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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

À conquista de Dornes!

Janeiro, mês da quinta aventura, das dez que planeámos até Junho de 2017, altura que fechamos a época 16/17 com a grande viagem brevemente a ser divulgada.
O destino escolhido, foi um desafio do António Viegas, grande companheiro de viagem em mota, como por exemplo a incrível N2 , DORNES, a mítica terra dos Templários, Vila situada no Concelho de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém numa pequena Península á beira do Rio Zêzere.
É o que fomos descobrir neste frio Domingo de Inverno.
Ainda sem o sol visível já estava frente ao convento de Mafra para a habitual foto de partida, o ponto de encontro com o Viegas estava marcado para as 8.30h. em Porto Alto, e tinha pela frente uma hora de caminho com a incógnita se apanharia gelo ou não na estrada, coisa que com as devidas precauções acabou por não atrapalhar o ritmo, mesmo com a Tracer a marcar -1 grau em Bucelas, com tudo branquinho naquele vale. Em Vila Franca de Xira como ainda tinha 10  minutos de margem decidi parar na zona ribeirinha do rio Tejo.

Deparei-me com um intenso nevoeiro na zona que seria nosso companheiro na N118 até Tomar com a temperatura a teimar em não subir do 1 grau no painel da Tracer. Mas nada que a satisfação de andar de mota aliada a um bom equipamento não torne a situação suportável.
Em Porto Alto, á hora certa lá estávamos com a Triumph Tiger 1050 e a Tracer 900 prontas e disponíveis para enfrentar um dia de estrada ao mais alto nível.


Dois cafés e dois pasteis de nata, corpo aquecido no interior da pastelaria e a N118 esperava por nós, sim porque estas viagens não incluem portagens ou auto-estradas, com a qualidade de estradas nacionais que temos andar a pagar para gastar gasolina sem ver nada é um autêntico sacrilégio. Com bastante frio e nevoeiro lá fomos seguindo para Norte com passagem em Muge, Almeirim, Alpiarça, Golegã e a chegada á bonita cidade de Tomar já com sol e céu limpo, seguimos directamente para o imponente Convento de Cristo.  E aqui iniciava a segunda parte da nossa Aventura.

Dornes estava perto, cerca de 25 kms. de Tomar e a estrada até lá prometia ser agradável para este tipo de motas. O GPS do António Viegas ia escolhendo a estrada mais revirada, sobe, desce, curva e mais curva e lá chegámos ao destino, Dornes.
A pacata terra, que quase como esquecida está ali inserida no rio Zezêre rodeada de água e verde, criando um reflexo espelhado no rio único e maravilhoso. Ponto mais alto da localidade é a original torre pentagonal de cinco frentes construída por pedras castanhas e cinzetas criando painéis de uma beleza extrema.


Muitas fotografias tiradas em redor, porque ali estamos num autêntico paraíso semeado no rio, e com um sol destes em Janeiro é de aproveitar mesmo. Em Dornes há algumas opções para almoçar, mas como era meio dia e meia hora e a fome ainda não dava sinais decidimos seguir até à Sertã.















 Continuámos em direcção à Sertã numa estrada de serra com piso exemplar sem qualquer trânsito em que as motas deslizavam num ritmo solto numa trajectória perfeita com o som dos tri a intrometer-se no silêncio natural da zona, simplesmente fabuloso!


Sertã é uma Vila que nos inspira tranquilidade, com o rio Ocreza a atravessar a vila, há várias pontes para o atravessar, umas pedonais outras para carros, mas é a ponte Romana que mais chama e atrai as atenções, até porque é junto a si que está o Restaurante Ponte Romana onde almoçamos uma saborosa chanfana.


Bem almoçados, ainda com muita luz do dia pela frente, foi altura de montar na Tracer e na Tiger novamente e partir, próximo destino Vila Velha de Rodão, até lá o GPS proporcionou-nos talvez os melhores quilómetros da viagem, sinal mais para a nova funcionalidade do Tom Tom Rider, que permite incluir percursos sinuosos no trajecto. Estrada de montanha com curvas abertas num subir e descer constante, uma maravilha para estes motores de três cilindros, até porque carros poucos ou nenhuns existem por ali. A proposta do Viegas na chegada a Vila Velha de Rodão era entrar pela serra, prontamente disse que sim, um alcatrão em estado perfeito, bem marcado no chão e devidamente sinalizado fizeram-nos chegar ao centro da Vila pela parte mais alta alcançando logo a vista sobre o rio Tejo. Decidimos subir ás portas do Rodão até ao castelo do Rei Vamba, e aqui tivemos outro ponto alto da aventura.
Não só pela espectacular estrada que nos leva até ao cimo das portas, e isto só para quem viaja de mota é interessante, mas pelo pequeno castelo muito bem tratado no topo da colina,e claro, o panorama que temos cá de cima com vista sobre o rio Tejo e do tão conhecido estreito que forma as portas do Rodão. Não deixem de visitar numa passagem por aqui.














A N18 era a estrada que nos acompanhava agora, inicialmente com muita curva e das boas, mas depois de Nisa, atravessando já o longo Alentejo só dava mesmo grandes rectas passando por Estremoz, Arraiolos, Montemor-o-Novo e Vendas Novas onde parámos depois de uma hora e cinquenta minutos a devorar estrada até porque a noite caiu com o consequente frio e a vontade de despachar caminho superava a ideia de parar para ver algo mais que ficasse na rota.


Nada melhor que umas bifanas e imperiais no Boavista para aconchegar o estômago e seguir até casa já por percursos diferentes, o Viegas pelo Montijo, eu em direcção a Porto Alto, Vila Franca, Malveira e Mafra, completando os 593 kms. pelas 20.30h. num 100% fora de portagens ou vias rápidas.




Os dois Aventureiros desta Conquista a Dornes, António Viegas e Carlos Tavares.













Data: 22 Janeiro 2017
Mota: Yamaha Tracer 900 / Triumph Tiger 1050
Kms. feitos: 593 na Tracer 

Média de consumo: 4.3 lts./100 kms. na Tracer 
Despesas Carlos Tavares
Gasolina: 43€
Alimentação: 19.50€

Total: 62.50€


ALBUM DE FOTOS

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

N9 Torres Vedras a Alenquer


Hoje foi dia de fazer a fabulosa N9, 30 kms. que ligam Torres Vedras a Alenquer ou vice-versa. Décimo quinto dia de 2017, manhã muito fria de Inverno com o verde dos campos agrícolas pintados de branco, mas um sol incrível, condições aceitáveis para tirar a Sprint 1050 da garagem e fazer-me à estrada.
De Mafra a Torres Vedras são cerca de trinta minutos e com oportunidade de gozar a N9-2 onde a sprint disponibiliza modo diversão extra. Já na Cidade do Oeste, foi tempo de ir até ao centro histórico, parar a Sprint frente á Igreja São Pedro e tomar um café acompanhado do doce típico da zona, pastel de feijão.
A N9 está ali bem no centro com indicações para Alenquer ou Cadaval, são 30 kms. de estrada revirada, se bem que o caminho até Merceana, 17 kms. atravessa algumas povoações com semáforos limitadores de velocidade e com o asfalto algo degradado, mas a partir daí são 13 kms. até Alenquer 
em que só dá mesmo direito a curvas  
num piso exemplar, o sinal que está colocado quer em sentido Este como Este não engana mesmo, quando aparece a indicação da chegada a Alenquer vindo de Torres fica a sensação que esta N9 podia continuar assim durante muito mais terreno.
Logo na entrada há um desvio á direita com indicações da Vila Alta, um desvio por lá vale bem a pena, conseguimos alcançar uma vista espectacular.




Cá em cima conseguimos ver toda a baixa da Vila atravessada pelo rio Alenquer que nasce na Serra Alta e desagua na margem direita do rio Tejo. Seguindo a estrada empedrada encontramos o Palácio Municipal de Alenquer com uma fachada lindíssima, mas apenas visitável durante a semana.

A calma nestas ruas ao Domingo bem cedo é algo que apreciamos ainda para mais numa manhã gelada, dá para parar a mota na estrada, montar o equipamento fotográfico, captar o momento, isto sem incomodar ninguém ou ser incomodado.



Se subimos até ao topo da Vila houve que descer e passar na zona ribeirinha em que as Ruínas da Empresa Lanificios Tejo salta á vista pela imponente fachada vermelha e a alta chaminé forrada a tijolo.

De volta á N9, caminho agora feito para Oeste com o sol nas costas prometia ser mais alegre e de punho solto até porque a estrada já era nossa conhecida e assim acabou por acontecer permitindo ao tri Inglês soltar-se e roncar mais alto. Um pormenor ao longo desta estrada são as fachadas de Igrejas existentes ao lado da estrada, pelo menos três vimos e a Sprint não perdeu a oportunidade de pousar junto delas.                                                  
Assim se passou uma manhã de Inverno, cerca de 170 kms. com a volta toda, 15€ de gasolina, dois cafés e dois pasteis de feijão, ingredientes mais que suficientes para se desfrutar esta Sprint 1050 no terreno que ela mais gozo de condução dá, estrada aberta e sinuosa.  
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Yamaha TRACER 900, um Ano e 10.000 kms. em teste

Foi em Janeiro de 2016 que decidi comprar a Yamaha Tracer 900, novidade do ano anterior da marca Nipónica, que apresentava neste novo ano uma nova cor, Mistral Grey, que depressa me seduziu. Com um preço simpático em relação á concorrência, um aspecto moderno e agressivo, bastante electrónica disponível de série e ainda extras com preço razoável, fizeram com que esta Yamaha tivesse á partida tudo para ser a minha segunda opção, já que a primeira continua a ser a intocável XT1200Z, e até porque precisava de ter uma substituta á altura da saudosa Suzuki V-Strom 1000, que me acompanhou durante 9 anos e quase 100.000 kms.                                                                                                                
  A mota foi entregue no final de Janeiro no concessionário de Sintra no Algueirão, onde à um ano atrás tinha tido o primeiro contacto com esta mota e que me cativou bastante. Saiu do stand com os seguintes extras da marca, banco confort, punhos aquecidos controláveis no painel digital com três níveis de 0 a 10 de intensidade, malas semi rigídas com suportes extractíveis e autocolante protector de depósito. Preço final, perto dos 11.000€                       


Sendo uma segunda opção, a Tracer foi usada neste primeiro ano só em deslocações diárias para o trabalho, cerca de 50 kms., pequenos passeios de fim de semana e nalgumas viagens de um ou dois dias, maioritariamente  em estradas nacionais, evitando ao máximo vias rápidas ou auto-estradas. É aqui que esta mota se evidencia pela resposta pronta do tri cilíndrico de Iwata em qualquer regime de rotação, ainda para mais tendo disponível três modos de potência, o STD para uso normal, o A quando se quer ter toda a cavalagem em resposta ao punho direito e o B, mais comedido, recomendado para piso molhado ou sujo. De salientar que os 10.000 kms. foram feitos a solo, sem pendura, bastantes vezes com malas carregadas e sempre com o controle de tracção ligado.
O maior trunfo desta Yamaha é mesmo o motor e o som que sai dele através do bonito mas de discutível gosto escape curto de saída lateral, motor elástico, disponível, suave e poderoso, faz-nos sentir que temos sempre resposta, seja em alta, média ou baixa rotação, pena que o conjunto não acompanhe, já que a instabilidade da mota a partir dos 180 kms./hora é bem notória com o abanar do guiador, só nos resta mesmo ficar por aí e esquecer o que este Tri tem ainda para oferecer. Além de que não se percebe o porquê de tanta trepidação a nível de guiador e pousa pés, a falta de borracha nestes é uma lacuna imperdoável nesta mota, principalmente no condutor mas também no lugar do pendura. E é nos pousa pés que fico com a dúvida se alguém se sentou na mota depois de concebida, a menos que tenha um pé minúsculo, no pedal direito à conta do ferro protector de calor do escape não é possível manter o pé direito, se numa utilização curta ou desportiva não incomoda, tentem fazer 200, 300 kms. directos ou 8 a 10 horas de condução num dia com o pé inclinado para baixo, além de desconfortável é irritante. Mas contudo não deixa de ser uma mota interessante, já que o conjunto mostra-se bastante leve e maneável em estradas sinuosas e reviradas com curvas mais ou menos apertadas, diversão aqui é uma constante.
Segundo o computador de bordo, bastante completo por sinal e totalmente digital, com toda a informação necessária, intensidade de luz regulável, programável, o consumo nesta primeira dezena de milhar de kms. foi de 4.5 lts. aos 100, conforme indica o computador de bordo, se tivermos em conta uma autonomia superior a 300 kms. graças ao depósito de 18 lts. temos aqui uma forte candidata a grandes tiradas seguidas. Consumo bastante aceitável, mas a ter em conta que não houve auto estrada, nem pendura e o modo de condução foi dividido entre STD e A, nota positiva neste aspecto para esta MT-09 com carenagem.
A posição de condução é descontraída, com guiador largo, faz-nos sentir não inseridos na mota, mas sim numa posição alta de controle, mais ao nível de uma Supermotard, o banco do condutor é regulável em duas posições e separado do traseiro, a opcção do banco confort, cerca de 300€ penso fazer toda a diferença, não sendo uma referência, permitiu fazer num dia mais de 800 kms. e em mais três cerca de 600, sem apresentar queixas nesse aspecto. A protecção aerodinâmica também não compromete, o ecran original de forma algo estranha satisfaz minimamente, e é regulável em altura num sistema manual de alguma fragilidade, para os mais exigentes opções maiores quer na marca como fora não faltam.

De série a Tracer 900, traz descanso central, controle de tracção desligável através de um botão existente no painel mas só de um nível, modos de potência, ABS, luz led que apesar de em médios só acender uma óptica mostra-se totalmente eficaz e é  regulável manualmente através de dois botões no interior da carenagem frontal, e outros pormenores interessantes, como suportes para as malas discretos, acabamentos em carbono e jantes de 10 raios.
Ainda como ponto positivo, aponto a caixa de velocidades, precisa e rápida com uma embraiagem macia, trocar mudanças é um prazer constante nesta mota. A travagem não compromete, mas não merece ser elogiada, bem como as suspensões, algo rija na traseira apesar de ter afinação, e macia na frente, e falo da configuração que traz de fábrica, acredito que afinada por alguém que perceba possa ser criado uma estrutura mais confortável ou mais desportiva, conforme a vontade do dono.
Mas nem tudo correu bem com esta Tracer, sendo um fan incondicional das motas "made in Japan" houve alguns pormenores que me desiludiram. Se nunca me deixou apeado, alguns acabamentos fracos são por demais evidentes, e não é por ser mais barata que a concorrência que aceito facilmente certas coisas na mota. Sabia á partida que não teria suspensões ou travagem ao nível de uma Versys 1000, V-Strom 1000 ou VFR800X, em que os 3.000€ que custam a mais me fizeram optar pela Yamaha, mas não esperava ter certas chatices, mesmo apesar da disponibilidade do Concessionário para as tentar resolver, podiam ter sido evitadas se houvesse mais cuidado na construção e escolha de materiais da mota.
Os plásticos debaixo do banco apareceram de ambos os lados partidos a meio, trocados e resolvido na garantia, os espelhos  enferrujaram nos braços de apoio e foram trocados nos primeiros meses.
No amortecedor traseiro apareceram vários pontos de ferrugem logo no início, prontamente trocado após reclamação.
O painel digital em dias de chuva ou humidade embacia, ainda, bem como os piscas.
A carenagem lateral está desencaixada da frontal, e não parece ser fácil de resolver, uma questão já vista na oficina, espera resolução.


Os pneus Dunlop Sportmax D220 que equipam esta Tracer nas medidas 120 á frente e 180 na traseira ambos em jante de 17"  com 10.000 kms. além de apresentarem um desgaste considerável, principalmente o de trás, a nível de aderência não inspiram muita confiança, especialmente no molhado.




O amortecedor em cima a apresentar vários pontos de ferrugem e ao lado o já substituído ao abrigo da garantia da mota. Tal como nos espelhos também apareceu ferrugem, entretanto substituídos ao abrigo da garantia.
A instabilidade da mota a alta velocidade é incompreensível, impossível de andar acima dos 190/200 kms./hora, a frente abana , e se a marca já apresentou a outros clientes a desculpa de usar malas e ecrans sem ser de origem, aqui não acontece isso, é tudo original, com ou sem malas o resultado é o mesmo, abanar da direcção seja em dias ventosos ou não. Tal como a brusquidão do acelerador, principalmente no modo A (mais desportivo) a baixa rotação também era dispensável, requer alguma habituação. A travagem, apesar de satisfazer é algo macia, um pouco mais de eficácia não lhe caia nada mal.


Custos em 10.000 kms.
- Revisão 1.000 kms. - 62€ no Concessionário do Algueirão ( oleo e filtro )
- Furo e Lavagem - 30€
- Revisão 10.000 kms. - 120.23€ no Concessionário de Sintra, no Algueirão ( oleo, afinações e 3 horas de mão de obra)
- Seguro - 83.14€
- Imposto Unico Circulação - 124.06€

A questão é!  Vale a pena comprar? Voltava a optar pela Tracer 900? 

Convém lembrar que as alternativas de opção que tive em conta além desta Yamaha, e eram as minhas preferidas para substituir a mítica V-Strom 1000, minha saudosa e grande companheira de viagem durante bastantes anos, eram Suzuki V-Strom 1000 na última versão, Honda VFR800X, Kawasaki Versys 1000 , as três a rondar os 14.000€ contra os 11.000€ da Yamaha Tracer 900, e estes valores são com nível de equipamento semelhante, com mais ou menos desconto.
Se a Yamaha ganha no visual, pessoalmente acho-a linda, principalmente neste esquema de cores, e no preço imbatível, perde nos "pequenos" problemas que apresentou logo nos primeiros meses de uso, mesmo sendo a maior parte resolvidos pela marca, não deixam de criar alguma desconfiança sobre a qualidade da mota.
Caso o tempo voltasse atrás, teria que repensar muito bem a escolha e muito possivelmente um investimento maior numa mota com nível de qualidade de fabrico e acabamentos superior, com travagem e suspensões melhores, perdendo a dinâmica e diversão na condução que esta Tracer sempre me deu, podia ter uma alternativa mais ponderada.
Se vale a pena comprar a Tracer? Pelo preço e equipamento de origem sim, e até acredito que muitos clientes nem exijam tanto dela nos pormenores, como eu.














 Avaliação de 0 a 10

Suspensão - 6

Desempenho - 7

Consumo - 10
Conforto - 7
Caixa de Velocidades - 8
Protecção Aerodinâmica - 6
Motor - 9
Travagem - 7
Preço - 9
Visual - 9

                                                  Média : 7.8 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Balanço do Ano 2016


Mais um Ano que termina com saldo extremamente positivo, as expectativas inicialmente previstas foram largamente superadas.
Este 2016 começou em Janeiro com uma mota nova, a Tracer 900.
Em Fevereiro andei pelo adorável Baixo Alentejo com a Tracer, e descobrimos uma pérola à muito pretendida, Évora Monte.
Março levou-nos até Matosinhos sempre pelo Litoral com a Tracer a mostar ser uma óptima companheira para estas viagens maiores.
Abril foi o mês de voltar a Marrocos com a Super Tenere para uma inesquecível e magnifica aventura.
Junho trouxe a incrível N2, que permitiu percorrer Portugal de Lés a Lés por uma única estrada Nacional.
Agosto, foi tempo para gozar umas férias de sonho em família, oportunidade ainda de celebrar os cinquenta anos de casamento dos meus Pais.
Setembro no regresso à estrada, houve a inacreditável Rota dos Faróis.
Outubro permitiu voltar a uma zona no Alto Alentejo que tanto me cativa, Marvão e Castelo de Vide.
Em Novembro, finalmente visitei, num fim de semana alucinante, o tão desejado El Rocio.
E Dezembro ainda houve tempo para uma fabulosa viagem ás Minas do Lousal, bem como uma inesperada e surpreendente actualização do Dream Team, com a troca da Suzuki B-King por esta Triumph ST1050.
Foi também em 2016 que iniciei este blogue, que aos poucos vai crescendo e tornou-se um dos meus passatempos preferidos.
Depois de alguns anos de desleixo, consegui voltar ao peso ideal no ginásio, com bastantes horas de dedicação e algum cuidado na alimentação.
Além disto tudo e muito mais, não faltou trabalho nem saúde, a base essencial desta pirâmide que tenho vindo a construir ao longo da vida.
Mas o principal foi mesmo, continuar a desfrutar da companhia e crescimento do meu maior tesouro, a maravilhosa Inês, que celebrou o quinto aniversário em final de Maio.
Venha agora 2017, ideias, projectos e determinação não falta, com sorte e alguma magia à mistura tudo continuará a rumar no caminho certo.
FELIZ 2017! 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

N9-2 Gradil a Mafra

É da N9-2 que vos quero escrever, a estrada que liga Mafra ao Gradil, mais concretamente da Paz ao Gradil. São apenas 10 kms. mas de uma qualidade acima da média, principalmente para quem anda de mota e gosta de estradas reviradas com bastantes curvas.
Apenas a 40 kms. de Lisboa temos Mafra, com o seu imponente Palácio Nacional, vários jardins, e a  Tapada de Mafra a poucos minutos de distância, talvez a meio desta N9-2 na zona mais baixa da Serra.
Final de Dezembro, um dia de sol e temperatura a rondar os 15 graus, cenário perfeito para andar de mota, e esta é uma grandes vantagens deste cantinho da Europa para os amantes das duas rodas, ainda para mais quando a Natureza nesta zona está mais verde do que nunca. Peguei na Triumph Sprint ST1050 e lá fomos á procura de diversão, condições para isso estavam criadas.
  Logo á entrada da N9-2 encontramos o marco com a indicação do km 0 até ao Gradil, o cenário que nos acompanha é maravilhoso, tanto pelos campos agrícolas como pelos montes da Tapada de Mafra. Piso arranjado recentemente, com boa aderência, são assim estes 10 kms. sempre com curvas mais ou menos apertadas ou inclinadas, num sobe e desce constante, uma delicia para o motor de três cilindros da marca Inglesa, ainda para mais porque o trânsito é pouco ou nenhum nos dois sentidos. Ter em atenção alguma humidade que pode aparecer com água vinda das encostas nesta altura do ano, de resto temos aqui uma mini pista muito interessante.
E é ao chegar ao Gradil que encontramos a melhor parte do percurso numa boa dezena de curvas apertadas e inclinadas num alcatrão exemplar a descer ou a subir conforme a direcção a que nos dirigimos.

Fica aqui a sugestão para uma visita à zona, onde poderão apreciar o mar azul da Ericeira com as suas praias, visitar o histórico Palácio Nacional de Mafra, fazer uma visita à Tapada Nacional de Mafra através do comboio, carro eléctrico ou até de charrete, degustar os mariscos de Ribamar ou um Hambuger XXXL na ericeira, mas nunca deixar de fazer a N9-2.

No mapa.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Actualização da equipa para 2017.

Foi na recta final de 2016, que decidimos fazer um pequeno mas grande ajustamento no Dream Team. A Suzuki B-King estava comigo desde 2008 e durante nove anos nunca foi das primeiras opções no que toca a viajar ou fazer quilómetros, não pela mota em si, mas devido a não ter malas ou possibilidades de as ter, ou até qualquer tipo de protecção aerodinâmica, sempre preferi outras motas que tenho ou tive na garagem.
Se a B-King é uma mota fantástica, com um look soberbo e único, a verdade é que em nove anos fazer só 14.000 kms. quando paralelamente houve uma VFR800 a fazer 40.000 em oito anos, uma XT1200Z com 50.000 feitos em quatro, uma Tracer 900 a fazer 10.000 em 11 meses, uma V-Strom 1000 a fazer 90.000 em menos de uma década , alguma coisa não podia estar bem e devia ser corrigida, havendo uma necessidade clara de ajustar o Team, sem que para isso houvesse investimento, até porque em 2016 já tinha sido adquirida a Tracer 900 nova.
Dotada de um motor soberbo, com potência infindável para um mero utilizador como eu, segundo a marca são 186 cvs. de potência, um conforto exemplar para uma naked, uma travagem mais que suficiente, pormenores deliciosos de ver em toda a mota, uma qualidade de construção muito acima da média, todos os elogios irão ser sempre poucos para esta mota. Espero sinceramente que o novo dono a estime como foi até agora estimada, e que acima de tudo lhe dê mais uso, porque o potencial desta Suzuki é enorme, seja para maiores ou menores percursos.

Perante isto, houve uma proposta interessante para troca da B-King por uma Triumph Sprint ST 1050 do mesmo ano, com semelhante número de quilómetros percorridos, mota que sempre me cativou e despertou atenção, a mota dos três, três cilindros, óptica tripla, painel triplo e três saídas de escape, na cor vermelha que foi mais um aliciante nesta operação, cor invulgar mas que lhe assenta na perfeição. Com banco de gel,  malas laterais de origem, descanso central, um motor vicíante com três cilindros e 125 cvs.  esta Triumph tem tudo para ser uma devoradora de estrada, e uma séria concorrente na escolha para as próximas viagens.



ALBUM DE FOTOS DA TRIUMPH ST

ALBUM DE FOTOS DA B-KING

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

À descoberta das Minas do Lousal


Os meses vão passando e chegámos ao último deste Ano, Dezembro, mês da quarta série das dez que planeámos até Junho 2017, altura da grande viagem. Dia 8, quinta feira, feriado, sem previsões de chuva a data estava escolhida.
Ainda em época de Outono, o destino escolhido a Sul é Lousal, uma antiga aldeia mineira, no concelho de Grandola a 140 kms. distância de Lisboa e a 100 de Setúbal. Actualmente Lousal é um destino turistíco onde além das ruinas da mina desactivada podemos visitar o Centro Ciência Vival do Lousal e reviver o tempo em que a mina estava activa, passar a noite no Hotel Rural Santa Barbara o que desta vez não tivemos esse privilégio, e comer no Restaurante Armazem Central onde se degusta comida tradicional Alentejana a uns preços algo altos, mas alternativas na localidade não existem.
A partida deu-se bastante cedo em Mafra, ainda o sol não queria dar sinais de vida, o dia esteve agradável para andar de mota, com temperaturas entre os 10 e os 17 graus, céu encoberto mas sem sinais de chuva, tendo em conta que estamos no final do Outono não se pode pedir muito melhor.
Escolhemos a Tracer para esta aventura, mais uma vez o factor maneabilidade, consumo e conforto foram predominantes nesta opção.

Com os primeiros quilometros do dia a serem feitos no IC19, ponte 25 de Abril e A2 até á saida para Sesimbra, afim de evitar pagar portagens, com o trânsito normal nestas estradas e que nada apreciamos, uns a circular a 80 a hora na faixa da esquerda com três disponíveis, outros na ponte a circular na do meio da ponte com a da direita livre, faz-nos cometer várias infracções como por exemplo ultrapassar pela direita ou andar em excesso de velocidade sem necessidade, esta não é definitivamente a nossa praia. Saindo da A2 em direcção a Sesimbra, voltamos onde gostamos de andar, nas estradas nacionais, a próxima paragem era no Portinho da Arrábida.
A estrada na Serra da Arrábida, além de ter bastante areia vinda das encostas, apresentava-se húmida nalgumas zonas, com o pneu da traseiro da Tracer a não querer cooperar houve que ter alguma cautela, mas apetecendo aproveitar ao máximo toda aquela bela estrada com o oceano em pano de fundo, por muito que viaje de mota, sempre que por aqui passo fico com a ideia que é impossível encontrar uma estrada mais bonita ou fantástica, ainda por cima nesta altura do Ano, sem transito e com a leveza que esta mota me transmite neste tipo de estrada revirada.
Não resisti a fazer uma paragem no quartel militar abandonado, a 7ª Bataria do Outão, cada vez mais vandalizado, será que as pessoas não percebem que ter acesso a um local destes é um privilégio e devia ser estimado, pelo menos não estragado.
Seguindo pela serra até Setúbal, estava na hora de fazer estrada no IC1, até Alcácer do Sal foi directo, 100/120/140 pouco trânsito, até porque além de feriado, ainda era cedo, perto das 10 horas, já bebia um café acompanhado de um doce regional na esplanada na bonita, bem tratada e reservada zona ribeirinha da Cidade, com o rio Sado ali bem perto de nós.
No topo da Cidade, existe o Castelo e Pousada, com uma vista magnifica, é daqueles spots que nunca me importo de repetir, respira-se tranquilidade aqui, não fosse o extenso Alentejo que a vista consegue alcançar no infinito.
Contrariando as indicações que indicavam o IC, preferi voltar ao centro e sair da Cidade, atravessando o Sado pela antiga ponte de ferro, lembro-me perfeitamente de em criança nas viagens que fazia com os meus Pais ao Alentejo ser a única opção, nem IC nem AE.....
IC2 de novo e pouco mais de vinte quilometros estávamos em Grândola, oportunidade para ver o majestoso muro comemorativo dos 25 anos do 25 de Abril logo na entrada, era um spot desejado á muito tempo.
Antes do destino, Lousal, levava referenciado um pouco antes á direita uma linha de comboio que já teve uma estação de comboios, Azinhaga dos Barros, bonita aldeia Alentejana. Lá perguntei a umas típicas senhoras sentadas á porta de uma casa, pela estação de comboios, segui as indicações e por um caminho de via única com muitos buracos lá encontrei a linha de comboios com um apeadeiro restaurado recentemente.
Voltando aos comandos da Tracer, a ansiedade de chegar ao Lousal, nesta altura já era muita, voltando ao IC, seguindo para Sul, pouco depois aparecia a placa que indicava o Complexo Mineiro do Lousal á direita, e até lá apesar do estado degradado da via são uns breves minutos.
Logo na entrada do Lousal, vimos que ali já existiu um grande complexo mineiro, agora são ruínas de grande imponência, com edifícios em tijolo já num estado de degradação avançado.




 Pode-se andar por toda a zona, onde ainda existem grandes máquinas e quadros eléctricos já desactivados á muito.
Na zona mais baixa, existem dois enormes lagos, um de água castanha e outro de água verde, lado a lado. Foi construído um caminho pedonal onde se pode circular e apreciar toda a beleza da zona, caminho esse que nos leva até à entrada das minas, visitável, com um custo de 6€ por pessoa, horário ás 15 horas e com uma duração de 2 horas, levou a que essa visita seja feita noutra data, implicava fazer o regresso a casa já de noite, de mota, nesta altura fria do Ano não seria de todo agradável.


Como grande atracção turística foi criado na zona uma enorme zona alcatroada, com zona para autocarros e tudo, paralela a uma linha de comboio antiga onde está este lindo comboio a vapor com as suas carruagens de carga agregadas à maquina onde se subir e sentir o que é estar ao comandos dela.

O Restaurante Armazem Central a par do Hotel Rural, são dois grandes pretextos para visitar e passar um fim de semana na aldeia, com uma ementa com doses a rondar os 15/20€ decidi que não era a nossa ideia para almoçar, já que com dias curtos, quanto mais render a estrada com luz solar melhor, já no IC2 não resisti a parar no Canal Caveira e por 12€ almocei um maravilhoso cozido á Portuguesa.
Antes de deixar o Lousal, por 4€ visitei o Museu do Centro Ciência Viva, onde existem grandes motores a diesel, geradores, utensílios e ferramentas da época, bem como recreado em miniatura os edifícios e oficinas da Mina, recomendo vivamente, pode ser feito com guia ou sem, apesar da simpatia naturalmente Alentejana das funcionárias que tanto aprecio, preferi fazer a visita sozinho.


Depois seguiu-se o regresso a casa com andamento mais aberto e a Tracer a soltar-se mostrando a sua energia e ligeireza quando o ritmo sobe. Estradas Nacionais com pouco ou nenhum trânsito neste feriado, abastecimento na Marateca, Pegões, Vila Franca de Xira, Alverca, Bucelas, Malveira e Mafra, com 450 kms. feitos até ás 16 horas.

Data: 8 Dezembro 2016
Mota : Yamaha Tracer 900
Kms. Percorridos: 485


Despesas: 
Gasolina - 34€
Alimentação - 16.50€
Outras - 4€ ( entrada no museu )

Total: 54.50€

ALBUM DE FOTOS


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Pelo Ribatejo de B-King

Aproveitando o regresso do feriado do dia de todos os Santos em 2016, assim que soube que a secção feminina de casa tinha agendado uma ida ao pão por Deus neste primeiro dia de Novembro, planeei logo uma volta de mota, para o período da manhã. A zona escolhida foi o Ribatejo, e foi mesmo o Rio Tejo que me acompanhou, mais ou menos perto durante a volta com mais de 200 kms. na Suzuki B-King, uma mota pouco usada, mas capaz de proporcionar umas boas horas de condução, já que tem um motor explosivo, um conforto aceitável, uma posição de condução descontraída e uma total segurança a nível de travões.

A partida deu-se bem cedo, como habitualmente de Mafra, ainda poucos sinais do sol e já estávamos prontos, mota atestada, equipado a rigor porque nesta altura do ano, tanto se pode apanhar calor como frio ou até chuva. 
Foto da praxe e vamos lá, que o Ribatejo espera por nós.




A segunda paragem do dia foi em Vila Franca de Xira, e que momento fabuloso acabou por ser. Na avenida principal encontrei uma passagem de nível que tinha como indicação a zona ribeirinha da Cidade, era cedo, havia poucas pessoas na rua, altura ideal de ir explorar. Seguindo numa rua empedrada com edifícios antigos e baixos, deparamos com um cenário incrível, o Rio Tejo numa calma abismal, a ponte ao fundo, uma baía com barcos de recreio e um empedrado imenso junto ao rio, onde alguns madrugadores aproveitavam para a sua corrida matinal. No rio tive a oportunidade de observar uma situação algo estranha, na água flutuavam imensos ramos de árvores, uns maiores outros menos, que se deslocavam lentamente para Sul onde o rio vai crescendo. Se a água parecia estagnada, através desse deslizamento via-se a corrente do rio. Muito bonito, a voltar e repetir esta paragem em próximas passagens por aqui.
Seguindo estrada, atravessar a ponte de Vila Franca, muitos ciclistas que fazem filas de carros e camiões, mas com uma mota destas, é só dar gás e seguir caminho. Até Salvaterra de Magos foi deixar a B-King rolar numa ritmo aberto, sem excessos, mas a essência do prazer de andar de mota está mesmo aí, ter motor disponível e usar quando necessário, numa ultrapassagem ou numa zona mais sinuosa ou revirada.
Em Salvaterra de Magos, aproveitei para dar uma volta, onde encontrei esta Capela Real, bem bonita por sinal, não percebi se é visitável, mas fiquei com  a ideia que não.

 Zonas ribeirinhas nesta zona não faltam, foi uma constante nesta manhã a companhia daquele que é o nosso maior rio, o Tejo. 

Próxima paragem que trazia referenciada era a barragem de Magos, em tempos estive lá e tinha um espaço muito acolhedor com esplanada junto á água. Em Salvaterra, no semáforo vira-se á direita direcção Coruche, e uns 6 kms. a seguir numa imensa recta encontra-se o sinal da barragem á esquerda.

A barragem de Magos aparece logo depois, o tal restaurante bar estava fechado, o que é pena, o local é muito agradável. Tem uma zona de lazer com mesas, wc aberta e bem cuidada, bem junto á pequena faixa de areia junto á calma e transparente água da barragem, onde patos se passeiam. Ficou a ideia de um piquenique em família, certamente um dia bem passado.



Seguindo a estreita, mas em óptimo estado estrada, vamos ter a Marinhais, onde se volta á N118, até Muge é um pulo, seria aqui a próxima paragem, com o Silas a ser já uma referência gastronómica obrigatória. Como ainda era cedo para almoço, fui procurar a ponte Romana.



A ponte Romana de Muge, merece ser vista, bem conservada, inspira tranquilidade e neste Outono o verde á sua volta cria um efeito muito interessante. Claro que a B-King foi logo posta a jeito de um registo fotográfico, e o seu orgulhoso dono não quis deixar de ficar também.



 
Em Muge, no Silas junto da Igreja, encontramos umas deliciosas e enormes bifanas, aberto 24 horas por dia ao fim de semana, é ponto de paragem quase obrigatória para quem aqui passa, seja ciclista, motociclista ou motorista.





Apesar de ainda ser meia da manhã, cerca de 11 horas, um aconchego destes no estômago sabe sempre bem, até porque a alvorada foi ainda de madrugada.
Bifana tamanho grande, com queijo e bacon, sumo natural de laranjae café, 7€ e mais uns trocos, saímos prontos para mais umas horas de viagem.





Depois da agradável passagem por Muge, era hora de transpor o Rio Tejo novamente, e para tal a ponte Rainha D. Amélia, em construção de ferro, foi a opção. Ponte longa de só uma via, houve que esperar que o semáforo ficasse verde. A vista ao atravessar a ponte, tanto para Norte como para Sul é maravilhosa, o rio aqui, já tem uma largura considerável, e todo o verde dos campos cultivados em seu redor, tornam o cenário um autêntico quadro natural impressionante. Do outro lado do rio temos uma estreita estrada que acompanha a linha do comboio, até que estamos na Valada, outro porto de embarque do imenso rio.

Aqui alcançamos uma vista impressionante com o Tejo como fundo e como poucos o conhecem. Nessa breve paragem houve tempo para conhecer um senhor que por ali passeava e se maravilhava a tirar fotografias, pediu-me para fotografar a imponente B-King, e com alguns minutos de conversa disponibilizou-se para me tirar umas fotos, que mais tarde, e sinais das novas tecnologias, me enviou através do facebook por mensager. Valada, recomendo vivamente.
Seguindo em direcção a casa, em Mafra, sempre usando estradas secundárias fora de portagens, seguiu-se a estrada rural até Azambuja, Alenquer, e daqui até Torres Vedras são cerca de 40 kms. numa estrada revirada com um infindável número de curvas, num asfalto irrepreensível, soberba estrada para fazer de mota esta N9. Passando pelo Centro de Torres, segue-se a N8, com muitas localidades, e com especial atenção aos radares, depois chega novamente a diversão, e nem o peso desta Suzuki evita que se tire um enorme gozo na estrada que liga Gradil a Mafra, passando pela Tapada de Mafra, a N9-2, piso recentemente renovado, fabulosa e recomendável!
Chegada a Mafra, pelas 13 horas, 209 kms. feitos, uma manhã bem passada, o Ribatejo mostrou ser um destino com muito a explorar,a voltar com mais tempo.

Gastos:
Gasolina - 18€
Alimentação - 7.10€

Percuso:



ALBUM DE FOTOS