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domingo, 22 de outubro de 2017

Montejunto numa manhã de Outono


22 de Outubro 2017, Domingo de Outono com bastante sol em prespectiva e fresco na zona Oeste, principalmente porque sai de casa cedo e com equipamento de meia estação, a certa altura os punhos aquecidos ligados souberam já muito bem.
Saida de Mafra ainda com o sol a querer aparecer, passagem pela Tapada de Mafra, Torres Vedras e no Cadaval desvio para a Serra de Montejunto, onde no topo se alcança os 666 mts. de altitude. Esta serra é o mais alto miradouro natural da Estremadura, situada no Concelho de Alenquer e Cadaval, lá em cima a vista alcançada num dia de céu limpo como hoje é fantástica, além de se esperar pelo vento frio e forte que normalmente se sente na zona mais alta onde se situam as enormes antenas de comunicação. Descida em direcção ao Cercal, depois um pequeno percurso no IC2 para soltar o motor e voltar de novo a subir o Montejunto com passagem e paragem para café na Abrigada, aqui na Abrigada penso ser a melhor escolha para subir a serra, já que se trata de uma estrada estreita revirada de trânsito praticamente nulo. Já com bastantes ciclistas na subida da serra voltámos quase ao topo, optando por descer em direcção a Torres Vedras seguindo pela N9 depois N8 até ao Gradil onde volta a diversão na incrível N9-2, aí é estrada revirada até Mafra.

Assim se passa uma excelente manhã na companhia da fiel companheira de aventura Super Tenere, com cerca de 170 kms. feitos, 10€ de gasolina gastos, dois cafés e um pastel de nata para aconchegar o estômago.

ALBUM DE FOTOS

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sul de Espanha 2017


Outubro é mês de nova aventura com a minha Super Ténéré. A zona escolhida ainda pouco ou nada explorada por mim é o Sul de Espanha, em que durante cinco dias vou tentar conhecer ao máximo todos os pontos de interesse incluídos no longo trajecto planeado para esta viagem, Gibraltar, Ronda, Setenil de las Bodegas, Marbella, Almeria, Deserto de Tabernas, Guadix, Serra Nevada, Granada, Córdova e muito mais certamente que vamos encontrando no caminho...
Malas prontas e devidamente arrumadas na Super Tenere, sendo uma viagem de apenas cinco dias com previsões de bom tempo o espaço disponível não é todo ocupado, até havendo a hipótese de deixar a top case em casa, mas mesmo optei por levar as três malas, nas paragens ter onde deixar o capacete é sempre uma mais valia.
Coisas que considero importantes e faço questão de previamente preparar antes das viagens:
Kit furos, cabos de bateria, cartão Europeu de saúde, cadeado, garrafas de água, forros impermeáveis do equipamento, programa detalhado com todas as reservas de alojamento impressas, GPS, material fotográfico com vários carregadores, medicação básica, roupa interior e uma t´shirt para cada dia de viagem, roupa casual como calças de ganga, ténis e um casaco, medicação básica e claro a bolsa com produtos de higiene pessoal. Hotéis como sempre marcados através do BOOKING, que além de bons preços permitem desistência sem custos na maior parte deles.
E finalmente chegou o dia da partida, depois de uma
noite mal dormida, com a normal ansiedade que estas viagens provocam, equipar e já com a moto atestada na noite anterior foi passar pelo Convento de Mafra para a fotografia da praxe e quando acabar o dia de trabalho será Serpa o destino.
Dia 0 Mafra-Serpa - 276 kms.
O dia zero mais uma vez foi uma oferta que dei à minha viagem, fazendo a aproximação à fronteira na véspera, evita assim que o primeiro dia seja muito madrugador e extenso a nível de estrada.
O dia começou cedo em Mafra com o habitual nervosismo que precede sempre as partidas destas aventuras. Mas depois da habitual foto tirada junto do Palácio Nacional de Mafra com a companhia da secção feminina de casa lá segui para um normal dia de trabalho. 

Já perto das 19 horas arranquei de Mem Martins direcção Serpa. Muito trânsito na ponte Vasco da Gama mas depois foi soltar o motor da Super Tenere já com a noite instalada. Chegada a Serpa, perto da fronteira com Espanha, pouco depois das 21 horas, escusado será dizer que foi directo, procurar o hotel e depois do check in soube que o Molho Bico está fechado à quarta feira, boa! Lá se foi o meu plano inicial abaixo, mas o Sr. do hotel prontamente me recomendou o Lebrinha que até fica perto, migas Alentejanas com entrecosto, duas imperiais que aqui o calor ainda abunda e toca a pegar na mota para um curto passeio pelo centro histórico da bonita Cidade Alentejana.
Amanhã sim iniciamos oficialmente a nossa Aventura com a chegada a Espanha, passagem por Gibraltar e destino Ronda.


Dia 1 Serpa-Gibraltar-Ronda 547 kms.
Hoje arrancámos cedo de Serpa porque o dia previa-se longo e repleto de sitios interessantes para visitar, quente a ponto que em cada paragem ia abrindo ventiladores no equipamento, chegando ao hotel já sem mais opções, escusado será dizer que o forro térmico ficou em casa e o impermeável está no fundo de uma das malas, se em Outubro a temperatura nesta zona ronda os 30 graus nem quero imaginar em pleno Verão. Primeiro posto de gasolina depois da fronteira foi para abastecer, um euro e vinte poucos cêntimos o litro, assim dá gosto! Passagem por Aracena e Sevilha sem parar lá fui seguindo as edicações do gps em direcçao a Gibraltar, já a Sul na serra da Grazalema momento alto na passagem pela bonita povoação Ubrique, situada num enorme vale e com as casas todas pintadas de branco, tive pena de não parar, mas o tempo hoje não previa extras e assim tenho um motivo para voltar à zona. Nessa mesma serra foram mais de 60 kms. sem ver praticamente nenhuma carro numa estrada apertada mas com um fator diversão médio, se o asfalto tivesse em melhores condiçoes e a mota não estivesse prestes a entrar na reserva da gasolina poderia ter sido bem melhor.
Quando estava a trinta quilómetros de Ronda, base para esta noite, segui para Sul tal como planeado para visitar Gibraltar, era um sitio que sempre quis ir de mota, mas que nada correspondeu às minhas expectativas. É certo que o enorme rochedo de 427 mts. de altitude e a pista de aviões que atravessa a entrada do território Britânico na Península Ibérica são imponentes, mas a confusão e filas para passar a fronteira, reparem que mostrei o cartão de cidadão duas vezes sem tirar capacete e mal olharam para ele isto para entrar, a saída foi directa, depois muito trânsito, além de que não me deixaram entrar com a mota na reserva natural de macacos, quando vi o que faltava subir a pé desisti prontamente da ideia. Dei a volta ao rochedo junto ao e segui para Ronda, aí sim valeu a pena cada minuto cá passado, a A369 que nos leva até Ronda é qualquer coisa de excepcional, recomendo à malta das duas rodas, de carro não se aconselha a pessoas com tendência para enjoar. Ronda é conhecida pela Ponte Nova, um trabalho maravilhoso feito em pedra que divide ou une a Vila velha com a nova. Deixei a mota no hotel e a pé parti à descoberta e prontamente me encantei por tanta beleza arquitectónica deste local.
Estavam previstos para hoje 500 kms. foram 547, amanhã o trajecto é mais curto com destino o deserto de Tabernas.



Dia 2 Ronda - Deserto de Tabernas - 455 kms. 
Mais um dia de viagem pelo Sul de Espanha com saída de Ronda e passagem por Setenil de los Bodegas apenas a 16 kms. de distância, pequena povoação caracterizada pelas casas e estabelecimentos comerciais embutidos nos enormes rochedos, caminhada pelas estreitas ruas até a um dos miradouros da terra, segunda dose de cafeína, pegar na mota e voltar a fazer os 16 kms. até Ronda para aí seguir na rápida estrada de montanha A-397, são 50 kms. de puro prazer para quem aprecia andar de mota, fazer em sentido Norte Sul em direcção a Marbella foi uma boa escolha, a determinada altura começa a surgir no horizonte misturado com as enormes serras o mar Mediterrânio, criando uma mistura de verde e azul soberba, escusado será dizer que em caminho oposto subiam motas às dezenas, não fosse esta estrada uma referência para os motociclistas. Passando por Marbella faz todo o sentido ser uma das Cidades mais caras de Espanha, vários hotéis e condomínios de 5 estrelas e os carros topo de gama por todo lado. Optei por seguir na A-7 uma via rápida sem portagens sempre junto ao mar principalmente até Malaga onde se vai sentido o ar fresco e cheiro a mar, depois a via afasta-se um pouco do litoral mas sempre matendo o contacto visual com ele, ainda tentei fazer um pouco na n-340 mas não compensa porque é uma zona de enormes e infindáveis estufas de agricultura e vi bastantes refugiados bem como cartazes colados nas paredes com protestos de ordenados e horas de trabalho, preferi seguir pela via mais alta.
Passagem pelo centro de Almeria sem paragem, estava com a ideia noutro sentido, chegar cedo ao hotel, refrescar na piscina e visitar uma das duas aldeias temáticas de Hollywood, optei pelo Fort Bravo, além de ser mais perto do hotel pareceu-me ser mais típico e num ambiente mais descontraído, o mini Zoo de Hollywood fica para outra oportunidade.
E com isto e depois de 1280 kms. depois de sair de casa cheguei ao Deserto de Tabernas, ponto mais a Sul da viagem. Tabernas é o único semi deserto da Europa, já que no Continente não existe um deserto puro. Situado na província de Almeria trata-se de uma zona protegida de 280 kms. quadrados. Devido à sua semehanca com os desertos da América do Norte entre 1950 e 1980 foram aqui filmadas várias cenas de filmes de western. Também aqui foi cenário para outros filmes como o Lawrence das Arábias, Cléopatra, Platton, Conan o bárbaro ou Indiana Jones e a última cruzada.
No Fort Bravo vive-se um verdadeiro ambiente de cowboys, tive oportunidade de assistir no bar a um espetáculo de dança can can e uma cena de teatro com tiros verdadeiros e tudo, só ao chegar ao hotel é que reparei que o bilhete 19.40€ dava direito a um passeio de charrete, mesmo assim aproveitei bem, andei por lá sozinho como gosto a tirar fotos com a Tenere em vários spots. 


Dia 3 Deserto de Tabernas - Córdoba, 346 kms.

Quarto dia de viagem que começou ainda sem sol no deserto de Tabernas com temperaturas abaixo do que tenho apanhado nos últimos dias, mas acabou por saber bem e nem reajustei o equipamento para a situação. Primeiros kms. destinados a atravessar a zona desértica, algumas partes da Serra Nevada, passagem por Guadix com breve paragem para umas fotografias, Granada que além de ser outra das enormes Cidades Espanholas nao me deu motivos para parar, atravessá-la como sempre foi um caos de vias rápidas sobrepostas, típico neste País da Península Ibérica, mas com mais ou menos desvio lá consegui apanhar a estrada nacional que nos levava até Córdova, destino para hoje.
Foi uma manhã com poucas ou nenhumas paragens, já que a ideia era chegar o mais cedo possível ao hotel. Treze horas em ponto estava a Super Tenere estacionada à porta do hotel para só voltar a sair amanhã de manhã no regresso a casa, check in feito, bagagem no quarto, e como já tinha almoçado no caminho foi tempo de fazer uma sesta, hora e meia depois estava acordado, banho tomado, roupa leve vestida e toca a caminhar até ao centro histórico, cerca de 10 minutos de distância.
Córdova ou Córdoba, no passado encontrava-se entre as Cidades mais ricas do Mundo e era um glorioso exemplo de harmonia entre povos de todas as crenças, curioso é ainda hoje se ouvir falar Árabe nas ruas e não se tratam de turistas porque esses há às centenas de várias Nacionalidades. Aqui assi
stimos a um verdadeiro espectáculo de arquitectura, por toda a zona histórica há pormenores maravilhosos. Visita à imponente mesquita, ao bairro Judeu e à torre Calahorra onde está instalado o museu vivo de al-Andalus, no terraço do edifício consegue-se uma vista soberba sobre toda a Cidade.
Ronda e Córdova foram sem dúvida os dois pontos altos desta aventura, só pela tarde de hoje já valeu a pena tantas horas em cima da moto. 



Dia 4 Córdoba - Mafra, 550 kms. 
Quinto e último dia de viagem com pouco para contar, já que no programa apenas constava o regresso a casa. Saída do hotel em Córdoba já com pequeno almoço tomado às 6.30h. como é bom andar a estas horas nas Cidades sem confusões de trânsito, duas ou três rotundas e meia dúzia de semáforos encontrava a placa com a indicação Badajoz 288 kms. N-432. Em Espanha é comum estas e maiores distâncias entre Cidades, é andar e andar sem cruzamentos ou outra qualquer quebra de trânsito. Como não havia pontos de interesse planeados foi rodar até à fronteira Portuguesa só com duas paragens para abastecimento, a última já perto da linha onde os combustíveis disparam para preços dignos de um País com nível de vida acima da média. Às 10 horas já com 310 kms. feitos estava em Elvas para a foto que documenta o regresso a Portugal, seguindo pela estrada nacional já sem as preocupações de limites de velocidade tão próprias do País vizinho, a única paragem foi em Vendas Novas para a tão desejada bifana. 
Eram 13.30h. quando cheguei a casa em Mafra totalizando 550 kms. no dia de hoje e 2177 no total deste Sul de Espanha 2017.
Termina assim mais uma aventura de Carlos Tavares.


ALBUM DE FOTOS

Mota: Yamaha XT1200Z
Kms. feitos: 2.177
Média consumo: 4.6 lts. aos 100 kms.

Despesas:
Gasolina - 146.50€
Alimentação - 90.65€

Alojamento - 162€ (4 noites em hotel, com pequeno almoço incluído) 
Outras - 48.90€ ( entradas monumentos e brindes )

Total - 448.05€ 
( orçamento previsto antes da partida, 450€ )







terça-feira, 16 de maio de 2017

Ano 2017 em balanço

Ano 2017, começou logo no sexto dia a comemorar o quadragésimo sexto aniversário, e que melhor local do que a zona mais alta de Portugal?
A Serra da Estrela, três dias passados em família com visita a locais magníficos, Jardim Botânico em Coimbra, Fraga da Pena, Piodão, Foz da Égua, Poço da Broca, Torre e a sua neve, Covão da Ameatade, Poço do Inferno, Museu do Pão em Seia, Praia Fluvial de Loriga.
Aproveitando o sol radioso que se fez em Janeiro e não ligando ás temperaturas baixas, tivemos o conhecimento da N9 no troço entre Torres Vedras e Alenquer. Ainda em Janeiro, a convite do António Viegas fomos Á conquista de Dornes, zona maravilhosa perto de Tomar.
Fevereiro foi o mês de voltar ao Alentejo com um pulo a Espanha para a Olivença ou Olivenza? uma aventura repleta de histórias e pontos de interesse.
Março foi o mês de rumar a Norte, até Matosinhos com a Sprint, foram 858 kms. em dois dias, onde andámos por terras mais ou menos conhecidas, como Porto, Entre Rios, Arouca, Serra da Freita e muito mais num inesquecível Mafra-Matosinhos.       
Abril foi mês de Páscoa, destino escolhido com a família, Nazaré. Pascoa 2017   onde através do funicular se chega ao Sitio para se conseguir uma vista única sobre a vila e praia, bem como a Norte, curiosamente na praia do Sul onde se vêm as maiores ondas do Mundo.             

No inicio de Maio fui até ao Alentejo com a Tracer, a Santo Amador, com muitos e tão bonitos locais no caminho. Santo Amador 2017. Curiosamente esta foi a última viagem da Tracer 900, porque no dia seguinte apareceu um comprador que a levou. Foram 15 meses e 11.700 kms. juntos em que não conseguimos criar laços que prometessem um longo futuro de satisfação, bastantes problemas na garantia, mais ou menos resolvidos, assistências caras, e um aspecto geral bastante frágil da mota que não se enquadrava no que pretendo de uma mota, fez com que a nossa relação terminasse numa fase prematura.


Foi em Reguengos com vista para o imenso lago do Alqueva que registámos em fotografia o último momento juntos. Se haverá substituta a curto ou médio prazo é uma incógnita ainda.


Maio acabou por ser arrasador para o Dream Team, já que na recta final trouxe a despedida da Triumph Sprint 1050 ST, uma mota com que tive óptimas experiências, relatadas aqui no blogue, como a ida a Matosinhos, mas que não conseguiu mostrar-se uma opção de primeira escolha, a partir daqui seguimos viagens com a XT1200Z a única sobrevivente da equipa. Fica aqui uma série de momentos fotográficos com a Sprint 1050.
Este Maio que já teve tanto para contar, acaba da melhor maneira, até porque a vida não é só motas e viagens, é no 29 que a minha filha comemora o
nascimento, neste 2017, tivemos o privilégio de celebrar o seu 6º aniversário.
Junho, é o mês que escolhi para a grande viagem anual, antes da partida os habituais preparativos e claro muita ansiedade para os dez dias de Pireneus-Picos 2017. Foram dez dias, mais de 4.200kms. feitos na Super Tenere com momentos de grande satisfação, passagem por zonas maravilhosas, como Segovia, Andorra, Gavarnie, Lourdes, Picos da Europa.
Julho é um mês mais dedicado à família servindo a mota apenas para deslocações diárias casa trabalho, e mesmo assim vivendo em Mafra e trabalhando em Mem Martins são cerca de 60 kms. seis dias por semana. À sete anos que vivemos nesta simpática Vila do Concelho de Mafra e é neste mês que durante o mesmo período de tempo tem ocorrido a Festa do Pão no jardim do Cerco junto ao Palácio Nacional onde além dos jogos tradicionais, concertos de música e outras animações, os restaurantes e pastelarias da zona se instalam e servem as especialidades da zona nas barraquinhas instaladas no jardim. Uma festa que de Ano a Ano tem crescido bastante a nível de visitantes.
Não tem sido um Verão quente até pouco apelativo á praia, como tal há que arranjar soluções fora do mototurismo e das zonas balneares,  vivendo perto de Sintra, locais de interesse para visitar é o que não faltam, como a Quinta da Regaleira, onde num Domingo ventoso mas ensolarado junto da família aproveitámos para ser turistas no nosso País. Uma riqueza de monumentos e edifícios enquadrados num enorme jardim verde onde se respira uma enorme tranquilidade. E no último Domingo do mês, foi a Batalha e o seu majestoso mosteiro e Porto de Mós e o castelo da Vila que mereceram a nossa visita.

Agosto continua a ser um mês em que a mota serve apenas para deslocações diárias entre Mafra-Mem Martins-Mafra e mesmo assim são quase sessenta quilómetros, seis dias por semana, e mesmo assim vai haver pelo meio as merecidas férias de Verão com a família. Sei que é a altura do Ano em que a maioria mais usa as motas, período de férias, concentrações motards, pessoalmente e não sendo adeptos de grandes ajuntamentos, prefiro meses mais calmos na estrada e com clima mais ameno, entre Outubro e Junho é a altura que mais me seduz conduzir por essas estradas fora de moto, e para começar a época quando faltam já menos de dois meses está agendado a Sul de Espanha 2017. Já um clássico no Verão é levar a família ao Mercado Medieval de Óbidos, onde se vive um ambiente muito acolhedor a recriar os tempos antigos e se petisca uns bons grelhados e vários doces da região, claro que a imprescindível ginga não pode faltar.

Este Agosto continua a surpreender pela positiva, ainda sem mota chegaram as merecidas férias de Verão com a família, foram treze dias em que a Super Tenere ficou fechada na garagem com bateria a receber carga. Com três bases percorremos o País pelo Centro e Sul, num total que ultrapassou os 1.500 kms., curioso é que optámos e bem por evitar as vias rápidas e portagens, tal como faço sempre que viajo só com duas rodas. E que boas estradas temos no nosso País, bem conservadas, com pouco ou nenhum trânsito ao contrário do que se passa nas auto-estradas conforme sendo noticiado nos canais informativos, e com a vantagem de conhecermos melhor as zonas que vamos passando. Primeiro alojamento na pacata Vila de Porto de Mós, onde aproveitámos para visitar Alcobaça e o seu maravilhoso Palácio, Batalha, Pia do Urso, Fátima à noite num registo que consegue ultrapassar qualquer imaginário, de tão fabuloso que foi, mesmo não sendo dado a religiões, praia de São Martinho do Porto, Grutas de Mira de Aire, outro ponto alto destas férias, que local de sonho! Tomar, com passeio pelo centro da Cidade e a obrigatória visita ao Convento de Cristo, pessoalmente a nível de Palácios ou Castelos, este é o meu preferido em Portugal. Descendo para Sul com uma paragem em Almeirim para a saborosa sopa da pedra, montámos o pousio em Santo Amador, perto de Moura.



Aqui no Alentejo onde o calor apertou dia e noite, com temperaturas superiores a 35 graus, também tivemos locais de interesse de topo. A Cidade Moura, com as suas bonitas ruas, várias igrejas, um castelo e um enorme jardim, praia fluvial de Mourão bem como a de Reguengos de Monsaraz, que fez as delicias do elemento mais jovem da família através das suas águas calmas e quentes, locais paradisíacos! Monsaraz sempre majestoso visitado à noite e com aquele calor Alentejano acabou por ser a melhor opção.
Descendo mais a Sul, tínhamos a restante a família à espera no Carvoeiro, onde passámos os últimos quatro dias de férias.
Noites quentes, dia de diversão no Slide & Splash, convívio com a família, sardinhas em Portimão, muita piscina e descanso, assim acabou a recuperação de forças e energias para os próximos meses. Regresso feito a Mafra pela N125, IC1, ponte Vasco da Gama onde pagámos a única portagem destas férias! e N8 até Mafra.
Agora a pouco mais de um mês do Sul de Espanha 2017, a ansiedade começa a apertar cada vez mais....
Entrada em Setembro, voltar ao trabalho e ao contacto diário com a Super Tenere, são cerca de 60 kms. diários em que vou mantendo o contacto com a máquina e corrigindo pequenos por menores para as grandes viagens que aí vem. Entretanto a nível de facebook, decidi criar uma página exclusiva para as viagens de mota, poderão seguir aqui....
Já em despedida do Verão ainda houve tempo para uma passagem na terra que me viu nascer à 46 anos, Lisboa. sem estar no meu top
de preferências não deixa de ser uma visita sempre agradável com uma boa dose de magia, pasteis de nata, castanhas assadas, ginja, frango assado, até pode ser coisas que se encontram noutras zonas do País mas nada como saboreá-las na baixa da Capital Portuguesa.
Entretanto aproxima-se rapidamente a data de partida para a Sul de Espanha 2017 e apesar de tudo planeado e reservado à alguns meses há sempre um último retoque a dar.
E foi no Magoito na sua lindíssima praia que demos as boas vindas ao Outono, altura do ano que mais gosto de andar de mota.
Outubro finalmente chegou, mês de voltar à estrada, antes da partida para o Sul de Espanha houve mudança de óleo na Super Ténéré,e um último ensaio geral pelo Oeste. Malas prontas, nova aventura espera por nós nos próximos dias....

Regressado do Sul de Espanha 2017, há que fazer o balanço da viagem, Foram cinco dias em que ultrapassámos os 2.000 quilometros, como pontos altos Ronda, Cordoba e o Fort Bravo no deserto de Tabernas. Espanha mais uma vez mostrou ser um País enorme, as distâncias entre cada Cidade são sempre grandes e cansativas. Esta aventura não ficou entre as minhas preferidas, não pelos lugares visitados mas pelo que se andou para visitá-los. Tendo como comparação Marrocos, Pirinéus, Picos da Europa ou Alpes esta zona fica claramente atrás, mas como havia bastante curiosidade em conhecer, ficou registado! Ainda em Outubro, aproveitando muito possivelmente o último Domingo e dia quente deste 2017, mais um dia marcado pelos fogos e mortos neste nosso cantinho da Europa, aproveitei por levar a família à margem Sul com visita
à Adega Museu Bacalhôa, onde além de se poder ver autênticas obras de arte da colecção, visitar as adegas se prova e pode comprar os maravilhosos vinhos da zona. Passagem ainda pelo Cabo Espichel e Sesimbra.
Agora sim declaramos aberta a época de Outono com as primeiras chuvas e os dias a ficarem cada vez mais pequenos.....
Já com saudades de uma volta "caseira" escolhi a Serra de Montejunto para matar as saudades da Super Tenere, isto porque depois do Sul de Espanha 2017 pouco ou nada tínhamos andado. Com perspectivas de um Domingo de sol, esquecendo o frio que já faz nesta altura do Ano aproveitei a manhã de Domingo para fazer 170 kms. de pura diversão, na Serra de Montejunto encontrámos pouco trânsito, estradas reviradas com melhor ou pior asfalto, contacto com a natureza com muita serra, imaravilhosas paisagens, tradicionais moinhos, é assim que nos sentimos bem a andar de mota.
Novembro tem sido com temperaturas amenas e sem chuva, chegámos aos 60.000 kms. na XT1200 feitos desde Dezembro 2011, tudo indica que vamos manter-nos juntos mais uns anos, como se costuma dizer em equipa que ganha não se mexe. Revisão feita, desta vez fora das oficinas oficiais da marca que tanto me têm desiludido, tanto nesta mota como na Tracer, alguns ajustes feitos e venham viagens que a máquina está pronta!
2017 ainda vai mexendo, com a meteorologia favorável a andar de mota, lá fomos nós em nova aventura antes de entrarmos no último mês do ano Serra de Aires e Candeeiros 2017.
Ainda em Novembro, com condições ainda propícias para o uso das duas rodas, aproveitei uma manhã de Domingo para rodar na bonita Costa Oeste, de Mafra a São Martinho do Porto, 252 kms. das 8 às 13 horas, número inesperado porque a ideia era ir tomar algures um café, mas são estas "voltinhas" que nos vão preparando para os grandes desafios de 2018.
Ainda alguns cartuchos guardados para Dezembro, o tempo está frio, mas com sol, escolhido foi o Ribatejo para uma curta visita no primeiro Domingo deste último mês de 2017. Em busca do Silas! 
E não é que ainda havia uma carta na manga para lançar antes de 2018!? E que carta! Um dia em pleno pelo Sul de Portugal sem medo ou receio de frio, chuva ou outra qualquer adversidade, o FERIADO ALENTEJANO II.
E chegámos às últimas horas de 2017, um Ano bastante positivo, que foi marcado pelo emagrecimento do Dream Team, em Janeiro era composto por três motos e chega a Dezembro com uma, isto para não falar que à quatro Anos atrás o Team era composto por seis motos. Mas foi uma redução propositada para reduzir custos e dar mais ênfase ao que realmente imposta, as viagens! Em 2017 foram muitas e boas com especial destaque para PIRENEUS-PICOS 2017 e o SUL DE ESPANHA 2017 mais tantas outras embora mais pequenas mas conta história para contar.
Vem aí novo Ano, ideias há bastantes, muito provavelmente será uma viagem de maior dimensão, duas grandes, e várias de apenas um ou dois dias. Mas no seu devido tempo tudo será divulgado e partilhado.
Resta-me desejar um Feliz Ano Novo a todos!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Santo Amador 2017



A 34 dias da partida para a grande aventura deste ano, a Pirinéus-Picos 2017, decidi neste dia 6 e 7 de Maio fazer mais um ensaio, com um clássico, Santo Amador, pequena Aldeia Alentejana situada perto de Moura e da fronteira com Espanha.
Depois de uma manhã de trabalho, foi altura de montar na Tracer e fazer-me à estrada, depois de uma noite e manhã de chuva, o céu apesar de carregado de nuvens ia ficando cada vez mais azul e tudo apontava para que não fosse um passeio molhado.

A primeira paragem foi em Vendas Novas para a habitual e obrigatória bifana acompanhada de uma cerveja fresca, seguindo pelas estradas quase sempre desertas passámos por Montemor-o-Novo e rapidamente estávamos em Évora, não fosse a Tracer uma autêntica devoradora de estrada, faz-me esquecer facilmente os limites de velocidade, tal o gozo que o tri proporciona quando se solta e estrada permite circular de punho aberto. À entrada da Cidade à esquerda aparece o desvio que nos leva ao Alto de São Bento, um cabeço granítico situado num monte com três moinhos e onde se alcança uma vista privilegiada sobre Évora e toda a sua zona histórica.
Como é uma Cidade já bem conhecida de outras passagens que cá fiz, decidi seguir pelo IC2 em busca de lugares menos frequentados, o vento começou a aquecer e a quantidade de mosquitos a bater nas pernas e no capacete era impressionante nesta altura. Em Portel optei ir pela R384 até à Marina da Amieira, estrada com piso muito bom, num sobe e desce constante com curvas a fazerem as delicias à Tracer, são 20 kms. muito interessantes, até porque na chegada à Amieira começamos a ter vista da barragem, escusado dizer que neste pequeno troço, não apanhámos qualquer tipo de veiculo nos dois sentidos. Na Marina a tranquilidade da água do lago com os barcos na maioria atracados tornam este local um muito calmo. Como era cedo, e nesta altura os dias já vão sendo longos, em Alqueva parei no Museu do Medronho, um edifício imponente, muito moderno que além do museu, tem loja com artigos da herdade, um bar muito simpático e organiza passeios na propriedade, um café e umas recordações compradas e pouco depois estava com a Tracer na Barragem do Alqueva, qualquer adjectivo para descrever esta zona será sempre modesto.
Deixando a barragem para trás segue-se Moura, até ao destino de hoje são 18 kms. pela N258, e que estrada esta por muitas vezes que a faça tiro sempre o máximo gozo dela, até porque as motas vão variando e cada uma se ajusta mais facilmente ao tipo de estrada, aqui estas estradas reviradas a Tracer está em casa.
Santo Amador, pacata aldeia Alentejana de casas brancas, com 72 kms. quadrados e cerca de 400 habitantes, desde sempre um local que me diz muito, não fosse a terra Natal dos meus Avós maternos e onde ainda hoje tenho grande parte de família.
A aldeia tem alguns cafés e é no largo principal que encontramos a sua bonita Igreja e a torre do relógio. A cerca de um km. passa o rio Ardila com nascente em Espanha, aqui toda a paisagem é lindíssima num contraste fantástico entre o azul do céu, o castanho amarelado das encostas de terra, e o azul esverdeado da água. Para os mais aventureiros há a possibilidade de passar o rio e seguir pouco depois em estrada alcatroada até Amareleja, mas tendo em atenção que o nível de água varia e por acaso encontrei-o alto e decidi não ser boa ideia molhar a Tracer.




















Como tenho casa na aldeia, o local para dormir estava escolhido, as bagagem arrumada e o jantar foi em Safara, a aldeia mais próxima, no restaurante Cascata, com mota abastecida e piloto alimentado, chegou a hora do merecido descanso.
Acordar cedo, como faço questão de fazer em viagem, banho tomado, equipamento vestido e a ignição da Tracer novamente em ON, se há coisa que aprecio profundamente é a calma dos Domingos de manhã bem cedo, e que lugar melhor para isso do que o Alentejo, onde naturalmente já é tudo tranquilo e pouco povoado. Deslizando pela estrada fora, e parece estranho, mas com esta mota tudo parece perto, apesar de não ser uma referência em conforto, em meia hora estava em Mourão, optei por revisitar a nova aldeia da Luz, rodeada pela enorme albufeira da barragem do Alqueva.

Luz, Mourão e Reguengos é tudo relativamente perto, e não perdi a oportunidade para alcançar a melhor vista sobre o Alqueva no miradouro existente na parte baixa da fortaleza, ainda antes de começarem a chegar os autocarros cheios de turistas que habitualmente visitam esta zona.
Como tinha planeado almoçar em casa, a seguir a Reguengos foi só rodar até Mafra, seguindo por Évora, Vendas Novas, breve paragem para refrescar a garganta, Pegões, Vila Franca de Xira, Alverca, Malveira e Mafra, depois de 24 horas e 620 kms. ter partido para esta mini aventura, como sempre totalmente isenta de portagens ou vias rápidas.
Venha a próxima!

Data: 6 e 7 de Maio 2017
Mota: Yamaha Tracer 900
Kms. feitos: 620
Consumo: 4.5 lts. aos 100 kms.

Despesas:
-gasolina-43.50€
-alimentação-27€
-outras-9€
Total: 79.50€

ALBUM DE FOTOS

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mafra-Matosinhos-Mafra 2017

Março 2017, dia 11 e 12, altura da última aventura de Inverno desta época 16/17. O destino fazia a bússola a apontar para Norte em direcção a Matosinhos, oportunidade para desfrutar da Sprint 1050, última aquisição do Dream Team, e que esta viagem será uma óptima oportunidade para conhecer melhor a mota, ainda para mais com revisão acabada de fazer em que levou pneus novos. Tempo já com sinais de Primavera, condições ideais para termos um fim de semana inesquecível, até porque pontos de interesse não vão voltar, tanto na ida como no regresso para Sul.    
A saída, como habitualmente deu-se em Mafra, bem cedo, pequeno almoço tomado frente ao convento e com uma neblina matinal partimos.
 A foto da praxe desta vez foi na porta da Tapada de Mafra, e começou da melhor maneira esta viagem com a N9-2, até ao Gradil, estrada revirada que a ST tanto se disponibiliza a dar gozo na condução, mesmo com as malas carregadas a sensação de leveza desta mota é impressionante.
A primeira paragem estava destinada para Rio Maior e as suas Salinas, antes das 9 horas já lá estávamos ainda com as típicas lojinhas de madeira fechadas, é um local muito simpático de visitar. Seguindo o IC2 com pouco trânsito e com bom piso na maioria do trajecto, pouco depois estávamos na Batalha e era hora de beber café e apreciar o bonito Mosteiro da Cidade, majestoso!
De novo na estrada, seguindo pelo IC2, já que esta como todas as minhas viagens são livres de portagens para absorver ao máximo tudo que os Países e localidades onde passo têm para mostrar, nunca entendi aquelas pessoas que viajam seja de carro ou mota e a maior recordação que levam para casa é os raids e linhas da estrada da AE, além do custo agregado a essas vias, principalmente em Portugal.
Até Coimbra fomos com o ritmo aberto, o céu continuava nublado, mas nada de chuva, apenas um vento frio que fez questão de nos acompanhar durante o fim de semana, algumas vezes até bem forte. Aqui é uma paragem obrigatória, o rio Mondego e toda a cidade é magnifica, é uma das minhas top 5 preferidas de Portugal certamente.
De Coimbra ao Porto são pouco mais de cem quilometros, hora e tal, portanto. Optei por seguir e almoçar já na Capital do Norte. Assim que as placas começam a indicar Porto, fica a sensação que tudo muda, como se outro País se tratasse, tudo começa a ser mais verde, o céu mais escuro e a quantidade de comércio à beira da estrada é impressionante, todo o tipo de comércio se vê, em maior ou menor escala, além de que existe um fenómeno interessante, e já não é a primeira vez que me apercebo dele, aqui nesta zona as pessoas conduzem muito devagar, e acreditem que é mesmo muito devagar, se fosse a rondar o limite permitido por lei já seria bom, claro que isso obriga a fazer muitas ultrapassagens, alguns em zonas proibidas a pisar o risco contínuo mas andar a 30/40 kms. por hora numa mota destas é praticamente impossível.
O almoço já foi em Vila Nova de Gaia, num daqueles tascos á beira da estrada onde se come barato e rápido.





No Miradouro da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia consegue-se seguramente a melhor vista sobre o Porto e o rio Douro, para lá chegar só veículos autorizados ou a pé, mas na descida ao chegar à mota vi um tuk tuk com turistas a subir, numa próxima não deixo a mota tão longe, até porque lá em cima há um estacionamento enorme.
Algumas voltas pela Cidade do Porto, nota-se uma enorme presença de turistas por todo o lado, não há muito trânsito num Sábado à tarde, mas semáforos, sinais de sentido proibido outros de sentido obrigatório, fez-me acreditar mais uma vez que Cidades grandes não são as minhas preferidas.
Sé, Casa da Musica, Avenida da Boavista,
Estádio do Bessa sec. XXI, Castelo do Queijo era alguns dos spots que levava na mente passar para ver e realmente apesar de todas as voltas e voltinhas para os encontrar valeu a pena.
O hotel marcado para esta noite era em Matosinhos junto à praia e foi para lá que seguimos numa altura que a Sprint marcava perto dos 350 kms. Mota estacionada, banho tomado, trocar de roupa e usei o táxi para ir até à Exponor, motivo que me trouxe até ao Norte, o Eros Porto 2017.
Depois de uma noite relaxante, eram sete horas e já espreitava à janela, a noite parecia que tinha sido chuvosa, tudo molhado e aquele céu tão característico junto ao mar no Inverno, mas nada que me desmotivasse para o resto do dia, até porque além da estrada molhada nas primeiras horas, chuva acabou por não haver até chegar a casa.
Com a ajuda do GPS lá saímos de Matosinhos, passando por Rio Tinto, Gondomar e depois aparece a fabulosa N108 que acompanha o rio Douro, e aqui fica difícil gozar ao máximo a estrada já que do lado direito vamos tendo uma visão descomunal sobre o rio, até chegar a Entre-os-Rios onde se atravessa o rio para o lado oposto.
Castelo de Paiva, bonita Vila onde aproveitei para tomar um reconfortante pequeno almoço numa esplanada na praça principal onde se encontra um estacionamento espaçoso exclusivo para motas, cabiam lá à vontade dois carros, pelos vistos aos poucos vai-se abrindo a mentalidade das autarquias para esta situação referente ao estacionamento para motociclos.  
O que vinha a seguir sem esperar acabou por ser um dos pontos altos desta aventura. A estrada que liga Castelo de Paiva a Arouca, a N224 é uma loucura total, são mais de vinte quilómetros de curvas e contra curvas num piso exemplar, tanto na qualidade como no estado do asfalto. Senão fosse a zona estar praticamente toda queimada teríamos aqui um cenário muito acima da média para a prática do motociclismo, mesmo assim deixo uma viva recomendação.
Em Arouca aparecem as indicações para a Serra da Freita, e foi por aí que seguimos, a cascata da Mizarela em Albergaria da Serra era uma referência previamente planeada.

É uma enorme cascata com 60 mts. de altura num dos pontos mais altos da Serra, onde o vento estava poderoso, mas vale a pena aqui uma paragem para apreciar esta maravilha da natureza.
Saindo da Freita, seguiram-se mais umas boas dezenas de curvas até São Pedro do Sul, Vouzela, entretanto fez-se hora de almoço e foi em Tondela no primeiro restaurante com bom aspecto que ele aconteceu, nas mesas ao lado falava-se com alguma tristeza da derrota da equipa de futebol da Cidade na noite anterior frente ao Sporting. Tondela uma cidade com aparente boa qualidade de vida. Já com 350 kms. feitos no período da manhã o que mais uma vez provou que esta Sprint é mesmo uma devoradora de estrada, excelente conforto e um motor com uma suavidade bruta capaz de passar de 8 a 80 em segundos.
Bem almoçado, no relógio indicava 14 horas e o GPS marcava 280 kms. até casa. A partir daqui as paragens seriam as indispensáveis para esticar pernas e repor líquidos quer na máquina como no piloto, a ideia era estar em Mafra antes do anoitecer. Segundo pelo IC2, Coimbra, Pombal, Leiria, Batalha, Rio Maior, Alenquer e aqui voltámos à diversão com a N9 revirada até Torres Vedras, depois Gradil e chegada a Mafra  pelas 18 horas e 858 kms. feitos em dois dias.
Aqui já o Dream Team todo reunido e agora é tempo de pensar já na volta de Abril.


Todas as fotos aqui!

Data : 11 e 12 de Março 2017
Mota : Triumph Sprint 1050 ST
kms. 858
Média consumo : 5.6 lts./100 kms.

Despesas:
Gasolina - 70.75€
Dormida - 35€
Alimentação - 33€
Outras - 35.50€
Total: 174.25€