para aí aproveitar para um reencontro de 76 kms. com a mítica N2 até Montemor o Novo.


Esta é a zona em que a N2, marca nos marcos de passagem de quilometro R2, vá-se lá saber porquê. Estrada já conhecida da Tracer, foi deixá-la deslizar porque neste tipo de estrada é que ela se sente bem, curvas, subidas, descidas, pouco transito, é um prazer ver a disponibilidade desta mota numa "pista" daquelas.






 No Torrão, o relógio da Igreja marcava 5 horas da tarde, o sol já parecia estar adormecido, decidi parar para um café, que acabou não ser tomado, já que estava fechado o bar da praça, mas tirou-se a foto que marca a nossa passagem lá, aconchega-se o equipamento que o frio vai apertando e siga caminho. 
A chegada a Montemor já foi com o sol posto, seguiu-se Vendas Novas, paragem para abastecimento da mota, desta vez optámos por saltar as bifanas que constavam no programa, já que pretendia chegar a horas do jantar a casa.



Sem recurso a portagens lá chegámos a Mafra, 970 kms. depois, feitos em dia e meio. Em Dezembro voltamos com novas ideias e Aventura! 


Mota : Yamaha MT-09 Tracer 
Kms. feitos em dois dias: 970 

Despesas:
Gasolina - 53€
Alimentação - 35€
Alojamento - 23€ - Hotel Santa Comba, Moura
Outras - 3€

Total: 114€ 


ALBUM DE FOTOS

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Marvão 2016

Primeiros dias de Outubro, um e dois, inicio do Outono de 2016, altura de mais uma viagem de mota, desta vez um clássico sempre muito desejável, Marvão, situado junto a Espanha no Alto Alentejo, distrito de Portalegre, no topo da Serra do Sapoio, a uma altitude de 860 metros.
No caminho até á bonita vila Alentejana temos como pontos de interesse, Belver e o seu castelo e Castelo de Vide onde será a base de descanso para Domingo, já no regresso levamos Portalegre e Évora Monte como pontos de passagem e visita.
A mota escolhida foi a já veterana Yamaha Super Ténéré 1200, confortável, boa autonomia e consumos, potência disponível em toda a faixa de rotação do motor, com uma boa capacidade de carga, tem tudo para tornar estes dois dias de viagem bastante agradáveis.


O inicio da viagem bem como o fim foi em Mafra, como é habitual. Depois de uma noite mal dormida, criada pela ansiedade normal nas vésperas destas aventuras, lá fomos até ao Convento de Mafra para a habitual foto. A vontade era partir já, mas ainda houve uma manhã de trabalho em Mem Martins e só depois demos a partida oficial, com rumo a Vila Franca de Xira para transpor o Rio Tejo e seguir por estradas Nacionais até Muge, onde no Silas nos esperava uma bela bifana para o almoço, faz tempo que ouço falar destas bifanas e não desiludiram, muita escolha de ingredientes para acompanhar, tamanho avantajado e preço acessível, fiquei cliente.



Seguindo pelo Ribatejo, pouco trânsito, algum vento, lá se ia galgando estrada, ao passar no Arripiado, aldeia ribeirinha, decidi fazer um pequeno desvio, que acabou valer os minutos que demorámos a tirar uma foto no enorme largo com calçada Portuguesa á beira do Rio Tejo.

E foi junto ao Rio Tejo que continuamos num infindável número de curvas, em que a Super Tenere se mostrava disponível para dar ao piloto um sorriso dentro do capacete, esta N118 é uma verdadeira perdição para os amantes de motas. O próximo destino era Belver, para isso optei por transpor o Rio Tejo através da estrada metálica da Barragem de Belver, o Castelo esperava pela minha visita. Depois de uma infindável escadaria encontramos o Castelo, bem tratado, com segurança e uma entrada de 2€, merece sem dúvida uma visita, dali se obtém excelentes vistas sobre o Rio Tejo como poucos o conhecem.
Já satisfeito pelo prazer que é visitar um Monumento deste calibre, a mota esperava por mais uns kms. e Castelo de Vide, onde iria dormir esta noite era o destino que se seguia, antes da entrada na Vila do lado direito há o desvio para a Ermida da Nossa Sra. da Penha, e foi para aí que segui, já que ainda havia luz do dia e o tempo tem que ser bem aproveitado.

A vista aqui do cima da Serra de São Paulo é magnifica sobre Castelo de Vide e todo o Alto Alentejo. 


O Hotel Sol e Serra esperava por nós, XT estacionada á porta, foi altura de instalar no quarto, e dar um rápido um mergulho na piscina, muito provavelmente o último deste ano, porque o Outono está aí e os dias cada vez mais frios, um banho quente, mudar de roupa e toca a pegar de novo na mota e ir para Marvão, destino principal desta viagem. Mossassa era o Evento que me esperava na parte alta da fortaleza Alentejana, uma feira estilo mediaval, com comes e bebes e muito artesanato á venda. Não perdi muito tempo, já que a noite estava fria e tinha preferido encontrar a vila mais vazia. Regresso a Castelo de Vide para jantar numa esplanada uma deliciosa carne de porco á moda Alentejana. Um passeio nocturno pela vila, onde se compreende o porquê de ser considerada a Sintra do Alentejo, vários pormenores
maravilhosos por todo lado, fontes, igrejas, estátuas, jardins, adorável! Mas de manhã com sol queria voltar a ver tudo e claro visitar o castelo da Vila, fabuloso, com 2 museus, burgo mediaval e com acesso ao topo da torre principal onde nos perdemos com a vista que alcançamos. Por muitas vezes que o visite, parece sempre ser uma novidade. 
A Serra de São Paulo com a sua Ermida, vista da torre do castelo: 


Regresso ao hotel, arrumar a mala e hora de montar a Super Tenere e continuar a nossa viagem, Portalegre, Estremoz, Evoramonte, Montemor, Vendas Novas já na hora de almoço que não deixámos passar a oportunidade para degustar duas bifanas acompanhadas de uma Imperial, Pegões, Vila Franca de Xira e chegada a Mafra por meio da tarde, sempre fora das Auto estradas.
Portalegre: 


Estremoz: 
Évora Monte: 

E a chegada sempre gratificante a Mafra, com mais de 600 kms. feitos nestes dois dias: 

Mais uma vez tentámos fazer uma viagem de baixo custo, tentando ver muito e gastar pouco.

kms. feitos - 610

Despesas :
Alimentação - 25.60€
Gasolina - 50€
Dormida - 24€
Entradas Monumentos - 3€

Total : 78.60€ 


Em Novembro voltamos de novo á estrada!
ALBUM DE FOTOS

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Marrocos 2016

Mais uma viagem a Marrocos, será a terceira vez a visitar este maravilhoso País do Norte de África, novamente de mota, porque esta é a melhor maneira de conhecer o território através das suas boas estradas sempre rodeadas de paisagens deslumbrantes. Entre 22 de Abril a 1 de Maio de 2016 andarei com a minha Super Tenere na estrada num total de kms. que deverá ultrapassar os 4.000, feitos entre Portugal, Espanha mas principalmente em Marrocos.

Dia 1 Mem Martins - Santo Amador
Foi nesta sexta-feira, depois de uma noite mal dormida, tal era o nível de ansiedade, e um dia de trabalho interminável, que dei inicio ao meu Marrocos 2016.
Pouco para contar hoje, até porque foi um bónus que dei à viagem, afim de evitar um Sábado bastante madrugador e com muitas horas de viagem sem motivos de interesse no caminho, porque é preciso estar em Tarifa às 15 horas para apanhar o ferry que me levará junto da Tenere ao Norte de África, assim aproveitei para dormir já perto de Espanha,na simpática aldeia de Santo Amador na casa que já foi dos meus Avós e actualmente é dos meus Pais.
Saida de Mem Martins com céu escuro, duas bifanas em Vendas Novas e depois não mais parou a chuva tanto de água como de mosquitos. Uma foto ao templo de Diana em Évora, outra em Portel, duas raposas lindas na estrada, estacionar a mota,tirar o indispensavel das malas e vamos lá descansar.



Dia 2 Santo Amador - Tânger
Segundo dia de viagem que começou bem cedo e molhado, até perto de Sevilha a chuva teimou em cair, mas a partir dai o ar aqueceu e o céu deu tréguas. Com uma paragem rápida em Aracena, e ainda não foi desta que visitei as grutas, cheguei a Sevilha cedo, já que só precisava estar em Tarifa as 15 horas Portuguesas, o trânsito estava calmo, decidi ir conhecer o centro da cidade, bastante agradável por sinal.
Depois foi rodar pela via rápida e nacional que passa por Jerez de la Frontera, cheia de motas por causa do MotoGP deste fim de semana, Cádis, e finalmente Tarifa, este último troço é digno de ser visto e feito nesta altura do ano, do lado direito mar com África perfeitamente visível, do lado esquerdo uns montes enormes verdes, e imensas hélices eólicas.
Chegar a Tarifa, confusão instalada, motas ás dezenas, carros, autocarros, barcos a partir outros a chegar, a polícia sem saber bem como dividir tudo. Mas como já tinha comprado bilhete á alguns meses, a coisa até correu bem. Mota instalada no porão, com mais umas trinta ou quarenta Portuguesas, e passados 45 minutos com mais ou menos abanão do Ferry lá estava em África, em Tânger, cidade que se situa no topo Noroeste do Continente Africano, na costa Atlântica e na entrada ocidental do estreito de Gibraltar, que une o Atlântico ao Mediterrâneo, criando umas ondas incrivelmente grandes. Fica a 14 kms em linha reta da península ibérica, mas parece muito mais.
Depois a rotina habitual na fronteira Marroquina, se o passaporte é carimbado no Ferry, no posto fronteiriço é nos dado um visto para a mota, mas para isso é preciso penar muito.
Depois de instalado no habitual hotel Continental, situado na Medina da Cidade, foi tempo de refrescar, mudar de roupa e procurar jantar na Medina. A medina de Tanger, como todas as outras de Marrocos são muito movimentadas, vende-se de tudo um pouco. Depois o merecido descanso que amanhã o dia, apesar de ter pouca estrada, não deixa de ser interessante.
Dia 3 Tânger - Chefchaouen - Fés 
Este terceiro dia de viagem, foi o primeiro em estradas Africanas. Saindo de Tânger cedo e sendo Domingo o trânsito era pouco ou nenhum, primeiro abastecimento em Marrocos com a gasolina a cerca de 1€, lá tirei uma foto ao Marroquino que abastecia a Super Tenere, a rir-se disse logo "facebook" .
Depois foi apanhar a N2 que às vezes é N13 e aí começa a magia Marroquina, com tudo que acontece à beira da estrada, vacas, muitos burros, ovelhas, venda de tudo e mais alguma coisa, com autênticos mercados criados do nada, pessoas a passear, outros atravessam quando está a chegar o carro/mota, pessoas paradas sentadas ou à conversa, carros que param num sitio qualquer, um espectáculo digno de ser visto :-) Claro que além disso tudo em cada rotunda há controle policial com grande aparato, e acreditem que não estou a exagerar, contudo parece que só chateiam os carros Nacionais e com sinais de desconfiança, ou então apanhados pelo radar.
Como tinha poucos kms. para fazer hoje, cerca de 350 aprovetei para perder mais tempo em Chefchaouen, a cidade Azul, bonitas e estreitas ruas pintadas de azul e muitas lojinhas de comércio tradicional, as chamadas souks. Tal foi a volta pela Medina que ainda tive dificuldade em encontrar a mota. 
Ter escolhido esta data, mais cedo do que costumo vir, tornou-se neste dia bastante gratificante, já que o costuma estar seco no Verão está verde, verde como só consigo ver nos Alpes ou nos Pirenéus, se juntarmos a isso as várias barragens que nos vão aparecendo no panorama, conseguimos ter visões magníficas ( não fosse o magnifico/magnificent, a palavra do dia.
O destino para hoje era Fés, Cidade do Centro-Norte de Marrocos com 89kms. quadrados e 1 100 000 habitantes, podem imaginar como é grande, a segunda maior do País, a seguir a Casablanca, e uma das quatro Cidades Imperiais Marroquinas, além de Rabat, Marraquexe e Meknes. Sinceramente pouco me diz, pela terceira vez não levo a melhor impressão daqui. Ainda fui de taxi ao centro, estive na medina, caminhei pela avenida principal, mas ao primeiro taxi livre voltei para o hotel onde jantei.
Amanhã começa a melhor parte da viagem.



Dia 4 Fes - Ifrane - Gargantas Ziz - Errachidia - Erfoud - Merzouga
Este quarto dia de viagem conseguiu superar as minhas expectativas, que já estavam bem altas para uma jornada que se previa longa, e que iria levar-me até ás portas do Sahara. Este País não para de me surpreender, cada planalto, serra, encosta trazem sempre uma nova visão, mais parece tudo feito a desenho e á mão, apetece voltar para trás e fazer um repetição, mas como o caminho até Sábado à noite está traçado só resta seguir em frente.
Saida de Fes bem cedo, 7.30h. em cima da Tenere e a acordar meio hotel ao som do Arrow, afim de evitar a confusão de trânsito normal numa Cidade daquelas. Caminho até Ifrane muito bom, sempre a subir que a Suiça Marroquina fica a 1660 mts. de altitude, é assim conhecida por ter várias estâncias de ski e ter uma arrumação bem mais organizada que o resto do País, os telhados das casas por sinais bem luxuosas na maioria são com grandes inclinações. Quem la passa deve estranhar a quantidade de polícias e militares que há por todo o lado, nao tivesse la o Rei Marroquino Maomé VI la uma das suas Mansões de férias.
Continuando a devorar estrada, com as habituais paragens para captar os momentos fotográficos, além de toda a beleza paisagística é impossível não reparar no imenso gado que há por todo o lado, vacas, ovelhas, cabras, tudo em enorme quantidade, depois há os burros por todo o lado, são usados para vários fins, desde carga como meio de transporte.
O dia de hoje ficou marcado pela passagem nas Gorges Ziz, que paisagens de sonho, a estrada bem revirada, mas com alcatrão ja muito polido dos camiões que muito la passam está muito vidrado, a roda traseira tem tendência a querer fugir.

Almoço numa esplanada em Errachidia, mesa cheia de tudo e mais alguma coisa, no fim pago 4€, por falar em comida, muitos me questionam que se come aqui, normalmente não escolho muito, venha qualquer coisa, é tudo deliciosamente bom.
A chegada a Merzouga acabou por ser mais cedo do que pensava, pelas 16 horas, e isto com mais de 500 kms. feitos desde a saida de Fes. Foi arrumar as coisas no quarto, mergulho na piscina gelada, apanhar um pouco de sol, ir as dunas mesmo junto ao aubergue ver o pôr do sol, jantar ao luar, e descansar, amanhã será um novo dia.


Dia 5 Merzouga - Todra - Dades
Mais um dia de viagem, que teve tanto de intenso como de quente, com a temperatura a não querer baixar dos 30 graus, ou seja, tal como gosto.
Hoje o dia não trazia novidades, apenas previa a passagem em dois Clássicos, obrigatórios para quem visita Marrocos, gorges de Todra e Dades, o termo garganta não se podia aplicar melhor aquelas duas obras majestosas da Natureza, são desfiladeiros entre encostas de tamanho assombroso, as de Todra chegam a passar os 200 metros de altura, as de Dades também imponentes são conhecidas pela série de curvas apertadas que fazem a descida do desfiladeiro.
A seguir a Erfoud houve tempo para visitar as cisternas de água naturais, 15 kms. quadrados sob água, em que os Marroquinos fazem poços artesanais para se abastecer, claro que montaram umas tendas, fazem umas visitas guiadas aos túneis, vendem artesanato, oferecem um chá, e pela quantidade de autocarros com turistas lá parados, todos ficam contentes. Como estou no Sul de Marrocos, o dromedário é o animal mais visto por aqui, tinham lá um ainda bebé fêmea, com quatro meses, que se chama Princess, claro está que todos querem tirar fotos junto, e não perdi a oportunidade.
O Marroquino é um povo extremamente simpático, ainda há o costume de pedir, mas cada vez menos, se da primeira vez que cá vim com o Viegas gastamos á vontade 100€ em gorjetas, desta vez em cinco dias, tenho 1.50€ dado a dois, e foi porque entendi. Já falam um pouco de Inglês e claro que o Francês é universal por aqui, Espanhol pouco e Português quase nada, hoje ao almoço no Restaurante fui atentido por um rapaz que falava bem Inglês, tentei lhe ensinar duas ou três palavras básicas da nossa língua, olá, obrigado, mas a dificuldade em pronunciar era tanta, que só saia Espanhol, mas como houve wifi, lá ficou 0.50€ de gorjeta e veio até á mota comigo a agradecer, entretanto chega a dono do restaurante a pedir para dar boleia a uma rapariga Francesa, que tinha perdido o autocarro, eram só três quilómetros, mas mesmo assim questionei-lhe sobre a polícia, não te preocupes que eles não dizem nada aos turistas, respondeu ele, lá foi ela de cabelos ao vento até encontrar o bus perdido. Curiosamente, foi mesmo hoje que tive o primeiro contacto com a policia daqui, uma das centenas operações de controle que já passei, um deles manda-me parar, e começa a apontar lá para trás, pensei logo, radar, mas não, era um STOP que não tinha parado, não vi nenhum STOP, só encolhia os ombros, ele ás tantas pergunta para onde vais em Francês, Tinghir respondi eu, depois dele insistir duas ou três vezes na pronuncia Árabe, lá repeti minimamente parecido, riu-se e mandou-me seguir:-)
No caminho para a garganta de Dades fica o Vale dos Figos, uma encosta de rochas enormes e de forma arredondada, em baixo corre um rio e existe um Oásis, digno de uma tela. Essa garganta, continua a ser o meu local preferido de Marrocos, se o Topo da minha lista de lugares preferidos, conhecidos está ocupado pelo Stelvio Pass nos Alpes Ocidentais, não teria dúvidas em dar a medalha de Prata a esta Gorge Dades.
O hotel para hoje é o Aubergue Panarama, excelente por sinal, tem uma vista do terraço e varandas dos quartos para um enorme Oásis, de cortar a respiração.
Amanhã vou ter descobertas novas, e voltarei ao Sahara, agora por outra porta.

Dia 6, Dades - Ouarzazate - Aint Ben Haddou - Zagora
Hoje foi o sexto dia de viagem, mais um pelo Sul de Marrocos, nesta longa caminhada para atravessar horizontalmente o País, para quando chegarmos ao Litoral, a El Jadida começar a subir até ao topo de África onde seguiremos via marítima para a Europa. Esta zona nesta altura do ano já se apresenta muito quente, não é fácil fazer 200 kms. com o termómetro a teimar mostrar 40 graus, mesmo para um apreciador de calor como eu. Convém explicar porque falo quase sempre no Plural, se eu a minha Super Tenere na estrada somos só um, a verdade é que não deixamos de ser dois, Homem e Máquina, pode parecer um pouco confuso, mas a malta que sente as motas como eu vai entender certamente.
A saida de Dades, foi bem cedo, como gosto de fazer habitualmente, seja em férias ou no dia a dia, na passagem por Ouarzazate decidi parar e visitar o Kashab, uma série de corredores labirinticos com salas vazias, valeu pelo berbere que fazia caligrafia arabe e berbere, contribui assim um pouco para esta simpática gente.
Vinte e poucos quilómetros depois estava em Aint Ben Haddou, uma povoaçao toda ela feita em barro e que já serviu para realizar alguns filmes, como o Gladiador, apesar de muito quente aponto como ponto obrigatório para quem cá vem.
Depois segui para uma zona desconhecida, Zagora, a 175 kms. de Ouarzazate, vou ficar com dúvida se é para regressar, o caminho para cá, apesar de muitas obras até é aceitável pela vista fenomenal que vamos tendo, subindo serras, descendo, e o ponto alto é quando alcançamos o interminável Oásis Draa, que durante cerca de 50 kms. leva-nos até Zagora. A questão é que as grandes dunas do Sahara estão 100 kms. depois, numa estrada sem saida, tal como esta que fiz hoje e voltarei a tornar a fazer amanhã de manhã até Ouarzazate, para depois atravessar o Atlas, outro ponto alto da viagem, e chegar a Marraquexe. Valeu pelo excelente La Perle du Draa, onde fui tratado como um Rei, até me deram a escolher o quarto, optei pelo maior, claro.

Hoje alcancei o ponto mais a Sul bem como mais longe de casa, segundo o gps 1600 kms. mais a travessia pelo Mar. Amanhã iniciaremos o regresso a casa, mas pelo caminho ainda há muito para ver e aproveitar.
Dia 7 Zagora - Atlas - Marraquexe
Mais um dia deste Marrocos 2016, pelo Sul, amanhã ao chegarmos a El Jadida junto ao mar, acabamos esta quente travessia.
Foi um dia especialmente para andar de mota, poucas paragens, parte do caminho já tinho sido feito ontem em direcção a Zagora, hoje foi repeti-lo em sentido inverso e já deu soltar mais o som do escape desta magnífica XT1200 que me acompanha.
A passagem pelo Atlas, estava referenciada como um dos pontos altos desta viagem, se é que fosse ou seja preciso mais, com tantos até ao momento, e foi mesmo, só falhou haver pouca ou nenhuma neve, só mesmo nos pontos mais altos. No topo com estrada alcançamos os 2260 mts. altitude, mas com 25 graus, onde já foi a neve que caiu no Inverno, foi aí mesmo no Tizi-n-Ticka que encontrámos um Grupo de motards, cerca de 30 Italianos com BMW's mas no meio de tanta gente madura lá apareceu um Tenere Rider na casa dos 40, que fez questão de tirar umas fotos com as nossas motas. Ainda à pouco dias comentava aqui que Marrocos está-se a tornar cada vez mais um Paraíso motard para os Europeus, na zona do Atlas isso é bem notório, este grupo por exemplo, trouxe as motas de camião só para disfrutar deste autêntico paraíso.
Chegar a Marraquexe, encontrar o hotel nunca é fácil, o GPS empurra-me sempre para dentro da medina, quando dei por mim já estava numa rua sem saída com dois guias de scooter que não se calavam por nada a querer ajudar. Encontrando então o Fashion Hotel, subir ao ultimo piso para um mergulho na piscina, mais ao fim do dia entrar num taxi e seguir para a medina e praça jemaa el Fna, onde tudo acontece e onde se pode petiscar, jantar ver espectáculos e claro fazer compras, porque a minha pequenota com quase 5 anos está-se a tornar uma autêntica consumidora como o Pai, disse-me várias vezes o que queria

Conhecida como a Cidade Vermelha, a Pérola do Sul ou a Porta do Sul, Marraquexe é a quarta maior cidade do País, superada por Fés, Tanger e Casablanca, sendo uma das quatro cidades Imperiais e a que mais turistas atrai.
Praça Jemaa el Fna, a mais movimentada de Marraquexe, com vários espectáculos como saltimbancos, acrobatas, encantadores de serpentes, faquires, curandeiros, músicos, dançarinos, etc. À noite, as barracas de comida típica dominam a praça, juntamente com centenas turistas e locais.
As muralhas avermelhadas e vários edifícios construidos em pedra também vermelha estão na origem de uma das suas alcunhas, Cidade Vermelha.
A medina de Marraquexe está classificada como Património Mundial desde 1985, sendo um destino turístico de fama Mundial e o maior mercado tradicional berbere do País.
Um ponto de visita obrigatório!


Dia 8, Marraquexe - Imlil - El Jadida
Foi ao completar o oitavo dia de viagem que cheguei ao Litoral, destino para hoje El Jadida. A viagem até agora, em que já ultrapassámos os 3000 kms. está a correr como previsto e planeado nos ultimos sete ou oito meses.
A saida do Fashion Hotel em Marrakech foi cedo, como tem acontecido desde início, prefiro assim para estar na base de descanso do dia seguinte às 16/17 horas para ter tempo de ir conhecer ou revisitar os sitios por onde vou passando. Ainda pensei duas vezes se iria até Imlil, conforme tinha no programa ou seguia directo para El Jadida, eram 70 kms. para lá chegar, e como a estrada acaba lá implicava regressar pelo mesmo caminho a Marrakech. Felizmente optei por seguir a ideia inicial, conhecer Asni e Imlil, que zona maravilhosa, estrada até Asni sempre a olhar para o Atlas, ficando cada vez os pontos visíveis de neve mais perto, alcatrão recente e bom, muita curva entrelaçada, chegando a Asni são mais 17 kms. Até Imlil, ai a estrada estreita e é mais um caminho só de uma via, mas que importa isso se vamos num desfiladeiro sempre junto a um rio com água que corre forte nesta altura com água do degelo da montanha, rodeados de um verde lindo e sempre rodando em direção à montanha alta com neve ainda. Ao chegar a Imlil, percebe-se que se trata de um destino turístico, parque estacionamento coberto, muitas lojas, restaurantes, aubergues, terraços, muitos burros à espera de clientes, estrangeiros equipados para caminhada, isto numa aldeia pequena. É que a partir daqui para subir á montanha onde fica Chamharouch a 15 kms. só a pé ou de burro. Em conversa com um local, acho que numa próxima visita a Marrocos merece pensar numa estadia aqui com caminhada, maior ou mais pequena.


Depois foi fazer tudo de novo até Marrakech, nada que importassse, numa estrada rodeada de tanta beleza natural, e com factor fun a poder ser usurfurido na Super Tenere. Atravessar Marrakech nas longas e modernas avenidas com muito trânsito, lá se fez até o GPS indicar que a próxima saída à direita era 170 kms. depois, e foi mesmo, longa estrada quase sempre a direito, sem cruzamentos e duas ou três localidades, onde parei numa delas para comer a típica tangine e seguir caminho. Fez-se num intante e pelas 15 horas estava à porta do Ibis Budget em El Jadida, que está mesmo em frente da praia, foi pôr as coisas no quarto, atravessar a rua e dar um mergulho, algo que tinha curiosidade em fazer à algum tempo, neste oceano, que apesar de Atlântico é bem mais quente que o nosso, pelo menos em El Jadida. Mais tarde foi visitar a Cidadela Portuguesa e pouco mais há para ver ou fazer aqui. Um jantar num restaurante da cidade, passeio á beira mar até ao hotel e o merecido descanso, porque amanhã o caminho só indica Norte até chegar ao ponto de partida deste Marrocos 2016.

El Jadida, situada na Costa Atlântica, é uma cidade industrial e portuária, além de estância balnear principalmente para os Marroquinos. Em termos turísticos é conhecida pela grande cidadela Portuguesa, a Cité Portugaise, a maior do género no Norte de África, que está classificada pela UNESCO como Património Mundial desde 2004 e é uma das sete Maravilhas de origem Portuguesa no Mundo.
Mazagão esteve sob o domínio Português de 1506 a 1769 e foi a última possessão de Portugal em Marrocos. Foi abandonada e arrasada pelos Portugueses em 1769, quando o nosso tão conhecido, por outros motivos mais populares Marquês de Pombal decidiu transferir os seus habitantes para a Amazónia, no Brasil.
Aconselho vivamente a visita, pela cidadela vestigios Portugueses não faltam.
No caminho de regresso á Europa houve uma passagem por Casablanca. 
A Mesquita Hassan II em Casablanca é uma das maiores de todo Mundo, sendo em altura, 200 mts. a mais alta. A sala de orações, gigantesca e construida com os melhores materiais, sendo o chão de mármore todo ele oriundo de Marrocos, mudando a cor consoante a zona de onde veio, candeeiros encomendados por Hassan II a Itália em vidro, e muito mais, tem 20.000 metros quadrados e tem capacidade para 25.000 pessoas, na altura do Ramadão chega a receber 40.000, os restantes enchem toda a praça circundante à mesquita, para se suportar o calor, que chega a ser de 40 graus nessa altura, o tecto é móvel, deslizando em duas partes. 
Obra feita num tempo record, seis anos, em que participaram 2.500 trabalhadores e 10.000 artesãos.
O melhor foi ter chegado, sem saber meia hora antes da visita guiada, que era às 10 , a troco de 1200 dihams, cerca de 11€ tive muito possivelmente um dos momentos mais altos da viagem, já que superou toda a curiosidade que tinha sobre esta Mesquita.
A Mesquita Hassan II em Casablanca é uma das maiores de todo Mundo, sendo em altura, 200 mts. a mais alta. A sala de orações, gigantesca e construida com os melhores materiais, sendo o chão de mármore todo ele oriundo de Marrocos, mudando a cor consoante a zona de onde veio, candeeiros encomendados por Hassan II a Itália em vidro, e muito mais, tem 20.000 metros quadrados e tem capacidade para 25.000 pessoas, na altura do Ramadão chega a receber 40.000, os restantes enchem toda a praça circundante à mesquita, para se suportar o calor, que chega a ser de 40 graus nessa altura, o tecto é móvel, deslizando em duas partes.
Obra feita num tempo record, seis anos, em que participaram 2.500 trabalhadores e 10.000 artesãos.
O melhor foi ter chegado, sem saber meia hora antes da visita guiada, que era às 10 , a troco de 1200 dihams, cerca de 11€ tive muito possivelmente um dos momentos mais altos da viagem, já que superou toda a curiosidade que tinha sobre esta Mesquita.


Dia 9, El Jadida - Casablanca- Tânger
Foi neste ultimo Sábado de Abril que fiz o meu nono dia de viagem. O objectivo era sair de El Jadida até percorrer a Costa Ocidental até Tânger o mais junto do mar possível. Como estava à vontade de tempo decidi não ligar a horas, gps ou programa, sabia que ia para Norte e as placas iam indicando as Cidades que sabia que ficavam no caminho. Queria assim absorver ao máximo tudo de mais ou menos estranho que se passa neste País, até porque neste Marrocos 2016 era o ultimo dia que tinha para isso, há obras na estrada por todo o lado, obras de construção civil também, umas começadas, outras abandonadas, outras com grande movimento, outras com grande aparato de gruas, outras acabadas e fechadas, depois há crianças que andam a toda a hora com a mochila às costas e não se percebe se vão, se vem da escola, há animais a pastar junto às bermas, muitos burros, com carga, outros levam pessoas, outros puxam carroças, há venda de animais, frutas, legumes, artesanato de barro, há imensos controles policiais, com radares na mão, que não entendo bem para quem apontam, mas vi alguns papéis a serem preenchidos.
Se à partida este dia seria só para cumprir calendário e chegar ao local onde seguirei por ferry para Espanha, acabou por ser uma boa surpresa. Casablanca, comecei a ver muitos turistas, o que me despertou a curiosidade, quando dei por mim estava na bilheteira a comprar o ingresso para visitar a Mesquita Hassan II, meti-me no grupo dos Ingleses, havia guia Francês e Espanhol também, o guia facilmente percebeu que eu era ali um intruso, ficou todo contente de ser Português e entre o Inglês ia falando comigo em Português e pedindo umas palavras que não sabia, a mesquita é extraordinária bem como toda a história das peregrinações que ali se passam.
Foi ao chegar a Tanger que veio outro ponto alto deste dia, e porque não da viagem!? As grutas de Hércules, o Viegas, o Fernando e a Andreia devem-se lembrar de no Marrocos ADV'14 lá irmos e estarem fechadas para obras, e que obras, ficou um espaço muito simpático com vista para o Oceano. Eram Marrquinos que lá andavam, muitos, que cada vez estão mais simpáticos com os estrangeiros, eu como riu para toda a gente, devem achar graça e retribuem também com sorrisos simpáticos, só espero que o tripé para tirar fotos não pegue moda, porque eles acham imensa graça eu tirar fotos a mim próprio sem ser com aqueles paus de selfie que as pessoas ficam com um ar muito esforçado para ficar a olhar para a câmara. As grutas são brutais, recomendo e quero voltar lá.


Amanhã faço os últimos quilómetros aqui em Marrocos, para dizer a verdade, devem ser uns 500 mts. daqui do hotel até ao barco, ficam já muitas saudades, mas a certeza que quero voltar, depois é a travessia para Espanha, atravessar a mesma que parece sempre não ter fim, e Portugal.



Dia 10, Tanger - Tarifa - Mafra
Este foi o último dia deste Marrocos 2016, por sinal o único em que estaria nos três Países que consistia esta viagem, Marrocos, Espanha e Portugal.
O bilhete para o ferry estava comprado à já alguns meses para a primeira travessia, às 8 horas, havia ainda 700 kms. para fazer e não queria chegar a casa á noite. Na fronteira a normal confusão, não se percebe bem onde ir ou que fazer, pedem passaporte, visto, passaporte novamente, bilhete, passaporte, uns fardados outros á civil, não adianta tentar perceber quem é quem ali.
Mas com a travessia feita a dormir, ainda bem, só acordei já o barco estava no porto de Tarifa e mesmo assim abanava muito, foi hora de equipar e seguir porque havia muito para andar, quando parei para comer alguma coisa já tinham passado duas horas e estava perto de Sevilha, portanto uns duzentos e tal kms. feitos seguidos, esta mota é magnifica, não me canso de referir. Apesar de muito vento, muito controle policial da guarda civil Espanhola, revista geral a carros, controle às motas, etc. ainda me mandaram parar, "Francês", "não Português", "siga", claro que só as motas Espanholas lhes interessam, lá fomos galgando caminho, com a normal ansiedade de voltar a casa. E foi mesmo com a satisfação de ter este sorriso lindo à espera que dei por terminada a minha maior Aventura deste ano.
 



Quase 4.200 kms. feitos em 10 dias.