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sábado, 28 de abril de 2018

Suzuki DL-1000XA V-Strom 2018

Abril de 2018 ficará para sempre marcado com o meu regresso às V-Stroms. A minha nova companheira de Aventura que hoje me foi entregue simbolizou um momento muito especial, não só pelo normal entusiasmo de estrear uma mota nova mas especialmente porque a partir de agora estou de regresso à minha marca preferida de sempre e à minha maior paixão em duas rodas desde 2006, as V-Stroms.
Nos próximos meses vou aqui relatando toda a evolução da mota, para já os primeiros quilómetros são sempre estranhos, a fase de adaptação à altura, aos comandos, à visão dos espelhos, ao toque dos travões, ao cuidado especial de não ultrapassar as RPM recomendadas pelo fabricante e claro os pneus ainda cheios de goma.
Esta Suzuki foi adquirida no concessionário do Cacém, além de todo o equipamento de série como controle de tracção, assistente de arranque, embraiagem deslizante, vidro regulável pela mão com três posições sem recurso a ferramentas, computador de bordo, levou como extras as três malas, descanso central, protecção de carnagem, ficando um conjunto bastante completo e apto aos maiores desafios em termos de viagem. 


A estreia da V-Strom ficou marcada com uma viagem pelo centro do País com chegada a casa 795 kms. depois, o que já deu para ter uma ideia do que mais ou menos me agrada na mota, tendo em conta que a mota fez os primeiros 650 kms. abaixo das 4.500 RPM conforme recomenda o manual, depois já comecei a abrir o punho até às 6.500 RPM e será este o limite até aos 1.600 kms. havendo a primeira revisão aos 1.000 kms. pelo meio.

Pontos positivos:
-travagem, soberba aos nível de uma moto desportiva, basta um pequeno toque na manete e temos uma travagem eficiente.

-resposta do motor em qualquer rotação, se bem que depois das 4.000 RPM "explode" de uma forma impressionante, mas não há qualquer tipo de bater ou falta de potência rodando em baixa rotação.
-precisão das suspensões a curvar, impecável a forma como a mota se mantém direita e firme quando a deitamos nas curvas, não há qualquer tipo de afundamento ou torção da mota, precisão máxima!
-posição de condução, ao nível do que a Suzuki nos tem habituado desde as primeiras versões da V-Strom, vamos direitos, braços descontraídos sem necessidade de procurar a nossa posição (minha altura 1.76 mt.)

-iluminação.
-visual, principalmente nesta cor.

Pontos negativos:
-consumo, parece não querer baixar dos 5 litros aos 100 kms. nestes primeiros 1200 kms. segundo o computador de bordo fez uma média de 5.1 chegando aos 5.2, para o andamento practicado sem recurso a auto estradas acho exagerado, um ponto para ir acompanhando.
-painel de controle, pode ser opinião pessoal, mas acho o ecran numa posição baixa, 5 a 10 cms. acima facilitava não ter que baixar tanto a visão para ver a imensa informação fornecida, e aí o tamanho reduzido dos números também não ajuda, pode ser uma questão de habituação mas....

-algum calor que sai do motor para as pernas, principalmente do lado direito.
-sensibilidade do acelerador, muito brusco principalmente em baixa rotação.
-botão de luz máximo, funciona no mesmo que accionamos o máximo para alertar alguém por exemplo, com luvas não se torna nada práctico empurrar o botão para a frente.
-banco algo duro ao fim de algumas horas, sem comprometer o conforto da mota.
-descanso lateral, mal que já vem dos anteriores modelos, mola algo "fraca" faz com o que descanso tenha tendência para recolher ou ficar a meio caminho, requer atenção e cuidado para evitar alguma queda parada. 
Com o decorrer dos quilómetros o motor vai-se soltando e realmente este motor de 2 cilíndros em V é viciante em estrada aberta, torna-se até difícil andar devagar tal a resposta sempre disponível ao rodar o punho direito, se na versão de 2004 para a frente até à grande e revolucionária  actualização de 2014 o bater do V twin em baixas era uma das principais queixas aqui isso praticamente não acontece, já experimentei em 6ª deixar a velocidade baixar até aos 50 kms./hora acelerar e prontamente se sente a rotação subir para ritmos frenéticos, apenas com um ligeiro bater de motor inicial. Em estradas irregulares com piso em pedra por exemplo o conforto não é o melhor e a aceleração torna-se brusca quando se pretende andar devagar, requer alguma habituação.

Revisão dos 1000 kms. feita, óleo e filtro de motor mais as afinações gerais 89.90€, aproveitei para montar punhos aquecidos versão touring da Oxford (100€), a partir de agora disponibilidade para explorar a mota mais à vontade principalmente no que toca ao motor.
De referir que esta versão da Suzuki V-Strom faz manutenção programada de 12 em 12.000 quilómetros ou anual, o que mostra uma preocupação da marca em acompanhar a tendência das Europeias que vão esticando o intervalo entre idas à oficina cada vez mais.
















Altura de mimar a máquina com a montagem de dois acessórios, um estético e outro com bastante utilidade em dias de nevoeiro. Os piscas originais da Suzuki em Led, com o preço de 199€ dão um visual fantástico à mota ainda para mais quando os que equipam de série não primam pela boniteza, pessoalmente gostei muito do resultado final.
O outro extra também em Led foram os faróis de nevoeiro da Givi S322 com preço de 360€, a ideia não é usar diariamente como vejo muitos motociclistas fazer nem em condução nocturna porque a luz da mota é fabulosa e mais que suficiente, é mesmo para utilização com nevoeiro, claro que o factor estético aqui foi fulcral, dando maior imponência à frente deste Suzuki. ( preços de tabela, sem montagem ou preço negociado)Com a primeira revisão feita e o motor já solto e a trabalhar como um relógio Suiço a média de consumo mantêm-se nos 5.2 lts. aos 100 kms. num andamento calmo sem auto estradas parece-me alto mas a verdade é que a moto convida a acelerar e manter o ritmo alegre, mantenho-me na expectativa de ver o número na casa dos 4 lts. talvez numa próxima viagem....
Com 1600 kms. feitos, oficialmente acabada a rodagem há que falar novamente dos consumos, poucas vezes baixou dos 5 lts. aos 100 e quando aconteceu ficou pelos 4.9, mas com um andamento "normal" sem grandes excessos o consumo mantém-se nos 5,5.1 lts. apesar de ser acima do que esperava a verdade é que não se pode considerar excessivo.
Feita a primeira experiência com pendura, algumas considerações a ter em conta, falamos de uma pendura que fez vários milhares de kms. na minha anterior V-Strom e também na XT1200, a opinião foi que houve melhorias em relação ao modelo K6 mas que não chega ao patamar de conforto da máquina de Iwata, também concordo quando falo do lugar do condutor, mas não compromete em nada se a ideia é fazer estrada durante várias horas, ao chegar a casa com 200 kms. feitos referiu-se ao banco ser duro e o encosto montado na top case, material original Suzuki estar demasiado recuado. Foi nesta experiência a dois pela zona Oeste num ritmo de passeio que, curiosamente o consumo baixou dos 5 litros, chegando a casa com 4.8 litros gastos em cada 100 kms. percorridos com um gasto de 15€ em combustível. 


2.500 kms. feitos nesta Suzuki e algumas anomalias a assinalar, os punhos aquecidos da Oxford deixaram de funcionar, situação a ser vista no fim do Verão já que agora não fazem falta, entretanto o acelerador ganhou uma folga considerável, após consultar o manual resolvi a situação em poucos segundos sem recorrer a ferramentas, de resto nada a apontar. Nota-se que a moto foi construida com primor como é apalágio da marca, podem não ser as motos mais desenvolvidas tecnologicamente, nem consideradas as mais modernas ou bonitas, mas dão uma segurança extra a quem as compra no que toca a fiabilidade.

Uma das coisas que tenho notado menos positivas é a cor/aspecto da ponteira de escape, apresenta um preto esbatido e facilmente riscável, olhando para os restantes acabamentos da mota talvez aqui podesse ter havido uma melhor solução. 
Entretanto a questão dos punhos aquecidos foi resolvida em casa, fusível foi à vida.
Voltando ao assunto tão questionado dos consumos, agora com 4.500 kms. feitos e numa utilização basicamente em estradas nacionais sem malas ou pendura e sem exageros de velocidade segundo o computador da mota o consumo está em 4.7lts./100kms. um número bastante aceitável.
Já no início de Outubro irei ter o primeiro grande desafio com esta V-Strom, serão quatro dias em que o lado mais turistíco da mota estará à prova, poderão acompanhar tudo aqui: Sul de Espanha 2018
Mais um upgrade, este essencial para as viagens o sistema de orientação GPS, a escolha depois de muita pesquisa foi a última geração do TomTom Rider, o 550 já com actualizações wifi e mapa Mundial. 


As primeiras impressões que tive foi a qualidade de écran, apesar de ser só 4.3" o brilho e imagem que apresenta permite ver perfeitamente à luz do sol, bem como a boa sensibilidade às luvas. O menu parece algo básico mas vamos tentar aprofundar o sistema nos próximos tempos. Neste fim de semana 
foi a estreia da V-Strom nas viagens maiores, foram 1.688 kms. com uma média de consumo 4.6 lts. aos 100 kms.
Nota positiva nesta vertente turística, se na minha anterior companheira de viagem fazia paragens de 100 em 100 kms. com esta Suzuki chego aos 150/180 e ainda não sinto necessidade de parar, cheguei a passar os 200 kms. seguidos, para ajudar a autonomia ultrapassa os 400 kms. com depósito cheio, dá perfeitamente para andar o dia todo sem preocupar com existência ou não de estações de serviço, excelente!
Chegámos aos 7.000 kms. e continuo satisfeito com a V-Strom 1000, até agora reclamações na garantia foram zero! As questões que surgiram, punhos aquecidos que deixaram de funcionar e folga no acelerador, foram ambas resolvidas em casa, no primeiro caso substituindo o fusível e no segundo após uma breve consulta ao manual acelerador regulado em poucos minutos. O consumo mantem-se abaixo dos 5 litros por cada 100 kms. percorridos, o conforto quer no dia a dia quer em tiradas maiores é aceitável ainda sem pensar em mudar a espuma do banco, protecção aerodinâmica não compromete apesar de não ser referência, e o que continua a não agradar é a brusquidão do acelerador em baixa rotação. 

Foi na passagem dos 9.000 kms. que apareceu a primeira anomalia de relevo, a mota deixou de pegar engatada e com embraiagem pressionada, não que isso me incomode porque tenho como hábito por o sistema em funcionamento em neutro e como este modelo tem ajuda ao arranque dificilmente se deixar ir abaixo no arranque logo não vejo sentido por a mota a funcionar engatada mas após consuta do manual confirmei que tal é possível por isso será situação a rever talvez na revisão dos 12.000 kms....




Continuamos com consumos abaixo dos 5 litros aos 100 kms. percorridos, quando os primeiros dez mil quilometros foram ultrapassados. Em breve revisão anual ou 12K e já se estuda a escolha dos próximos pneus. 


Uma situação menos agradável é o encaixe do painel de comandos, como se vê na foto desencaixa facilmente e depois de colocado no sitio certo rapidamente volta a ficar fora. 

Revisão Anual ou dos 12.000 kms. feita com 11033 kms. a marcar no painel digital. Escolhi o concessionário da marca em Mafra porque sempre se mostraram profissionais e competentes nas assistências feitas às minhas Suzukis.Valor 158.67€, tendo em conta o intervalo de revisões recomendado não me parece exagerado, tendo sido feitas todas as afinações, lubrificações, mudança de óleo e filtro, ligação do GPS á ignição e rectificação do problema antes relatado da mota não pegar engatada e com embraiagem acionada, verificou-se que não era anomalia da mota mas sim má instalação dos punhos aquecidos em que a resistência dos mesmos não deixava a manete da embraiagem fazer o curso total, questão resolvida, mota a brilhar e novamente aquela sensação de mota nova nas mãos.
Próximos passo, pneus novos, mas antes ainda nos espera uma ida aos PICOS DA EUROPA.
 Em actualização...

Avaliação, 0 a 10
Motor - 8

Conforto - 8
Travagem - 8
Visual - 8
Preço - 7
Protecção Aerodinâmica - 7
Consumo - 8
Prestações - 9
Total : 8

ALBUM DE FOTOS

domingo, 28 de janeiro de 2018

À conquista de Penela!

Já vai sendo habitual no início do Ano realizar-se um passeio de Inverno até um local pouco ou nada conhecido. Desta vez a localidade a "conquistar" é Penela, pequena vila no Concelho de Coimbra a 200 kms. de Lisboa, 150 do Porto e 30 de Coimbra. Fundada ainda antes da nacionalidade teve o seu primeiro foral em 1137, concedido por D. Afonso Henriques, sendo um dos Municípios mais antigos do País.
Mapa planeado para este Domingo:
A ideia foi juntar alguns amigos das duas rodas, aqueles que sei à partida estarem aptos para um desafio destes, sempre vão ser mais de 600 quilómetros num dia de Inverno com luz solar apenas até ás 18 horas e tudo por estradas nacionais e municipais, onde vias rápidas e portagens não são contempladas. As previsões meteorológicas são de um dia com bastante sol e frio.
A saída de Mafra foi
bastante cedo, ainda com o sol escondido, o ponto de encontro com os restantes elementos estava marcado para as 8.30h. em Porto Alto e tinha ainda uma hora de caminho até lá. Sem atrasos lá aparecemos os cinco bem agasalhados e depois do habitual reforço de cafeína e alguns minutos de conversa estávamos prontos para partir ainda antes das nove horas. Primeiro destino Tomar, seguimos em ritmo moderado pela N118 e 110 com bastante sol mas a temperatura insistia não subir dos 10 graus, passagem por Salvaterra de Magos, Marinhais, Muge, Almeirim, Alpiarça, Chamusca, Golegã, Entroncamento com as habituais paragens nos semáforos que teimavam em acender à nossa passagem, mesmo assim o trânsito era pouco ou nenhum e antes das onze horas estávamos estacionados à frente do Convento de Cristo no topo da cidade de
Tomar para a fotografia da praxe e aproveitámos para esticar as pernas com um passeio ao jardim do imponente monumento da terra dos Templários.
Foi altura de pôr os motores em movimento e continuar, até porque era a partir daqui que vinha a parte mais interessante, evitando o IC8 seguimos até Ferreira do Zêzere onde pela N238 direcção Cernache do Bonjardim tivemos muito provavelmente os melhores quilómetros deste dia, tal não era o estado irrepreensível do asfalto com umas curvas abertas rápidas onde se podia abusar do limite do pneu. Foi aqui também que começamos a ter contacto directo com a área ardida nesta zona do País no último Verão, uma visão desoladora no mínimo! Em Cernache do Bonjardim a nossa referência eram os 19 quilómetros da N237 até Figueiró dos Vinhos, aposta mais que ganha, um infinito número de curvas a subir, descer, apertadas, largas, daquelas que fazem a delícia para quem anda de mota. A partir daqui andámos um pouco baralhados com o entra e sai do IC8, porque as placas de indicação teimavam em nos colocar lá,  era tudo que nós não pretendíamos neste tipo de aventura. Mas já na N110 e antes das 13 horas estávamos estacionados a entrada do castelo de Penela, o motivo como tantos outros que nos fez sair de casa hoje.
A vila é pequena e pouco ou nada movimentada nas ruas estreitas que nos conduzem até ao castelo no topo construído sobre enormes rochas, e só por isso já vale a visita, isto para não falar da vista desafogada e fabulosa que alcançamos sobre a serra da Lousã. Como estava na hora de almoço, motas estacionadas e a pé procurámos um restaurante aberto com mesa disponível, a oferta é escassa, mas no Bigodes um leitão assado fez as nossas delícias e deu-nos energia para a parte da tarde.
Havia duas hipóteses para chegar a Castanheira de Pêra, o IC8 que teima em aparecer em todo lado nesta zona e através da serra pela N347, prontamente optámos pela segunda opção. Piso um pouco estragado nalgumas zonas mas no geral bastante aceitável,
paisagem completamente pintada de cinza escuro pelos fogos, grandes encostas que fomos contornado em modo serpente, na subida, na travessia e depois na descida para Castanheira de Pêra. Nestes 45 quilómetros rodámos separados para se dar lugar ás fotografias em movimento e também para cada um aproveitar a estrada e a paisagem ao seu gosto e ritmo, viajar em grupo não significa andar o tempo todo colado na roda da mota da frente, ainda para mais quando o grupo se conhece e sabe a confiança que tem uns nos outros. Chegámos já os cinco juntos a Castanheira onde mudámos para a fatídica estrada da morte, a N238-1 até aparecer a placa com a indicação "Mosteiro" aldeia de Xisto, xisto esse que só vimos na bonita e verde praia fluvial da povoação.
Alguns momentos fotográficos registados, um pouco de conversa e contemplação com toda aquela beleza natural aproveitada pelo ser humano para criar um agradável espaço de lazer.
De novo montados nas motas, curva contra curva e lá fomos galgando estrada até Pedrogão Grande onde voltámos a parar na Barragem do Cabril que apresenta um nível de água bastante baixo, ainda para mais em pleno Inverno.
Passagem pela Sertâ, sem paragem seguimos pela N2 até Vila de Rei para subirmos ao Marco Geodésico de Portugal, onde teoricamente se situa o centro do país, aqui encontrámos muito vento e frio mas compensa pela majestosa vista que dali se alcança seja qual for a direcção que a bússola aponte.
N2 de novo, numa altura que a maior estrada de Portugal apresenta um percurso rápido e o sol se ia escondendo cada vez mais, mesmo assim a provocar autênticos encandeamentos sempre que batia de frente no capacete. Quando apareceu a indicação de Penedo Furado lá fomos nós pelas estradas estreitas a descer em direcção à praia fluvial. Cenário devastador aqui novamente, praticamente tudo queimado, para quem já viu esta zona verde parece irreal o estado actual, mas este era o último ponto de interesse planeado e não o quisemos deixar escapar.
A pouca água que corre no vale com as enormes encostas à volta dá-nos uma tranquilidade de pura natureza, são momentos destes que fazem valer a pena, sair e partir à descoberta. Até porque depois há as motas a nossa espera para nos darem adrenalina e emoção.
Após conversa entre todos ficou decidido que íamos trocar a ida por Ponte de Sor por Almeirim, assim depois de muitas curvas para sair da zona, em Abrantes seguimos o curso no Rio Tejo direcção Santarém, a certa altura havia carros parados em plena estrada para verem a tão falada nos últimos dias "espuma" no rio. Já com o sol posto e o céu em tons alaranjados parámos no miradouro do Castelo de Almourol perto do Arripiado.
Despedidas do Fernando que seguia em Santarém por AE para casa, o que se compreende já que no total fez mais de 700 quilómetros para passar este dia em nossa companhia. Já de noite estávamos de novo na N118 como aconteceu de manhã agora com mais trânsito. Em Muge aproveitámos para comer as enormes bifanas do Silas e aquecer um pouco, últimas despedidas do dia e lá passámos de novo pelo ponto de encontro em Porto Alto onde o Viegas seguiu para o Montijo, depois da Ponte de Vila Franca de Xira o Paulo seguiu pela A1 e eu com o António fizemos mais de uma centena de curvas até Sobral de Monte Agraço onde ficou e depois segui calmamente até Mafra.
Foi um excelente dia, longo ainda para mais porque estamos em horário de Inverno, muito vimos, mas muito ficou para ver!
TODAS AS FOTOS AQUI:

sábado, 6 de janeiro de 2018

MARROCOS IV - data a definir


Vem aí uma nova ocasião para voltar ao Norte de África, depois de 2012, 2014 e 2016, em breve será a minha quarta aventura no País de Mohammed VI.
Nesta aventura andarei em viagem por Portugal, Espanha e sobretudo em Marrocos com uma previsão que ultrapassa os 4.000 kms. em nove dias com muita emoção em perspectiva! 
A ideia é aproveitar o conhecimento obtido no território Marroquino nas três anteriores investidas, baralhar o mapa e fazer algo substancialmente diferente dando maior ênfase à vertente cultural, se bem que há pontos imperdíveis até porque fazem parte do trajecto e que irão merecer uma nova visita.
Será de esperar desta aventura muita emoção através de travessias de oceano em ferry, zona de praia, quedas de água, oásis, dunas de deserto, cidades Imperiais, ruínas Romanas, tradicionais souks, grutas naturais, montanhas, muitas estradas de sonho para disfrutar a mota e muito mais certamente que aquele fabuloso País tem para oferecer. A ideia é fazer algo diferente do que os motociclistas Portugueses costumam fazer naquele País, e que eu próprio já fiz nas duas primeiras viagens por lá, na última vez já sai um pouco da rota habitual e desta vez quero fazerr algo mesmo diferente do que toda a gente faz quando vai a Marrocos de mota.
Mapa planeado com bastantes novidades em relação às anteriores edições, tais como: M´Diq, Akchour, Moulay Idriss, Meknes, Oued Ourika e M´Hamid, novamente num pleno sem portagens ou vias rápidas. Entretanto nestas próximas semanas assuntos tratar:
Reserva de hotéis como sempre faço quando viajo através do BOOKING dando preferência aos que têm anulação sem custo, pequeno almoço e parque seguro para a moto, passaporte que o último com três entradas no País Africano caducou à alguns meses, cartão Europeu de Saúde pedido na Segurança Social sem custos e extensão do seguro da mota para Marrocos. 





Despesas previstas antes da partida:
Alojamento - 330€

Alimentação - 180€
Gasolina - 230€
Travessia em Barco - 125€
Outras - 60€ (brindes, gorjetas, entradas em monumentos)
Total: 925€

Em actualização....

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Feriado Alentejano II

Lembrando o dia 8 Dezembro de 2015, esta será a segunda edição do Feriado Alentejano!
Destino Sul de Portugal, objectivo andar de mota com perspectiva de ser um dos dias mais longo de 2017, isto no que toca a fazer quilómetros e horas de condução. Provavelmente o último desafio deste ano, com um programa recheado de pontos de interesse, boas estradas e nunca esquecendo a vertente gastronómica da zona.
A ideia foi juntar alguns dos meus melhores amigos das duas rodas, aqueles que me acompanham nestas voltas à já alguns anos e que sabia à partida estarem aptos para um dia duro, que podia ter frio, chuva, vários tipo de estrada e outras possíveis adversidades. Responderam positivamente ao convite o António Carvalho e a sua majestosa Africa Twin 1000, já rodamos juntos desde 2006 com imensas histórias para contar desde então, o António Viegas com a sua inseparável Triumph Tiger 1050, as aventuras feitas juntas davam para vários dias de conversa, desde duas idas a Marrocos, uma N2, e muitas outras e o Paulo Simões com a sua robusta Yamaha XT660Z, temos um percurso semelhante e longo nas motas e quanto toca a andar de mota é de contar com ele!


A manhã começou cedo e com chuva em Mafra, mas a caminho do Montijo foi secando apesar do céu bastante nublado, em contrapartida a temperatura estava amena ao contrário dos últimos dias bastantes frios. Oito horas e meia os quatro aventureiros bem dispostos e prontos para partir no Montijo com direcção Sul de Portugal.
Seguindo pela estrada Nacional sem qualquer tipo de trânsito neste feriado em que se comemora o dia da Imaculada Conceição, passámos por Pegões, Vendas Novas e em Montemor-o-Novo houve a primeira paragem para café e abastecimento já com o céu a querer mostrar boas abertas.
De Montemos a Ferreira do Alentejo são 76 quilómetros na N2, que curiosamente nos marcos da estrada está indicada como "R2", até ao Torrão o piso está num estado exemplar depois perde um pouco de qualidade até Ferreira mas com a vista para as enormes planícies Alentejanas é o que menos importa, separámos-nos em dois grupos para podermos aproveitar ao máximo este magnifico troço.
Depois IP8 por Beja até Serpa onde voltámos a reabastecer e depois de umas voltas pelas ruas estreitas da Cidade seguimos direcção ao Pulo do Lobo, cerca de 20 quilómetros numa estrada estreita mas alcatroada num sobe e desce constante entre colinas até aparecer a placa á direita "Pulo do Lobo 2 kms." em terra batida até nos depararmos com um cenário incrível com o enorme desfiladeiro rochoso onde corre o rio Guadiana direcção ao Sul. Apesar do desvio tanto por este lado de Serpa onde a vista é de cima como do lado de Mértola onde se contacta mais directamente com as enormes e barulhentas quedas de água, vale a pena o que se anda para procurar esta obra prima criada pela Natureza.
Com a vista bem regalada com tanta beleza natural absorvida no Pulo do Lobo, estava na hora de procurar o almoço, marcado para o restaurante Arcada  em Safara para as 13 horas. Mais um pouco de terra, muita curva, imensas e longas rectas e com trinta minutos de atraso

estávamos em Safara depois de termos estado a seis quilómetros da fronteira com Espanha. Um bom almoço com aquelas conversas sobre motos que tanto gostamos e já depois das 15 horas estavam os quatro Aventureiros prontos para o regresso a casa, e se o Sol nos acompanhou durante a manhã a Sul nesta altura o céu carregado fazia acreditar que a chuva mais tarde ou cedo iria acompanhar-nos.
















Amareleja, Póvoa, e paragem na nova Aldeia da Luz, junto ao Alqueva onde a água apresenta níveis muito baixos, mas a serenidade que aqui se sente é única e recomendável, além da zona ribeirinha fomos também à Igreja da vila
para depois seguirmos em ritmo calmo para se apreciar bem as lindas paisagens Alentejanas até Reguengos.
Ai é obrigatório apreciar todo o esplendor do Alqueva ainda para mais quando o céu apresenta um panorama como o deste dia.  Referência ainda para o monumento criado em chapa como homenagem ao Cante Alentejano, não é de estranhar ver os imensos turistas que por ali passam posarem junto dele e os nossos motociclistas de hoje não foram excepção.
















O próximo e último ponto de interesse para hoje, até porque o dia ia escurecendo a passos largos era a uma curta distância, Cromeleque do Xerez, para quem conhece o Cromeleque dos Almendres perto de Èvora este poderá ser considerado uma miniatura, mas não deixa de ter a sua beleza até pela zona desafogada e seca onde se encontra.
Ainda sem chuva, devidamente equipados agora era altura de rodar mais solto com próxima paragem programada em Vendas Novas. Depois de Évora fomos brindados com o pior inimigo da estrada, nevoeiro que nos fez abrandar o ritmo para manter o nível de segurança adequado à situação.
Em Vendas, terceiro abastecimento do dia e a tão tradicional bifana da zona, alguns de nós ainda cheios do almoço optaram por coisas mais ligeiras, mas a ideia era descansar um pouco e fazer as despedidas desta aventura, onde o nevoeiro começou a desaparecer. Em Pegões o António seguiu em direcção a Vila Franca de Xira, no Montijo o Viegas tomou o caminho de sua casa e depois da ponte Vasco da Gama o Paulo desviou para a 2ª circular e eu com a XT fiz um pouco da A8 até Loures para na N8 chegar a Mafra pelas 20.30h.
com mais 651 kms. do que na partida de manhã. De salientar que a chuva que encontrei de manhã à saída de casa foi a mesma que apanhei no regresso, tanto na quantidade com trajecto.
Muito mais havia a dizer sobre esta segunda edição do Feriado Alentejano, mas fica a certeza de um dia bem passado com óptima companhia.
Venha agora 2018 e ideias novas porque viver num País tão bonito e com este clima é um privilégio!
ALBUM DE FOTOS


domingo, 3 de dezembro de 2017

Em busca do Silas!

Chegámos a Dezembro, e ainda restam alguns cartuchos para queimar antes de ultrapassarmos a barreira para 2018, com perspectiva de um Domingo frio mas solarengo aproveitei o terceiro dia deste último mês de 2017 para ir redescobrir as maravilhosas bifanas do Silas em Muge. Entre as bifanas de Vendas Novas, Ponte de Sôr e estas do Ribatejo se tivesse que escolher as melhores muito possivelmente seriam estas as minhas eleitas, além do avantajado tamanho a diversidade de escolha tornam-as um apetecível petisco a qualquer hora.
A volta planeada ronda os 250 kms. paragens pré estabelecidas são algumas, até porque passear ou viajar de mota sem apreciar e absorver os pontos de interesses que se vão encontrando não faz sentido.
À um ano atrás andei na mesma zona com a saudosa Suzuki B-King explorando parte do maravilhoso Ribatejo, desta vez baralhei um pouco o mapa, apenas o destino em Muge se manteve.
A saída de Mafra foi bastante cedo, não tivesse sido como habitualmente uma noite de ansiedade por ir andar de mota, muito frio com os campos pintados de branco pela geada nocturna, pouco ou nenhum transito, mas com o equipamento bem preparado a sensação era agradável como sempre que monto a XT1200 para estas voltas de maior ou menor dimensão.
Rodando pelas estradas nacionais, o primeiro café do dia foi em Sobral de Monte Agraço acompanhado de um pastel de feijão, passando pelo Carregado, o primeiro ponte de interesse era na Azambuja, um palácio em ruínas situado na Vala Real junto ao calmo rio Tejo. É logo na entrada da povoação que aparece as indicações e depois não há que enganar até lá chegar.
Quando se chega à placa que indica o caminho para o Palácio temos meia dúzia de kms. de estrada de terra batida, bem rápida por sinal, o edifício num estado de degradação bastante avançado deve ter uma história interessante, quer pela sua isolada localização bem como a calma que o rodeia, além da lenta deslocação das águas do rio Tejo, não havendo vento como foi o caso de hoje, temos um sossego completo, quando me perguntam o porquê de gostar de viajar sozinho, esta é apenas uma das muitas razões.


Arrepiado pelo frio e mistério que ali se vive nas paredes estragadas e nas enormes árvores que rodeiam o Palácio lá fui investigando o espaço com as habituais fotografias em modo solitário.

Preparar equipamento e já com alguma saudade deixo o local dando um andamento solto à XT até apanhar o alcatrão de novo. Próxima paragem Valada do Ribatejo, seguindo pelos enormes campos agrícolas que fazem margem com o rio Tejo, apreciando e sentido a calma da zona, ainda para mais porque poucas pessoas ou carros tinha visto até agora, fui deslizando a mota até chegar ao Cais da Valada, mais um café com vista para a beleza única do maior rio de portugal que aqui num tamanho modesto corre lento e sereno....


















Pouco depois da Valada aparece a possibilidade de transpor o rio para Este pela ponte Rainha D. Amélia, ponte de ferro e sentido único, que inicialmente construída para uso ferroviário foi adaptada posteriormente também para circulação. automóvel e pedonal.
No outro lado da margem do rio chegamos a Muge, destino principal para esta mini Aventura, o petisco que ninguém resiste, as deliciosas bifanas do Silas, enorme variedade de escolha. Apesar de ainda não ser meio dia, a verdade é que o dia já vai longo e ficarei já almoçado.
E é já bem almoçado que me sento de novo na Super Ténéré, nesta altura com o sol a bater no equipamento criando um calor estranho no corpo. Olho para o GPS e são cerca de 180 kms. até casa livres de portagens como faço questão sempre de ser. Seguiram-se estradas de sonhos sem qualquer tipo de trânsito, passando pelo Cartaxo, Rio Maior, topo da Serra de Montejunto onde o habitual frio e vento voltaram a criar uma sensação gelada, mas a vista num dia de céu limpo como hoje valem bem o esforço, até o mar se conseguia ver, deslumbrante!  Cadaval, Torres Vedras, Gradil e Mafra com 256 kms. feitos até ás 14 horas, número modesto mas que nos vai preparando cada vez mais para as grandes Aventuras que se aproximam! 

Mota: Yamaha XT1200Z
Kms. feitos : 256
Média Consumo : 5 lts./100 kms.
Despesas:
Gasolina - 20€
Alimentação - 9.70€
Total - 29.70€



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Serra de Aires e Candeeiros 2017

Aproveitando as previsões de sol e temperaturas a rondar os 20 graus escolhi a Serra de Aires e Candeeiros para ir passear com a Super Tenere neste terceiro Domingo de Novembro.

Saindo de Mafra bem cedo, hora que pouca gente há na rua e carros na estrada quase não se vêm, passagem pela Tapada de Mafra, Torres Vedras, Cadaval, com bastante frio já que ainda nem nove horas eram quando cheguei às Salinas de Rio Maior, primeira paragem do dia no sopé da Serra que tinha como destino para este dia. Como sempre as minhas viagens de moto são feitas na totalidade fora das auto estradas e isentas de portagens, não me canso de dizer, com a rede de estrada que temos no País e no bom estado de conservação em que estão na sua maioria, gastar dinheiro em portagens é um disparate, até porque é nas estradas Nacionais que conhecemos o nosso território, pessoalmente dá-me um enorme prazer passar nas aldeias e vilas que fazem parte do trajecto e ver a calma e serenidade que ali se vive.
Depois das Salinas e da foto da praxe, subi até ao cabeço dos três Moinhos, onde existe um moinho recuperado pela autarquia local e os outros três de servem de alojamento local. A estrada estreita que vai subindo a serra dos Candeeiros, ao chegar a uma pedreira acaba o alcatrão e torna-se num rápido estradão, excelente para fazer de moto, sempre rodeado de grandes, modernos e imponentes moinhos eólicos, até porque se trata do Parque Eólico da Serra dos Candeeiros. 

São uns 10 Kms. que rodamos em estrada de terra no topo da serra sempre com uma vista fabulosa quer para Oeste como para Este, por alguma razão esta serra divide o Ribatejo e o Oeste, fazendo parte de três Concelhos, Rio Maior, Alcobaça e Porto de Mós. Este caminho vai ter a Casais Monizes, mas antes encontramos o majestoso marco geodésico que marca o ponto mais alto da serra, a 610 mts. de altitude. 
Voltando ao alcatrão com a mota já cheia de pó branco, não fosse esta uma zona calcária, segui em ritmo solto pela N362 com um piso exemplar e sem qualquer tipo de trânsito nesta manhã solarenga mas bastante fria, depois segui as placas que indicavam Serra de Santo António, uma zona marcada pelas encostas de pedra em que a única plantação que se vê são oliveiras, muros a dividir os terrenos feitos em amontoados de pedras acinzentadas de calcário e alguns rebanhos de cabras que em cima dos rochedos fazem um efeito muito bonito.
Quando dei por mim estava nas Grutas de Santo António.
Sendo um apaixonado por rochas e pedras, este é dos locais que me fazem sentir num autêntico paraíso, composta por duas salas e dois lagos estas grutas não deslumbram pelo tamanho, mas sim pela enorme beleza natural das formações criadas ao longo dos anos, com as mais variadas formas. O grupo era pequeno, além da simpática guia era eu mais um casal, houve tempo e disposição para uma grande interacção e troca de ideias sobre o magnifico mundo criado no subsolo. Recomendo vivamente a visita a troco do ingresso que custa 5.80€ numa visita de cerca de 30 a 45 minutos.
Saindo do húmido da gruta deparei-me já com um ar quente, a mota marcava nesta altura 20 graus e não voltou a baixar disso até chegar a Mafra, chegando aos 25, tendo em conta que estamos no Outono e levei equipamento com forros térmicos, escusado será dizer que calor no corpo não faltou. 



Próximo destino, Porto de Mós, de Alvados até lá podemos desfrutar a magnifica N243, uma estrada super recomendável para quem gosta de tirar gozo na condução de uma moto, curvas e mais curvas, rápidas ou apertadas sempre a descer em direcção à bonita Vila com o seu Castelo no alto já a desejar "Boas festas". Abastecimento, e procurar o almoço, curiosamente tinha os meus Pais na zona, e o almoço foi em família. Bem almoçado foi hora de regressar a casa, N243 até Minde com passagem em Mira de Aire, depois N3 direcção Santarem, Azambuja, Vila Franca de Xira e chegada a Mafra pelas 18 horas com 22 graus e um céu laranja a esconder já o sol, com mais de 300 kms. feitos, número modesto mas com muita qualidade. 
Aqui poderão ver todas as fotografias deste dia ALBUM DE FOTOS . 


Mota : Yamaha XT1200Z
Kms. feitos : 315
Média consumo : 4.7
Despesas :
Combustível - 30€
Alimentação - 13.60€

Entrada Gruta - 5.80€
Total: 49.40€