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domingo, 28 de janeiro de 2018

À conquista de Penela!

Já vai sendo habitual no início do Ano realizar-se um passeio de Inverno até um local pouco ou nada conhecido. Desta vez a localidade a "conquistar" é Penela, pequena vila no Concelho de Coimbra a 200 kms. de Lisboa, 150 do Porto e 30 de Coimbra. Fundada ainda antes da nacionalidade teve o seu primeiro foral em 1137, concedido por D. Afonso Henriques, sendo um dos Municípios mais antigos do País.
Mapa planeado para este Domingo:
A ideia foi juntar alguns amigos das duas rodas, aqueles que sei à partida estarem aptos para um desafio destes, sempre vão ser mais de 600 quilómetros num dia de Inverno com luz solar apenas até ás 18 horas e tudo por estradas nacionais e municipais, onde vias rápidas e portagens não são contempladas. As previsões meteorológicas são de um dia com bastante sol e frio.
A saída de Mafra foi
bastante cedo, ainda com o sol escondido, o ponto de encontro com os restantes elementos estava marcado para as 8.30h. em Porto Alto e tinha ainda uma hora de caminho até lá. Sem atrasos lá aparecemos os cinco bem agasalhados e depois do habitual reforço de cafeína e alguns minutos de conversa estávamos prontos para partir ainda antes das nove horas. Primeiro destino Tomar, seguimos em ritmo moderado pela N118 e 110 com bastante sol mas a temperatura insistia não subir dos 10 graus, passagem por Salvaterra de Magos, Marinhais, Muge, Almeirim, Alpiarça, Chamusca, Golegã, Entroncamento com as habituais paragens nos semáforos que teimavam em acender à nossa passagem, mesmo assim o trânsito era pouco ou nenhum e antes das onze horas estávamos estacionados à frente do Convento de Cristo no topo da cidade de
Tomar para a fotografia da praxe e aproveitámos para esticar as pernas com um passeio ao jardim do imponente monumento da terra dos Templários.
Foi altura de pôr os motores em movimento e continuar, até porque era a partir daqui que vinha a parte mais interessante, evitando o IC8 seguimos até Ferreira do Zêzere onde pela N238 direcção Cernache do Bonjardim tivemos muito provavelmente os melhores quilómetros deste dia, tal não era o estado irrepreensível do asfalto com umas curvas abertas rápidas onde se podia abusar do limite do pneu. Foi aqui também que começamos a ter contacto directo com a área ardida nesta zona do País no último Verão, uma visão desoladora no mínimo! Em Cernache do Bonjardim a nossa referência eram os 19 quilómetros da N237 até Figueiró dos Vinhos, aposta mais que ganha, um infinito número de curvas a subir, descer, apertadas, largas, daquelas que fazem a delícia para quem anda de mota. A partir daqui andámos um pouco baralhados com o entra e sai do IC8, porque as placas de indicação teimavam em nos colocar lá,  era tudo que nós não pretendíamos neste tipo de aventura. Mas já na N110 e antes das 13 horas estávamos estacionados a entrada do castelo de Penela, o motivo como tantos outros que nos fez sair de casa hoje.
A vila é pequena e pouco ou nada movimentada nas ruas estreitas que nos conduzem até ao castelo no topo construído sobre enormes rochas, e só por isso já vale a visita, isto para não falar da vista desafogada e fabulosa que alcançamos sobre a serra da Lousã. Como estava na hora de almoço, motas estacionadas e a pé procurámos um restaurante aberto com mesa disponível, a oferta é escassa, mas no Bigodes um leitão assado fez as nossas delícias e deu-nos energia para a parte da tarde.
Havia duas hipóteses para chegar a Castanheira de Pêra, o IC8 que teima em aparecer em todo lado nesta zona e através da serra pela N347, prontamente optámos pela segunda opção. Piso um pouco estragado nalgumas zonas mas no geral bastante aceitável,
paisagem completamente pintada de cinza escuro pelos fogos, grandes encostas que fomos contornado em modo serpente, na subida, na travessia e depois na descida para Castanheira de Pêra. Nestes 45 quilómetros rodámos separados para se dar lugar ás fotografias em movimento e também para cada um aproveitar a estrada e a paisagem ao seu gosto e ritmo, viajar em grupo não significa andar o tempo todo colado na roda da mota da frente, ainda para mais quando o grupo se conhece e sabe a confiança que tem uns nos outros. Chegámos já os cinco juntos a Castanheira onde mudámos para a fatídica estrada da morte, a N238-1 até aparecer a placa com a indicação "Mosteiro" aldeia de Xisto, xisto esse que só vimos na bonita e verde praia fluvial da povoação.
Alguns momentos fotográficos registados, um pouco de conversa e contemplação com toda aquela beleza natural aproveitada pelo ser humano para criar um agradável espaço de lazer.
De novo montados nas motas, curva contra curva e lá fomos galgando estrada até Pedrogão Grande onde voltámos a parar na Barragem do Cabril que apresenta um nível de água bastante baixo, ainda para mais em pleno Inverno.
Passagem pela Sertâ, sem paragem seguimos pela N2 até Vila de Rei para subirmos ao Marco Geodésico de Portugal, onde teoricamente se situa o centro do país, aqui encontrámos muito vento e frio mas compensa pela majestosa vista que dali se alcança seja qual for a direcção que a bússola aponte.
N2 de novo, numa altura que a maior estrada de Portugal apresenta um percurso rápido e o sol se ia escondendo cada vez mais, mesmo assim a provocar autênticos encandeamentos sempre que batia de frente no capacete. Quando apareceu a indicação de Penedo Furado lá fomos nós pelas estradas estreitas a descer em direcção à praia fluvial. Cenário devastador aqui novamente, praticamente tudo queimado, para quem já viu esta zona verde parece irreal o estado actual, mas este era o último ponto de interesse planeado e não o quisemos deixar escapar.
A pouca água que corre no vale com as enormes encostas à volta dá-nos uma tranquilidade de pura natureza, são momentos destes que fazem valer a pena, sair e partir à descoberta. Até porque depois há as motas a nossa espera para nos darem adrenalina e emoção.
Após conversa entre todos ficou decidido que íamos trocar a ida por Ponte de Sor por Almeirim, assim depois de muitas curvas para sair da zona, em Abrantes seguimos o curso no Rio Tejo direcção Santarém, a certa altura havia carros parados em plena estrada para verem a tão falada nos últimos dias "espuma" no rio. Já com o sol posto e o céu em tons alaranjados parámos no miradouro do Castelo de Almourol perto do Arripiado.
Despedidas do Fernando que seguia em Santarém por AE para casa, o que se compreende já que no total fez mais de 700 quilómetros para passar este dia em nossa companhia. Já de noite estávamos de novo na N118 como aconteceu de manhã agora com mais trânsito. Em Muge aproveitámos para comer as enormes bifanas do Silas e aquecer um pouco, últimas despedidas do dia e lá passámos de novo pelo ponto de encontro em Porto Alto onde o Viegas seguiu para o Montijo, depois da Ponte de Vila Franca de Xira o Paulo seguiu pela A1 e eu com o António fizemos mais de uma centena de curvas até Sobral de Monte Agraço onde ficou e depois segui calmamente até Mafra.
Foi um excelente dia, longo ainda para mais porque estamos em horário de Inverno, muito vimos, mas muito ficou para ver!
TODAS AS FOTOS AQUI:

sábado, 6 de janeiro de 2018

MARROCOS IV - data a definir


Vem aí uma nova ocasião para voltar ao Norte de África, depois de 2012, 2014 e 2016, em breve será a minha quarta aventura no País de Mohammed VI.
Nesta aventura andarei em viagem por Portugal, Espanha e sobretudo em Marrocos com uma previsão que ultrapassa os 4.000 kms. em nove dias com muita emoção em perspectiva! 
A ideia é aproveitar o conhecimento obtido no território Marroquino nas três anteriores investidas, baralhar o mapa e fazer algo substancialmente diferente dando maior ênfase à vertente cultural, se bem que há pontos imperdíveis até porque fazem parte do trajecto e que irão merecer uma nova visita.
Será de esperar desta aventura muita emoção através de travessias de oceano em ferry, zona de praia, quedas de água, oásis, dunas de deserto, cidades Imperiais, ruínas Romanas, tradicionais souks, grutas naturais, montanhas, muitas estradas de sonho para disfrutar a mota e muito mais certamente que aquele fabuloso País tem para oferecer. A ideia é fazer algo diferente do que os motociclistas Portugueses costumam fazer naquele País, e que eu próprio já fiz nas duas primeiras viagens por lá, na última vez já sai um pouco da rota habitual e desta vez quero fazerr algo mesmo diferente do que toda a gente faz quando vai a Marrocos de mota.
Mapa planeado com bastantes novidades em relação às anteriores edições, tais como: M´Diq, Akchour, Moulay Idriss, Meknes, Oued Ourika e M´Hamid, novamente num pleno sem portagens ou vias rápidas. Entretanto nestas próximas semanas assuntos tratar:
Reserva de hotéis como sempre faço quando viajo através do BOOKING dando preferência aos que têm anulação sem custo, pequeno almoço e parque seguro para a moto, passaporte que o último com três entradas no País Africano caducou à alguns meses, cartão Europeu de Saúde pedido na Segurança Social sem custos e extensão do seguro da mota para Marrocos. 





Despesas previstas antes da partida:
Alojamento - 330€

Alimentação - 180€
Gasolina - 230€
Travessia em Barco - 125€
Outras - 60€ (brindes, gorjetas, entradas em monumentos)
Total: 925€

Em actualização....

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Feriado Alentejano II

Lembrando o dia 8 Dezembro de 2015, esta será a segunda edição do Feriado Alentejano!
Destino Sul de Portugal, objectivo andar de mota com perspectiva de ser um dos dias mais longo de 2017, isto no que toca a fazer quilómetros e horas de condução. Provavelmente o último desafio deste ano, com um programa recheado de pontos de interesse, boas estradas e nunca esquecendo a vertente gastronómica da zona.
A ideia foi juntar alguns dos meus melhores amigos das duas rodas, aqueles que me acompanham nestas voltas à já alguns anos e que sabia à partida estarem aptos para um dia duro, que podia ter frio, chuva, vários tipo de estrada e outras possíveis adversidades. Responderam positivamente ao convite o António Carvalho e a sua majestosa Africa Twin 1000, já rodamos juntos desde 2006 com imensas histórias para contar desde então, o António Viegas com a sua inseparável Triumph Tiger 1050, as aventuras feitas juntas davam para vários dias de conversa, desde duas idas a Marrocos, uma N2, e muitas outras e o Paulo Simões com a sua robusta Yamaha XT660Z, temos um percurso semelhante e longo nas motas e quanto toca a andar de mota é de contar com ele!


A manhã começou cedo e com chuva em Mafra, mas a caminho do Montijo foi secando apesar do céu bastante nublado, em contrapartida a temperatura estava amena ao contrário dos últimos dias bastantes frios. Oito horas e meia os quatro aventureiros bem dispostos e prontos para partir no Montijo com direcção Sul de Portugal.
Seguindo pela estrada Nacional sem qualquer tipo de trânsito neste feriado em que se comemora o dia da Imaculada Conceição, passámos por Pegões, Vendas Novas e em Montemor-o-Novo houve a primeira paragem para café e abastecimento já com o céu a querer mostrar boas abertas.
De Montemos a Ferreira do Alentejo são 76 quilómetros na N2, que curiosamente nos marcos da estrada está indicada como "R2", até ao Torrão o piso está num estado exemplar depois perde um pouco de qualidade até Ferreira mas com a vista para as enormes planícies Alentejanas é o que menos importa, separámos-nos em dois grupos para podermos aproveitar ao máximo este magnifico troço.
Depois IP8 por Beja até Serpa onde voltámos a reabastecer e depois de umas voltas pelas ruas estreitas da Cidade seguimos direcção ao Pulo do Lobo, cerca de 20 quilómetros numa estrada estreita mas alcatroada num sobe e desce constante entre colinas até aparecer a placa á direita "Pulo do Lobo 2 kms." em terra batida até nos depararmos com um cenário incrível com o enorme desfiladeiro rochoso onde corre o rio Guadiana direcção ao Sul. Apesar do desvio tanto por este lado de Serpa onde a vista é de cima como do lado de Mértola onde se contacta mais directamente com as enormes e barulhentas quedas de água, vale a pena o que se anda para procurar esta obra prima criada pela Natureza.
Com a vista bem regalada com tanta beleza natural absorvida no Pulo do Lobo, estava na hora de procurar o almoço, marcado para o restaurante Arcada  em Safara para as 13 horas. Mais um pouco de terra, muita curva, imensas e longas rectas e com trinta minutos de atraso

estávamos em Safara depois de termos estado a seis quilómetros da fronteira com Espanha. Um bom almoço com aquelas conversas sobre motos que tanto gostamos e já depois das 15 horas estavam os quatro Aventureiros prontos para o regresso a casa, e se o Sol nos acompanhou durante a manhã a Sul nesta altura o céu carregado fazia acreditar que a chuva mais tarde ou cedo iria acompanhar-nos.
















Amareleja, Póvoa, e paragem na nova Aldeia da Luz, junto ao Alqueva onde a água apresenta níveis muito baixos, mas a serenidade que aqui se sente é única e recomendável, além da zona ribeirinha fomos também à Igreja da vila
para depois seguirmos em ritmo calmo para se apreciar bem as lindas paisagens Alentejanas até Reguengos.
Ai é obrigatório apreciar todo o esplendor do Alqueva ainda para mais quando o céu apresenta um panorama como o deste dia.  Referência ainda para o monumento criado em chapa como homenagem ao Cante Alentejano, não é de estranhar ver os imensos turistas que por ali passam posarem junto dele e os nossos motociclistas de hoje não foram excepção.
















O próximo e último ponto de interesse para hoje, até porque o dia ia escurecendo a passos largos era a uma curta distância, Cromeleque do Xerez, para quem conhece o Cromeleque dos Almendres perto de Èvora este poderá ser considerado uma miniatura, mas não deixa de ter a sua beleza até pela zona desafogada e seca onde se encontra.
Ainda sem chuva, devidamente equipados agora era altura de rodar mais solto com próxima paragem programada em Vendas Novas. Depois de Évora fomos brindados com o pior inimigo da estrada, nevoeiro que nos fez abrandar o ritmo para manter o nível de segurança adequado à situação.
Em Vendas, terceiro abastecimento do dia e a tão tradicional bifana da zona, alguns de nós ainda cheios do almoço optaram por coisas mais ligeiras, mas a ideia era descansar um pouco e fazer as despedidas desta aventura, onde o nevoeiro começou a desaparecer. Em Pegões o António seguiu em direcção a Vila Franca de Xira, no Montijo o Viegas tomou o caminho de sua casa e depois da ponte Vasco da Gama o Paulo desviou para a 2ª circular e eu com a XT fiz um pouco da A8 até Loures para na N8 chegar a Mafra pelas 20.30h.
com mais 651 kms. do que na partida de manhã. De salientar que a chuva que encontrei de manhã à saída de casa foi a mesma que apanhei no regresso, tanto na quantidade com trajecto.
Muito mais havia a dizer sobre esta segunda edição do Feriado Alentejano, mas fica a certeza de um dia bem passado com óptima companhia.
Venha agora 2018 e ideias novas porque viver num País tão bonito e com este clima é um privilégio!
ALBUM DE FOTOS


domingo, 3 de dezembro de 2017

Em busca do Silas!

Chegámos a Dezembro, e ainda restam alguns cartuchos para queimar antes de ultrapassarmos a barreira para 2018, com perspectiva de um Domingo frio mas solarengo aproveitei o terceiro dia deste último mês de 2017 para ir redescobrir as maravilhosas bifanas do Silas em Muge. Entre as bifanas de Vendas Novas, Ponte de Sôr e estas do Ribatejo se tivesse que escolher as melhores muito possivelmente seriam estas as minhas eleitas, além do avantajado tamanho a diversidade de escolha tornam-as um apetecível petisco a qualquer hora.
A volta planeada ronda os 250 kms. paragens pré estabelecidas são algumas, até porque passear ou viajar de mota sem apreciar e absorver os pontos de interesses que se vão encontrando não faz sentido.
À um ano atrás andei na mesma zona com a saudosa Suzuki B-King explorando parte do maravilhoso Ribatejo, desta vez baralhei um pouco o mapa, apenas o destino em Muge se manteve.
A saída de Mafra foi bastante cedo, não tivesse sido como habitualmente uma noite de ansiedade por ir andar de mota, muito frio com os campos pintados de branco pela geada nocturna, pouco ou nenhum transito, mas com o equipamento bem preparado a sensação era agradável como sempre que monto a XT1200 para estas voltas de maior ou menor dimensão.
Rodando pelas estradas nacionais, o primeiro café do dia foi em Sobral de Monte Agraço acompanhado de um pastel de feijão, passando pelo Carregado, o primeiro ponte de interesse era na Azambuja, um palácio em ruínas situado na Vala Real junto ao calmo rio Tejo. É logo na entrada da povoação que aparece as indicações e depois não há que enganar até lá chegar.
Quando se chega à placa que indica o caminho para o Palácio temos meia dúzia de kms. de estrada de terra batida, bem rápida por sinal, o edifício num estado de degradação bastante avançado deve ter uma história interessante, quer pela sua isolada localização bem como a calma que o rodeia, além da lenta deslocação das águas do rio Tejo, não havendo vento como foi o caso de hoje, temos um sossego completo, quando me perguntam o porquê de gostar de viajar sozinho, esta é apenas uma das muitas razões.


Arrepiado pelo frio e mistério que ali se vive nas paredes estragadas e nas enormes árvores que rodeiam o Palácio lá fui investigando o espaço com as habituais fotografias em modo solitário.

Preparar equipamento e já com alguma saudade deixo o local dando um andamento solto à XT até apanhar o alcatrão de novo. Próxima paragem Valada do Ribatejo, seguindo pelos enormes campos agrícolas que fazem margem com o rio Tejo, apreciando e sentido a calma da zona, ainda para mais porque poucas pessoas ou carros tinha visto até agora, fui deslizando a mota até chegar ao Cais da Valada, mais um café com vista para a beleza única do maior rio de portugal que aqui num tamanho modesto corre lento e sereno....


















Pouco depois da Valada aparece a possibilidade de transpor o rio para Este pela ponte Rainha D. Amélia, ponte de ferro e sentido único, que inicialmente construída para uso ferroviário foi adaptada posteriormente também para circulação. automóvel e pedonal.
No outro lado da margem do rio chegamos a Muge, destino principal para esta mini Aventura, o petisco que ninguém resiste, as deliciosas bifanas do Silas, enorme variedade de escolha. Apesar de ainda não ser meio dia, a verdade é que o dia já vai longo e ficarei já almoçado.
E é já bem almoçado que me sento de novo na Super Ténéré, nesta altura com o sol a bater no equipamento criando um calor estranho no corpo. Olho para o GPS e são cerca de 180 kms. até casa livres de portagens como faço questão sempre de ser. Seguiram-se estradas de sonhos sem qualquer tipo de trânsito, passando pelo Cartaxo, Rio Maior, topo da Serra de Montejunto onde o habitual frio e vento voltaram a criar uma sensação gelada, mas a vista num dia de céu limpo como hoje valem bem o esforço, até o mar se conseguia ver, deslumbrante!  Cadaval, Torres Vedras, Gradil e Mafra com 256 kms. feitos até ás 14 horas, número modesto mas que nos vai preparando cada vez mais para as grandes Aventuras que se aproximam! 

Mota: Yamaha XT1200Z
Kms. feitos : 256
Média Consumo : 5 lts./100 kms.
Despesas:
Gasolina - 20€
Alimentação - 9.70€
Total - 29.70€



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Serra de Aires e Candeeiros 2017

Aproveitando as previsões de sol e temperaturas a rondar os 20 graus escolhi a Serra de Aires e Candeeiros para ir passear com a Super Tenere neste terceiro Domingo de Novembro.

Saindo de Mafra bem cedo, hora que pouca gente há na rua e carros na estrada quase não se vêm, passagem pela Tapada de Mafra, Torres Vedras, Cadaval, com bastante frio já que ainda nem nove horas eram quando cheguei às Salinas de Rio Maior, primeira paragem do dia no sopé da Serra que tinha como destino para este dia. Como sempre as minhas viagens de moto são feitas na totalidade fora das auto estradas e isentas de portagens, não me canso de dizer, com a rede de estrada que temos no País e no bom estado de conservação em que estão na sua maioria, gastar dinheiro em portagens é um disparate, até porque é nas estradas Nacionais que conhecemos o nosso território, pessoalmente dá-me um enorme prazer passar nas aldeias e vilas que fazem parte do trajecto e ver a calma e serenidade que ali se vive.
Depois das Salinas e da foto da praxe, subi até ao cabeço dos três Moinhos, onde existe um moinho recuperado pela autarquia local e os outros três de servem de alojamento local. A estrada estreita que vai subindo a serra dos Candeeiros, ao chegar a uma pedreira acaba o alcatrão e torna-se num rápido estradão, excelente para fazer de moto, sempre rodeado de grandes, modernos e imponentes moinhos eólicos, até porque se trata do Parque Eólico da Serra dos Candeeiros. 

São uns 10 Kms. que rodamos em estrada de terra no topo da serra sempre com uma vista fabulosa quer para Oeste como para Este, por alguma razão esta serra divide o Ribatejo e o Oeste, fazendo parte de três Concelhos, Rio Maior, Alcobaça e Porto de Mós. Este caminho vai ter a Casais Monizes, mas antes encontramos o majestoso marco geodésico que marca o ponto mais alto da serra, a 610 mts. de altitude. 
Voltando ao alcatrão com a mota já cheia de pó branco, não fosse esta uma zona calcária, segui em ritmo solto pela N362 com um piso exemplar e sem qualquer tipo de trânsito nesta manhã solarenga mas bastante fria, depois segui as placas que indicavam Serra de Santo António, uma zona marcada pelas encostas de pedra em que a única plantação que se vê são oliveiras, muros a dividir os terrenos feitos em amontoados de pedras acinzentadas de calcário e alguns rebanhos de cabras que em cima dos rochedos fazem um efeito muito bonito.
Quando dei por mim estava nas Grutas de Santo António.
Sendo um apaixonado por rochas e pedras, este é dos locais que me fazem sentir num autêntico paraíso, composta por duas salas e dois lagos estas grutas não deslumbram pelo tamanho, mas sim pela enorme beleza natural das formações criadas ao longo dos anos, com as mais variadas formas. O grupo era pequeno, além da simpática guia era eu mais um casal, houve tempo e disposição para uma grande interacção e troca de ideias sobre o magnifico mundo criado no subsolo. Recomendo vivamente a visita a troco do ingresso que custa 5.80€ numa visita de cerca de 30 a 45 minutos.
Saindo do húmido da gruta deparei-me já com um ar quente, a mota marcava nesta altura 20 graus e não voltou a baixar disso até chegar a Mafra, chegando aos 25, tendo em conta que estamos no Outono e levei equipamento com forros térmicos, escusado será dizer que calor no corpo não faltou. 



Próximo destino, Porto de Mós, de Alvados até lá podemos desfrutar a magnifica N243, uma estrada super recomendável para quem gosta de tirar gozo na condução de uma moto, curvas e mais curvas, rápidas ou apertadas sempre a descer em direcção à bonita Vila com o seu Castelo no alto já a desejar "Boas festas". Abastecimento, e procurar o almoço, curiosamente tinha os meus Pais na zona, e o almoço foi em família. Bem almoçado foi hora de regressar a casa, N243 até Minde com passagem em Mira de Aire, depois N3 direcção Santarem, Azambuja, Vila Franca de Xira e chegada a Mafra pelas 18 horas com 22 graus e um céu laranja a esconder já o sol, com mais de 300 kms. feitos, número modesto mas com muita qualidade. 
Aqui poderão ver todas as fotografias deste dia ALBUM DE FOTOS . 


Mota : Yamaha XT1200Z
Kms. feitos : 315
Média consumo : 4.7
Despesas :
Combustível - 30€
Alimentação - 13.60€

Entrada Gruta - 5.80€
Total: 49.40€

domingo, 22 de outubro de 2017

Montejunto numa manhã de Outono


22 de Outubro 2017, Domingo de Outono com bastante sol em prespectiva e fresco na zona Oeste, principalmente porque sai de casa cedo e com equipamento de meia estação, a certa altura os punhos aquecidos ligados souberam já muito bem.
Saida de Mafra ainda com o sol a querer aparecer, passagem pela Tapada de Mafra, Torres Vedras e no Cadaval desvio para a Serra de Montejunto, onde no topo se alcança os 666 mts. de altitude. Esta serra é o mais alto miradouro natural da Estremadura, situada no Concelho de Alenquer e Cadaval, lá em cima a vista alcançada num dia de céu limpo como hoje é fantástica, além de se esperar pelo vento frio e forte que normalmente se sente na zona mais alta onde se situam as enormes antenas de comunicação. Descida em direcção ao Cercal, depois um pequeno percurso no IC2 para soltar o motor e voltar de novo a subir o Montejunto com passagem e paragem para café na Abrigada, aqui na Abrigada penso ser a melhor escolha para subir a serra, já que se trata de uma estrada estreita revirada de trânsito praticamente nulo. Já com bastantes ciclistas na subida da serra voltámos quase ao topo, optando por descer em direcção a Torres Vedras seguindo pela N9 depois N8 até ao Gradil onde volta a diversão na incrível N9-2, aí é estrada revirada até Mafra.

Assim se passa uma excelente manhã na companhia da fiel companheira de aventura Super Tenere, com cerca de 170 kms. feitos, 10€ de gasolina gastos, dois cafés e um pastel de nata para aconchegar o estômago.

ALBUM DE FOTOS