Seguir por Email

Mostrar mensagens com a etiqueta B-KING. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta B-KING. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Actualização da equipa para 2017.

Foi na recta final de 2016, que decidimos fazer um pequeno mas grande ajustamento no Dream Team. A Suzuki B-King estava comigo desde 2008 e durante nove anos nunca foi das primeiras opções no que toca a viajar ou fazer quilómetros, não pela mota em si, mas devido a não ter malas ou possibilidades de as ter, ou até qualquer tipo de protecção aerodinâmica, sempre preferi outras motas que tenho ou tive na garagem.
Se a B-King é uma mota fantástica, com um look soberbo e único, a verdade é que em nove anos fazer só 14.000 kms. quando paralelamente houve uma VFR800 a fazer 40.000 em oito anos, uma XT1200Z com 50.000 feitos em quatro, uma Tracer 900 a fazer 10.000 em 11 meses, uma V-Strom 1000 a fazer 90.000 em menos de uma década , alguma coisa não podia estar bem e devia ser corrigida, havendo uma necessidade clara de ajustar o Team, sem que para isso houvesse investimento, até porque em 2016 já tinha sido adquirida a Tracer 900 nova.
Dotada de um motor soberbo, com potência infindável para um mero utilizador como eu, segundo a marca são 186 cvs. de potência, um conforto exemplar para uma naked, uma travagem mais que suficiente, pormenores deliciosos de ver em toda a mota, uma qualidade de construção muito acima da média, todos os elogios irão ser sempre poucos para esta mota. Espero sinceramente que o novo dono a estime como foi até agora estimada, e que acima de tudo lhe dê mais uso, porque o potencial desta Suzuki é enorme, seja para maiores ou menores percursos.

Perante isto, houve uma proposta interessante para troca da B-King por uma Triumph Sprint ST 1050 do mesmo ano, com semelhante número de quilómetros percorridos, mota que sempre me cativou e despertou atenção, a mota dos três, três cilindros, óptica tripla, painel triplo e três saídas de escape, na cor vermelha que foi mais um aliciante nesta operação, cor invulgar mas que lhe assenta na perfeição. Com banco de gel,  malas laterais de origem, descanso central, um motor vicíante com três cilindros e 125 cvs.  esta Triumph tem tudo para ser uma devoradora de estrada, e uma séria concorrente na escolha para as próximas viagens.



ALBUM DE FOTOS DA TRIUMPH ST

ALBUM DE FOTOS DA B-KING

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Pelo Ribatejo de B-King

Aproveitando o regresso do feriado do dia de todos os Santos em 2016, assim que soube que a secção feminina de casa tinha agendado uma ida ao pão por Deus neste primeiro dia de Novembro, planeei logo uma volta de mota, para o período da manhã. A zona escolhida foi o Ribatejo, e foi mesmo o Rio Tejo que me acompanhou, mais ou menos perto durante a volta com mais de 200 kms. na Suzuki B-King, uma mota pouco usada, mas capaz de proporcionar umas boas horas de condução, já que tem um motor explosivo, um conforto aceitável, uma posição de condução descontraída e uma total segurança a nível de travões.

A partida deu-se bem cedo, como habitualmente de Mafra, ainda poucos sinais do sol e já estávamos prontos, mota atestada, equipado a rigor porque nesta altura do ano, tanto se pode apanhar calor como frio ou até chuva. 
Foto da praxe e vamos lá, que o Ribatejo espera por nós.




A segunda paragem do dia foi em Vila Franca de Xira, e que momento fabuloso acabou por ser. Na avenida principal encontrei uma passagem de nível que tinha como indicação a zona ribeirinha da Cidade, era cedo, havia poucas pessoas na rua, altura ideal de ir explorar. Seguindo numa rua empedrada com edifícios antigos e baixos, deparamos com um cenário incrível, o Rio Tejo numa calma abismal, a ponte ao fundo, uma baía com barcos de recreio e um empedrado imenso junto ao rio, onde alguns madrugadores aproveitavam para a sua corrida matinal. No rio tive a oportunidade de observar uma situação algo estranha, na água flutuavam imensos ramos de árvores, uns maiores outros menos, que se deslocavam lentamente para Sul onde o rio vai crescendo. Se a água parecia estagnada, através desse deslizamento via-se a corrente do rio. Muito bonito, a voltar e repetir esta paragem em próximas passagens por aqui.
Seguindo estrada, atravessar a ponte de Vila Franca, muitos ciclistas que fazem filas de carros e camiões, mas com uma mota destas, é só dar gás e seguir caminho. Até Salvaterra de Magos foi deixar a B-King rolar numa ritmo aberto, sem excessos, mas a essência do prazer de andar de mota está mesmo aí, ter motor disponível e usar quando necessário, numa ultrapassagem ou numa zona mais sinuosa ou revirada.
Em Salvaterra de Magos, aproveitei para dar uma volta, onde encontrei esta Capela Real, bem bonita por sinal, não percebi se é visitável, mas fiquei com  a ideia que não.

 Zonas ribeirinhas nesta zona não faltam, foi uma constante nesta manhã a companhia daquele que é o nosso maior rio, o Tejo. 

Próxima paragem que trazia referenciada era a barragem de Magos, em tempos estive lá e tinha um espaço muito acolhedor com esplanada junto á água. Em Salvaterra, no semáforo vira-se á direita direcção Coruche, e uns 6 kms. a seguir numa imensa recta encontra-se o sinal da barragem á esquerda.

A barragem de Magos aparece logo depois, o tal restaurante bar estava fechado, o que é pena, o local é muito agradável. Tem uma zona de lazer com mesas, wc aberta e bem cuidada, bem junto á pequena faixa de areia junto á calma e transparente água da barragem, onde patos se passeiam. Ficou a ideia de um piquenique em família, certamente um dia bem passado.



Seguindo a estreita, mas em óptimo estado estrada, vamos ter a Marinhais, onde se volta á N118, até Muge é um pulo, seria aqui a próxima paragem, com o Silas a ser já uma referência gastronómica obrigatória. Como ainda era cedo para almoço, fui procurar a ponte Romana.



A ponte Romana de Muge, merece ser vista, bem conservada, inspira tranquilidade e neste Outono o verde á sua volta cria um efeito muito interessante. Claro que a B-King foi logo posta a jeito de um registo fotográfico, e o seu orgulhoso dono não quis deixar de ficar também.



 
Em Muge, no Silas junto da Igreja, encontramos umas deliciosas e enormes bifanas, aberto 24 horas por dia ao fim de semana, é ponto de paragem quase obrigatória para quem aqui passa, seja ciclista, motociclista ou motorista.





Apesar de ainda ser meia da manhã, cerca de 11 horas, um aconchego destes no estômago sabe sempre bem, até porque a alvorada foi ainda de madrugada.
Bifana tamanho grande, com queijo e bacon, sumo natural de laranjae café, 7€ e mais uns trocos, saímos prontos para mais umas horas de viagem.





Depois da agradável passagem por Muge, era hora de transpor o Rio Tejo novamente, e para tal a ponte Rainha D. Amélia, em construção de ferro, foi a opção. Ponte longa de só uma via, houve que esperar que o semáforo ficasse verde. A vista ao atravessar a ponte, tanto para Norte como para Sul é maravilhosa, o rio aqui, já tem uma largura considerável, e todo o verde dos campos cultivados em seu redor, tornam o cenário um autêntico quadro natural impressionante. Do outro lado do rio temos uma estreita estrada que acompanha a linha do comboio, até que estamos na Valada, outro porto de embarque do imenso rio.

Aqui alcançamos uma vista impressionante com o Tejo como fundo e como poucos o conhecem. Nessa breve paragem houve tempo para conhecer um senhor que por ali passeava e se maravilhava a tirar fotografias, pediu-me para fotografar a imponente B-King, e com alguns minutos de conversa disponibilizou-se para me tirar umas fotos, que mais tarde, e sinais das novas tecnologias, me enviou através do facebook por mensager. Valada, recomendo vivamente.
Seguindo em direcção a casa, em Mafra, sempre usando estradas secundárias fora de portagens, seguiu-se a estrada rural até Azambuja, Alenquer, e daqui até Torres Vedras são cerca de 40 kms. numa estrada revirada com um infindável número de curvas, num asfalto irrepreensível, soberba estrada para fazer de mota esta N9. Passando pelo Centro de Torres, segue-se a N8, com muitas localidades, e com especial atenção aos radares, depois chega novamente a diversão, e nem o peso desta Suzuki evita que se tire um enorme gozo na estrada que liga Gradil a Mafra, passando pela Tapada de Mafra, a N9-2, piso recentemente renovado, fabulosa e recomendável!
Chegada a Mafra, pelas 13 horas, 209 kms. feitos, uma manhã bem passada, o Ribatejo mostrou ser um destino com muito a explorar,a voltar com mais tempo.

Gastos:
Gasolina - 18€
Alimentação - 7.10€

Percuso:



ALBUM DE FOTOS