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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Santo Amador 2017



A 34 dias da partida para a grande aventura deste ano, a Pirinéus-Picos 2017, decidi neste dia 6 e 7 de Maio fazer mais um ensaio, com um clássico, Santo Amador, pequena Aldeia Alentejana situada perto de Moura e da fronteira com Espanha.
Depois de uma manhã de trabalho, foi altura de montar na Tracer e fazer-me à estrada, depois de uma noite e manhã de chuva, o céu apesar de carregado de nuvens ia ficando cada vez mais azul e tudo apontava para que não fosse um passeio molhado.

A primeira paragem foi em Vendas Novas para a habitual e obrigatória bifana acompanhada de uma cerveja fresca, seguindo pelas estradas quase sempre desertas passámos por Montemor-o-Novo e rapidamente estávamos em Évora, não fosse a Tracer uma autêntica devoradora de estrada, faz-me esquecer facilmente os limites de velocidade, tal o gozo que o tri proporciona quando se solta e estrada permite circular de punho aberto. À entrada da Cidade à esquerda aparece o desvio que nos leva ao Alto de São Bento, um cabeço granítico situado num monte com três moinhos e onde se alcança uma vista privilegiada sobre Évora e toda a sua zona histórica.
Como é uma Cidade já bem conhecida de outras passagens que cá fiz, decidi seguir pelo IC2 em busca de lugares menos frequentados, o vento começou a aquecer e a quantidade de mosquitos a bater nas pernas e no capacete era impressionante nesta altura. Em Portel optei ir pela R384 até à Marina da Amieira, estrada com piso muito bom, num sobe e desce constante com curvas a fazerem as delicias à Tracer, são 20 kms. muito interessantes, até porque na chegada à Amieira começamos a ter vista da barragem, escusado dizer que neste pequeno troço, não apanhámos qualquer tipo de veiculo nos dois sentidos. Na Marina a tranquilidade da água do lago com os barcos na maioria atracados tornam este local um muito calmo. Como era cedo, e nesta altura os dias já vão sendo longos, em Alqueva parei no Museu do Medronho, um edifício imponente, muito moderno que além do museu, tem loja com artigos da herdade, um bar muito simpático e organiza passeios na propriedade, um café e umas recordações compradas e pouco depois estava com a Tracer na Barragem do Alqueva, qualquer adjectivo para descrever esta zona será sempre modesto.
Deixando a barragem para trás segue-se Moura, até ao destino de hoje são 18 kms. pela N258, e que estrada esta por muitas vezes que a faça tiro sempre o máximo gozo dela, até porque as motas vão variando e cada uma se ajusta mais facilmente ao tipo de estrada, aqui estas estradas reviradas a Tracer está em casa.
Santo Amador, pacata aldeia Alentejana de casas brancas, com 72 kms. quadrados e cerca de 400 habitantes, desde sempre um local que me diz muito, não fosse a terra Natal dos meus Avós maternos e onde ainda hoje tenho grande parte de família.
A aldeia tem alguns cafés e é no largo principal que encontramos a sua bonita Igreja e a torre do relógio. A cerca de um km. passa o rio Ardila com nascente em Espanha, aqui toda a paisagem é lindíssima num contraste fantástico entre o azul do céu, o castanho amarelado das encostas de terra, e o azul esverdeado da água. Para os mais aventureiros há a possibilidade de passar o rio e seguir pouco depois em estrada alcatroada até Amareleja, mas tendo em atenção que o nível de água varia e por acaso encontrei-o alto e decidi não ser boa ideia molhar a Tracer.




















Como tenho casa na aldeia, o local para dormir estava escolhido, as bagagem arrumada e o jantar foi em Safara, a aldeia mais próxima, no restaurante Cascata, com mota abastecida e piloto alimentado, chegou a hora do merecido descanso.
Acordar cedo, como faço questão de fazer em viagem, banho tomado, equipamento vestido e a ignição da Tracer novamente em ON, se há coisa que aprecio profundamente é a calma dos Domingos de manhã bem cedo, e que lugar melhor para isso do que o Alentejo, onde naturalmente já é tudo tranquilo e pouco povoado. Deslizando pela estrada fora, e parece estranho, mas com esta mota tudo parece perto, apesar de não ser uma referência em conforto, em meia hora estava em Mourão, optei por revisitar a nova aldeia da Luz, rodeada pela enorme albufeira da barragem do Alqueva.

Luz, Mourão e Reguengos é tudo relativamente perto, e não perdi a oportunidade para alcançar a melhor vista sobre o Alqueva no miradouro existente na parte baixa da fortaleza, ainda antes de começarem a chegar os autocarros cheios de turistas que habitualmente visitam esta zona.
Como tinha planeado almoçar em casa, a seguir a Reguengos foi só rodar até Mafra, seguindo por Évora, Vendas Novas, breve paragem para refrescar a garganta, Pegões, Vila Franca de Xira, Alverca, Malveira e Mafra, depois de 24 horas e 620 kms. ter partido para esta mini aventura, como sempre totalmente isenta de portagens ou vias rápidas.
Venha a próxima!

Data: 6 e 7 de Maio 2017
Mota: Yamaha Tracer 900
Kms. feitos: 620
Consumo: 4.5 lts. aos 100 kms.

Despesas:
-gasolina-43.50€
-alimentação-27€
-outras-9€
Total: 79.50€

ALBUM DE FOTOS

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

À conquista de Dornes!

Janeiro, mês da quinta aventura, das dez que planeámos até Junho de 2017, altura que fechamos a época 16/17 com a grande viagem brevemente a ser divulgada.
O destino escolhido, foi um desafio do António Viegas, grande companheiro de viagem em mota, como por exemplo a incrível N2 , DORNES, a mítica terra dos Templários, Vila situada no Concelho de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém numa pequena Península á beira do Rio Zêzere.
É o que fomos descobrir neste frio Domingo de Inverno.
Ainda sem o sol visível já estava frente ao convento de Mafra para a habitual foto de partida, o ponto de encontro com o Viegas estava marcado para as 8.30h. em Porto Alto, e tinha pela frente uma hora de caminho com a incógnita se apanharia gelo ou não na estrada, coisa que com as devidas precauções acabou por não atrapalhar o ritmo, mesmo com a Tracer a marcar -1 grau em Bucelas, com tudo branquinho naquele vale. Em Vila Franca de Xira como ainda tinha 10  minutos de margem decidi parar na zona ribeirinha do rio Tejo.

Deparei-me com um intenso nevoeiro na zona que seria nosso companheiro na N118 até Tomar com a temperatura a teimar em não subir do 1 grau no painel da Tracer. Mas nada que a satisfação de andar de mota aliada a um bom equipamento não torne a situação suportável.
Em Porto Alto, á hora certa lá estávamos com a Triumph Tiger 1050 e a Tracer 900 prontas e disponíveis para enfrentar um dia de estrada ao mais alto nível.


Dois cafés e dois pasteis de nata, corpo aquecido no interior da pastelaria e a N118 esperava por nós, sim porque estas viagens não incluem portagens ou auto-estradas, com a qualidade de estradas nacionais que temos andar a pagar para gastar gasolina sem ver nada é um autêntico sacrilégio. Com bastante frio e nevoeiro lá fomos seguindo para Norte com passagem em Muge, Almeirim, Alpiarça, Golegã e a chegada á bonita cidade de Tomar já com sol e céu limpo, seguimos directamente para o imponente Convento de Cristo.  E aqui iniciava a segunda parte da nossa Aventura.

Dornes estava perto, cerca de 25 kms. de Tomar e a estrada até lá prometia ser agradável para este tipo de motas. O GPS do António Viegas ia escolhendo a estrada mais revirada, sobe, desce, curva e mais curva e lá chegámos ao destino, Dornes.
A pacata terra, que quase como esquecida está ali inserida no rio Zezêre rodeada de água e verde, criando um reflexo espelhado no rio único e maravilhoso. Ponto mais alto da localidade é a original torre pentagonal de cinco frentes construída por pedras castanhas e cinzetas criando painéis de uma beleza extrema.


Muitas fotografias tiradas em redor, porque ali estamos num autêntico paraíso semeado no rio, e com um sol destes em Janeiro é de aproveitar mesmo. Em Dornes há algumas opções para almoçar, mas como era meio dia e meia hora e a fome ainda não dava sinais decidimos seguir até à Sertã.















 Continuámos em direcção à Sertã numa estrada de serra com piso exemplar sem qualquer trânsito em que as motas deslizavam num ritmo solto numa trajectória perfeita com o som dos tri a intrometer-se no silêncio natural da zona, simplesmente fabuloso!


Sertã é uma Vila que nos inspira tranquilidade, com o rio Ocreza a atravessar a vila, há várias pontes para o atravessar, umas pedonais outras para carros, mas é a ponte Romana que mais chama e atrai as atenções, até porque é junto a si que está o Restaurante Ponte Romana onde almoçamos uma saborosa chanfana.


Bem almoçados, ainda com muita luz do dia pela frente, foi altura de montar na Tracer e na Tiger novamente e partir, próximo destino Vila Velha de Rodão, até lá o GPS proporcionou-nos talvez os melhores quilómetros da viagem, sinal mais para a nova funcionalidade do Tom Tom Rider, que permite incluir percursos sinuosos no trajecto. Estrada de montanha com curvas abertas num subir e descer constante, uma maravilha para estes motores de três cilindros, até porque carros poucos ou nenhuns existem por ali. A proposta do Viegas na chegada a Vila Velha de Rodão era entrar pela serra, prontamente disse que sim, um alcatrão em estado perfeito, bem marcado no chão e devidamente sinalizado fizeram-nos chegar ao centro da Vila pela parte mais alta alcançando logo a vista sobre o rio Tejo. Decidimos subir ás portas do Rodão até ao castelo do Rei Vamba, e aqui tivemos outro ponto alto da aventura.
Não só pela espectacular estrada que nos leva até ao cimo das portas, e isto só para quem viaja de mota é interessante, mas pelo pequeno castelo muito bem tratado no topo da colina,e claro, o panorama que temos cá de cima com vista sobre o rio Tejo e do tão conhecido estreito que forma as portas do Rodão. Não deixem de visitar numa passagem por aqui.














A N18 era a estrada que nos acompanhava agora, inicialmente com muita curva e das boas, mas depois de Nisa, atravessando já o longo Alentejo só dava mesmo grandes rectas passando por Estremoz, Arraiolos, Montemor-o-Novo e Vendas Novas onde parámos depois de uma hora e cinquenta minutos a devorar estrada até porque a noite caiu com o consequente frio e a vontade de despachar caminho superava a ideia de parar para ver algo mais que ficasse na rota.


Nada melhor que umas bifanas e imperiais no Boavista para aconchegar o estômago e seguir até casa já por percursos diferentes, o Viegas pelo Montijo, eu em direcção a Porto Alto, Vila Franca, Malveira e Mafra, completando os 593 kms. pelas 20.30h. num 100% fora de portagens ou vias rápidas.




Os dois Aventureiros desta Conquista a Dornes, António Viegas e Carlos Tavares.













Data: 22 Janeiro 2017
Mota: Yamaha Tracer 900 / Triumph Tiger 1050
Kms. feitos: 593 na Tracer 

Média de consumo: 4.3 lts./100 kms. na Tracer 
Despesas Carlos Tavares
Gasolina: 43€
Alimentação: 19.50€

Total: 62.50€


ALBUM DE FOTOS

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Yamaha TRACER 900, um Ano e 10.000 kms. em teste

Foi em Janeiro de 2016 que decidi comprar a Yamaha Tracer 900, novidade do ano anterior da marca Nipónica, que apresentava neste novo ano uma nova cor, Mistral Grey, que depressa me seduziu. Com um preço simpático em relação á concorrência, um aspecto moderno e agressivo, bastante electrónica disponível de série e ainda extras com preço razoável, fizeram com que esta Yamaha tivesse á partida tudo para ser a minha segunda opção, já que a primeira continua a ser a intocável XT1200Z, e até porque precisava de ter uma substituta á altura da saudosa Suzuki V-Strom 1000, que me acompanhou durante 9 anos e quase 100.000 kms.                                                                                                                
  A mota foi entregue no final de Janeiro no concessionário de Sintra no Algueirão, onde à um ano atrás tinha tido o primeiro contacto com esta mota e que me cativou bastante. Saiu do stand com os seguintes extras da marca, banco confort, punhos aquecidos controláveis no painel digital com três níveis de 0 a 10 de intensidade, malas semi rigídas com suportes extractíveis e autocolante protector de depósito. Preço final, perto dos 11.000€                       


Sendo uma segunda opção, a Tracer foi usada neste primeiro ano só em deslocações diárias para o trabalho, cerca de 50 kms., pequenos passeios de fim de semana e nalgumas viagens de um ou dois dias, maioritariamente  em estradas nacionais, evitando ao máximo vias rápidas ou auto-estradas. É aqui que esta mota se evidencia pela resposta pronta do tri cilíndrico de Iwata em qualquer regime de rotação, ainda para mais tendo disponível três modos de potência, o STD para uso normal, o A quando se quer ter toda a cavalagem em resposta ao punho direito e o B, mais comedido, recomendado para piso molhado ou sujo. De salientar que os 10.000 kms. foram feitos a solo, sem pendura, bastantes vezes com malas carregadas e sempre com o controle de tracção ligado.
O maior trunfo desta Yamaha é mesmo o motor e o som que sai dele através do bonito mas de discutível gosto escape curto de saída lateral, motor elástico, disponível, suave e poderoso, faz-nos sentir que temos sempre resposta, seja em alta, média ou baixa rotação, pena que o conjunto não acompanhe, já que a instabilidade da mota a partir dos 180 kms./hora é bem notória com o abanar do guiador, só nos resta mesmo ficar por aí e esquecer o que este Tri tem ainda para oferecer. Além de que não se percebe o porquê de tanta trepidação a nível de guiador e pousa pés, a falta de borracha nestes é uma lacuna imperdoável nesta mota, principalmente no condutor mas também no lugar do pendura. E é nos pousa pés que fico com a dúvida se alguém se sentou na mota depois de concebida, a menos que tenha um pé minúsculo, no pedal direito à conta do ferro protector de calor do escape não é possível manter o pé direito, se numa utilização curta ou desportiva não incomoda, tentem fazer 200, 300 kms. directos ou 8 a 10 horas de condução num dia com o pé inclinado para baixo, além de desconfortável é irritante. Mas contudo não deixa de ser uma mota interessante, já que o conjunto mostra-se bastante leve e maneável em estradas sinuosas e reviradas com curvas mais ou menos apertadas, diversão aqui é uma constante.
Segundo o computador de bordo, bastante completo por sinal e totalmente digital, com toda a informação necessária, intensidade de luz regulável, programável, o consumo nesta primeira dezena de milhar de kms. foi de 4.5 lts. aos 100, conforme indica o computador de bordo, se tivermos em conta uma autonomia superior a 300 kms. graças ao depósito de 18 lts. temos aqui uma forte candidata a grandes tiradas seguidas. Consumo bastante aceitável, mas a ter em conta que não houve auto estrada, nem pendura e o modo de condução foi dividido entre STD e A, nota positiva neste aspecto para esta MT-09 com carenagem.
A posição de condução é descontraída, com guiador largo, faz-nos sentir não inseridos na mota, mas sim numa posição alta de controle, mais ao nível de uma Supermotard, o banco do condutor é regulável em duas posições e separado do traseiro, a opcção do banco confort, cerca de 300€ penso fazer toda a diferença, não sendo uma referência, permitiu fazer num dia mais de 800 kms. e em mais três cerca de 600, sem apresentar queixas nesse aspecto. A protecção aerodinâmica também não compromete, o ecran original de forma algo estranha satisfaz minimamente, e é regulável em altura num sistema manual de alguma fragilidade, para os mais exigentes opções maiores quer na marca como fora não faltam.

De série a Tracer 900, traz descanso central, controle de tracção desligável através de um botão existente no painel mas só de um nível, modos de potência, ABS, luz led que apesar de em médios só acender uma óptica mostra-se totalmente eficaz e é  regulável manualmente através de dois botões no interior da carenagem frontal, e outros pormenores interessantes, como suportes para as malas discretos, acabamentos em carbono e jantes de 10 raios.
Ainda como ponto positivo, aponto a caixa de velocidades, precisa e rápida com uma embraiagem macia, trocar mudanças é um prazer constante nesta mota. A travagem não compromete, mas não merece ser elogiada, bem como as suspensões, algo rija na traseira apesar de ter afinação, e macia na frente, e falo da configuração que traz de fábrica, acredito que afinada por alguém que perceba possa ser criado uma estrutura mais confortável ou mais desportiva, conforme a vontade do dono.
Mas nem tudo correu bem com esta Tracer, sendo um fan incondicional das motas "made in Japan" houve alguns pormenores que me desiludiram. Se nunca me deixou apeado, alguns acabamentos fracos são por demais evidentes, e não é por ser mais barata que a concorrência que aceito facilmente certas coisas na mota. Sabia á partida que não teria suspensões ou travagem ao nível de uma Versys 1000, V-Strom 1000 ou VFR800X, em que os 3.000€ que custam a mais me fizeram optar pela Yamaha, mas não esperava ter certas chatices, mesmo apesar da disponibilidade do Concessionário para as tentar resolver, podiam ter sido evitadas se houvesse mais cuidado na construção e escolha de materiais da mota.
Os plásticos debaixo do banco apareceram de ambos os lados partidos a meio, trocados e resolvido na garantia, os espelhos  enferrujaram nos braços de apoio e foram trocados nos primeiros meses.
No amortecedor traseiro apareceram vários pontos de ferrugem logo no início, prontamente trocado após reclamação.
O painel digital em dias de chuva ou humidade embacia, ainda, bem como os piscas.
A carenagem lateral está desencaixada da frontal, e não parece ser fácil de resolver, uma questão já vista na oficina, espera resolução.


Os pneus Dunlop Sportmax D220 que equipam esta Tracer nas medidas 120 á frente e 180 na traseira ambos em jante de 17"  com 10.000 kms. além de apresentarem um desgaste considerável, principalmente o de trás, a nível de aderência não inspiram muita confiança, especialmente no molhado.




O amortecedor em cima a apresentar vários pontos de ferrugem e ao lado o já substituído ao abrigo da garantia da mota. Tal como nos espelhos também apareceu ferrugem, entretanto substituídos ao abrigo da garantia.
A instabilidade da mota a alta velocidade é incompreensível, impossível de andar acima dos 190/200 kms./hora, a frente abana , e se a marca já apresentou a outros clientes a desculpa de usar malas e ecrans sem ser de origem, aqui não acontece isso, é tudo original, com ou sem malas o resultado é o mesmo, abanar da direcção seja em dias ventosos ou não. Tal como a brusquidão do acelerador, principalmente no modo A (mais desportivo) a baixa rotação também era dispensável, requer alguma habituação. A travagem, apesar de satisfazer é algo macia, um pouco mais de eficácia não lhe caia nada mal.


Custos em 10.000 kms.
- Revisão 1.000 kms. - 62€ no Concessionário do Algueirão ( oleo e filtro )
- Furo e Lavagem - 30€
- Revisão 10.000 kms. - 120.23€ no Concessionário de Sintra, no Algueirão ( oleo, afinações e 3 horas de mão de obra)
- Seguro - 83.14€
- Imposto Unico Circulação - 124.06€

A questão é!  Vale a pena comprar? Voltava a optar pela Tracer 900? 

Convém lembrar que as alternativas de opção que tive em conta além desta Yamaha, e eram as minhas preferidas para substituir a mítica V-Strom 1000, minha saudosa e grande companheira de viagem durante bastantes anos, eram Suzuki V-Strom 1000 na última versão, Honda VFR800X, Kawasaki Versys 1000 , as três a rondar os 14.000€ contra os 11.000€ da Yamaha Tracer 900, e estes valores são com nível de equipamento semelhante, com mais ou menos desconto.
Se a Yamaha ganha no visual, pessoalmente acho-a linda, principalmente neste esquema de cores, e no preço imbatível, perde nos "pequenos" problemas que apresentou logo nos primeiros meses de uso, mesmo sendo a maior parte resolvidos pela marca, não deixam de criar alguma desconfiança sobre a qualidade da mota.
Caso o tempo voltasse atrás, teria que repensar muito bem a escolha e muito possivelmente um investimento maior numa mota com nível de qualidade de fabrico e acabamentos superior, com travagem e suspensões melhores, perdendo a dinâmica e diversão na condução que esta Tracer sempre me deu, podia ter uma alternativa mais ponderada.
Se vale a pena comprar a Tracer? Pelo preço e equipamento de origem sim, e até acredito que muitos clientes nem exijam tanto dela nos pormenores, como eu.














 Avaliação de 0 a 10

Suspensão - 6

Desempenho - 7

Consumo - 10
Conforto - 7
Caixa de Velocidades - 8
Protecção Aerodinâmica - 6
Motor - 9
Travagem - 7
Preço - 9
Visual - 9

                                                  Média : 7.8 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

EL ROCIO 2016, em busca da terra dos Cowboys

Novembro 2016, dias 5 e 6, data escolhida para a terceira série das dez que planeámos até Junho de 2017. O destino escolhido é El Rocio, situado no Sudoeste de Espanha, província de Huelva, a 436 kms. distância de Lisboa e a 84 de Sevilha.
El Rocio, é uma pequena aldeia conhecida pelas suas pequenas casas pintadas de branco, estradas de terra fazendo lembrar o Far West Norte Americano, e a sua imponente Ermita del Rocio.
Como andar de mota permite alcançar facilmente vários lugares, pela facilidade de lá chegar, estacionar e voltar á rota programada, e até porque faço questão de incrementar alguma cultura ás minhas viagens para evitar chegar a casa com a única recordação da sensação do traseiro tremido, levo várias referências para visitar e conhecer tanto na ida como no regresso. Assim, uma Capela de Ossos, Ruínas Romanas, um Castelo Medieval, uma Vila Raiana e uma Medieval, uma aldeia de Cowboys destino principal que deu o mote a esta aventura, contacto com 76 kms. do percurso da mítica e saudosa N2 e outras surpresas inesperadas certamente, são pontos de interesse nesta viagem.
Mota escolhida para estes dois dias é a Yamaha MT-09 Tracer, uma opção cada vez mais válida nestas distâncias maiores, pelo conforto, autonomia, disponibilidade do motor em todo o regime de rotação, segurança em todo o tipo de estrada, e até pela capacidade de carga disponível com as duas malas laterais que a equipam.


A partida, já vai sendo uma tradição deu-se em Mafra, e que melhor do que um fundo como o do Palácio Nacional da Vila? Mota atestada, ar dos pneus verificados, malas carregadas com roupa para dois dias, bem como todo o equipamento necessário para fotos e partilha nas redes sociais. E lá vamos nós, quase 1.000 quilómetros nos esperam nos próximos dois dias.
Apesar da manhã estar chuvosa, as previsões apontavam para melhorias e sol no Domingo, com temperaturas abaixo dos 20 graus, a verdade é que estamos no Outono, e estas variações entre sol são previsíveis. Como tal, equipamento adequado e toca a ir.  Se no Sábado a chuva não deu tréguas em qualquer instante, o Domingo acordou com um sol exemplar, mas muito frio.


A primeira paragem deu-se em Vendas Novas, no Boavista para um almoço ligeira das tão típicas bifanas da zona. Abrigado da chuva, a degustação das ditas foi a pensar que o céu estava tão escuro e sem parar de descarregar água, que me deixava na dúvida se a data tinha sido bem escolhida, não é que me incomode viajar de mota á chuva, mas para as visitas que tinha planeadas, não seria as condições ideais. Novamente equipamento fechado, sentar na Tracer e voltar ao caminho, até Évora é pouco mais de meia hora. Na entrada de Évora á esquerda há um desvio para o Alto de São Bento, trata-se de um monte com uma vista fabulosa sobre a cidade, com três Moinhos construídos em cima de pedra.


Voltando á Cidade de Évora, a estrada que a circunda empedrada, não é muito agradável para fazer de mota com piso molhado, mas com cuidado lá fomos á próxima paragem, que era a Igreja São Francisco, onde se situa a única e singular Capela dos Ossos.


A Capela dos Ossos, como o próprio nome diz tem as paredes e pilares forrados com ossadas humanas, impressionante, Na entrada encontramos o dizer "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos". A entrada são 3€, que também dá acesso a um museu no mesmo edifício.




A Igreja São Francisco com entrada livre é uma obra magnifica, com o dourado em destaque, como grande apreciador de Igrejas, atrevo-me a dizer que foi a mais bonita que vi até hoje.




De volta á estrada molhada, era altura de apanhar o IC2, direcção á Vidigueira, para um lanche no largo da Vila Alentejana. Muito bem organizada, com estradas estreitas de pedra, faz-nos sentir que quem aqui vive tem qualidade de vida.

A torre do relógio, bem sinalizada na Vila da Vidigueira.
              

 Passeando de mota na vila quase deserta, rua abaixo, rua acima, senti um ambiente acolhedor, passei por alguns alojamentos locais, e com o equipamento, principalmente as botas a mostrarem já uma certa saturação de água, houve vontade de ficar já ali a passar a noite, mas ainda havia umas ruínas Romanas para ver e o hotel marcado era em Moura, a cerca de 30 kms.
As Ruínas Romanas de São Cucufate, são perto da Vidigueira, em Vila de Frades, na estrada principal, num pequeno desvio á direita. Quando lá cheguei pelas 17.15h. já a entrada estava encerrada, a segurança a entrar no carro, que teve a simpatia de me vir explicar que o dia estava mau e que aquela hora já não dava para ver tudo, só me restou dar-lhe razão e tentar voltar noutra altura mais cedo. Fica o registo do que consegui ver através da rede de segurança.


De novo, com a ignição da Tracer em ON, próximo destino, base de descanso para esta noite, Moura. E foi mesmo no caminho que caiu a noite, a temperatura teimava em manter-se próximo dos 10 graus, bem como a chuva. Na entrada da cidade abastecimento da mota, procurar o hotel, mesmo no centro da Cidade, estacionar junto á entrada do Hotel Santa Comba, um 2 estrelas muito acolhedor e com um simpático proprietário, tomar um duche bem quente, por o equipamento a secar, actualizar as redes sociais, e com roupa leve e seca fomos á procura do jantar a pé.




Moura é uma Cidade muito bonita, terra que visto desde criança, já que a minha família materna é toda desta zona. As ruas estão enfeitadas com flores e a utilização de luzes LED nalgumas zonas torna tudo ainda mais branco, como é típico da zona.
Depois do merecido descanso, foi com alegria que vi o céu azul e sol radiante da janela do quarto, rapidamente me vesti e fui dar uma volta pela Cidade antes da hora do pequeno almoço. Ao sair da porta do hotel deparei-me com um enorme frio, e assim ficou até perto do almoço, já que no painel da mota teimava em manter 8 graus, mas não chovia e isso já era bom. 



A Capela do Carmo é uma das pérolas de Moura, mas há muito mais para descobrir. A esta hora madrugadora só deu para as fotos da praxe, em baixo encontra-se um link que leva ao álbum completo de fotografias da viagem. 
Muitos caçadores madrugadores no Centro iam olhando para este forasteiro de máquina fotográfica na mão, captando os pormenores que se ia encontrando, como fontes, canhões de guerra, portas de madeira antigas, torres, igrejas, etc.De volta ao hotel, depois de um bom pequeno almoço, já que o dia previa-se longo, foi hora de arrumar as coisas, equipar e por-me á estrada, e que bem sabe nesta altura do ano rodar pelo Alentejo com o que era seco e castanho no verão, agora pintado de verde, maravilhoso. Na entrada de Espanha o frio era tanto que nem coragem tive para parar afim da foto junto da placa que assinala o País vizinho, sem entender bem porquê a passagem daquela placa dá-me sempre uma enorme sensação de liberdade.
 A estrada que vai de Rosal de La Frontera a Huelva, A495 é igna de ser feita várias vezes sempre com a mesma atisfação, transito pouco ou nenhum, asfalto irrepreensível, curvas abertas, rectas não muitos longas. Em certas alturas acompanha um rio de água castanha, talvez devido a umas minas que se encontram numa povoação que fica no caminho.


O destino principal desta Aventura era El Rocio, mas no caminho não quis perder a oportunidade de ir conhecer a Vila Medieval Niebla, uma fortaleza onde se encontra habitação, Igrejas, praças, fontes e ruas estreitas transitáveis. 




Até El Rocio é um pulo, a terra dos Cowboys começa a ser indicada na estrada bastante antes, e até lá chegar está uma via rápida de duas faixas sem portagem, bastante transito na direcção ao meu destino, não fosse Domingo, e foi com bastantes pessoas que encontrei El Rocio. 


Indescritível a imponência da Ermita de El Rocio, grande, bonita, muito branca, chama a atenção mal lá chegamos. As ruas são de areia, muitos restaurantes, bares, esplandas, carroças para fazer uma visita á aldeia, cavalos, póneis para as crianças. Os carros e outros meios de transporte como a mota ficam num parque perto da Ermida, a minha ideia de fotografar a Tracer junto á ermida ficou assim por fazer. Mas o importante estava feito, era estar cá, ver e sentir o ambiente do Far West.
Curiosamente nas pesquisas que fiz sobre este El Rocio não me apercebi do enorme lado que existe frente á povoação, simplesmente fabuloso, a calma da água ali estagnada, criando um efeito espelho com o azul do céu. Junto ao enorme rio existe um passeio onde as pessoas passeiam ou simplesmente descansam nos bancos apreciando de um lado o lago e do outro a Ermida ou as baixas casas brancas.
 
Com a visita feita, começava o regresso a casa partir de agora, e veio também a parte mais chata, até Huelva foi uma enorme e interminável recta no meio de um pinhal, sem motivos de interesse. Ao chegar a Huelva passa-se pela zona portuária, grandes depósitos de gás e outros combustíveis, até que surgem as placas a indicar Portugal, 76 kms. verdade? pensava que estava bem mais perto. E até Portugal o caminho é feito numa via rápida com duas faixas também ela sem portagens. Lá fomos galgando kms. atrás de kms. com o desejo de estar de volta ao País de origem. Já na zona de Ayamonte, oportunidade de abastecer a 1.12€ a gasolina, logo depois a espectacular ponte que liga Espanha a Portugal, assim que vi desvio á direita para a estrada Nacional, direcção Beja, abri logo o pisca da Tracer.  



Até Alcoutim foi um instante, não estivesse de volta a Portugal onde a velocidade é mais á vontade do que Espanha, hora de almoço, um saboroso frango assado acompanhado de uma cerveja e esticar as pernas até á zona ribeirinha, onde nos deparamos com o rio Guadiana a separar Portugal de Espanha, os barcos atracados no cais, mais parecem ter sido ali colocados para criar um efeito de quadro pintado.



Foi a seguir ao almoço, no caminho para Mértola que tive um percalço, ao sentir a mota a querer fugir nas curvas, vi que algo se passava na roda traseira, ao parar vejo um ferro espetado e o ar rapidamente a sair. Felizmente tinha posto o kit anti furos na mala, normalmente nem penso nisso. O kit estava lá sim, mas como nunca foi preciso, não foi fácil a sua utilização, mas com algum esforço e empenho lá se meteu a sola na roda, bomba de ar lá para dentro, o que vim a perceber que uma não chega, porque a mota continuou instável, seguiram-se trinta kms. em ritmo lento até que em Mértola fui á estação de serviço meter pressão correcta, verificar que não estava a perder ar no sitio do remendo, e dar a volta pela localidade. 



Com a situação aparentemente corrigida do furo, foi altura de ganhar confiança de novo na Tracer, seguimos até Beja, Ferreira do Alentejo, para aí aproveitar para um reencontro de 76 kms. com a mítica N2 até Montemor o Novo.


Esta é a zona em que a N2, marca nos marcos de passagem de quilometro R2, vá-se lá saber porquê. Estrada já conhecida da Tracer, foi deixá-la deslizar porque neste tipo de estrada é que ela se sente bem, curvas, subidas, descidas, pouco transito, é um prazer ver a disponibilidade desta mota numa "pista" daquelas.






 No Torrão, o relógio da Igreja marcava 5 horas da tarde, o sol já parecia estar adormecido, decidi parar para um café, que acabou não ser tomado, já que estava fechado o bar da praça, mas tirou-se a foto que marca a nossa passagem lá, aconchega-se o equipamento que o frio vai apertando e siga caminho. 
A chegada a Montemor já foi com o sol posto, seguiu-se Vendas Novas, paragem para abastecimento da mota, desta vez optámos por saltar as bifanas que constavam no programa, já que pretendia chegar a horas do jantar a casa.



Sem recurso a portagens lá chegámos a Mafra, 970 kms. depois, feitos em dia e meio. Em Dezembro voltamos com novas ideias e Aventura! 


Mota : Yamaha MT-09 Tracer 
Kms. feitos em dois dias: 970 

Despesas:
Gasolina - 53€
Alimentação - 35€
Alojamento - 23€ - Hotel Santa Comba, Moura
Outras - 3€

Total: 114€ 


ALBUM DE FOTOS

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Rota dos Faróis


Domingo, 4 de Setembro de 2016, data escolhida para pegar na minha Yamaha MT Tracer 900 e fazer a Rota dos Faróis...
Uma ideia que já me acompanhava à algum tempo, até porque sempre me fascinou os Faróis, objectivo percorrer a Costa Litoral desde o Cabo da Roca em Sintra até ao cabo São Vicente em Sagres, passando pelos Faróis da Costa Azul e Vicentina. 
Os Faróis, esses edifícios tão peculiares plantados à beira mar, elo de ligação entre Mar e Terra, companheiros luminosos de pescadores, marinheiros e navegadores de recreio. De dia a sua forma e cor servem de reconhecimento e de noite, as características da luz orientam os navegantes.
A saida de Mafra deu-se bastante cedo, ainda com pouca presença do sol, estando previsto bastante calor para este dia, havia que aproveitar a horas mais frescas aomáximo, e calor foi o que não faltou principalmente a Sul de Lisboa. Tracer em andamento e lá seguimos acompanhados de um intenso nevoeiro na zona de Mafra e Sintra, curiosamente ao passar a Serra desapareceu. Primeiro destino,  Cabo da Roca, já com o céu limpo. 



Cabo da Roca, ponto mais Ocidental de Portugal e da Europa, situado na freguesia de Colares, Distrito de Lisboa, o farol de forma quadrangular tem 22 mts. de altura. Ainda sem ninguém pelas sete da manhã, um calor abafado com céu limpo, algo invulgar nesta zona da Serra de Sintra. Deu para tirar umas fotos, contemplar a vista com um mar infinito, aqui onde a terra acaba e o mar começa.
Na descida da Serra para o Guincho a vista que acompanha a N247 cheia de curvas é majestosa com as praias e o mar sempre ao alcance dos olhos, a Tracer aqui está no seu terreno preferido com o nervosismo do tri a querer soltar-se. Cá em baixo a praia do Guincho, nunca desilude, seja Inverno ou Verão.


Poucos kms. depois do Guincho encontramos o Farol do Cabo Raso, pertence a Cascais, distrito de Lisboa, com o farol em forma cilindrica metálica, 13 mts. Altura. Um bonito farol isolado na estrada que liga Cascais ao Guincho.

Na Guia, Cascais, deparamos com este belo Farol da Guia, uma torre alta, 28 mts. altura em forma octogonal em alvenaria, forrada a azulejos brancos.


Farol Santa Marta, Cascais, situado junto da Marina, 20 mts. altura. Torre quadrangular de alvenaria, revestido a azulejos brancos com faixas horizontais azuis. Muito possivelmente o Farol mais bonito desta rota, toda a zona que o circunde ajuda para isso.

Farol São Julião, 24 mts. altura , situado no Forte Sao Julião da Barra, residencia oficial do Ministro do Estado e Defesa Nacional na Vila de Oeiras. Torre Quadrangular de alvenaria. Um imponente Farol este, rodeado de praias repletas de Veraneantes nesta altura do ano.

Farol do Bugio, No forte de São Lourenço do Bugio, Isolado no meio do Estuário do Rio Tejo. Trata-se de uma torre circular de cantaria branca com 14 mts. altura. Com o céu nublado sobre o rio, não foi fácil encontrá-lo, senão fosse a capacidade da máquina fotográfica dificilmente haveria registo deste Farol. 

Farol da Gibalta, situado na encosta de Gibalta, Caxias, tem 21 mts. altura, torre cilindrica branca, com cupulas e nervuras vermelhas, bem junto da marginal que liga Cascais a Lisboa, sob o Rio Tejo, encontramos este bonito Farol.

Passando a ponte 25 de Abril para a margem Sul, foi altura de chegar ao 
Cabo Espichel,Sesimbra, distrito de Setúbal,um Farol torre hexagonal, 32 mts. De altura (o mais alto desta viagem) e deveras imponente. A vista que se consegue daqui é impressionante, com direito a curtir a Tracer num belo estradão de terra batida até ao Farol, bastante trânsito no acesso ás praias, não fosse Domingo e o calor a convidar a um mergulho, mas com calma lá fomos galgando terreno até apanhar o IC1 e aí aproveitar para alegrar o ritmo como a Tracer bem gosta até ao Alentejo onde nos esperava mais uns faróis.
Em Grândola paragem para almoço, sopa, bifana e uma imperial e estava abastecido para mais umas horas.
Chegando a Sines encontramos na marginal, mas algo escondido porque fica recolhido o Farol de Sines, uma estrutura cilíndrica com 22 mts. de altura, merecia estar num local mais desafogado e visível.

Na Baía de Sines, foi altura de estacionar a Tracer e esticar as pernas apreciando toda a zona balnear, ainda com alguns banhistas neste quente Setembro. O dia já ia longo, e ainda havia muito para andar até chegar a Sul para depois subir novamente pelo Litoral até Mafra.
Mais uns bons kms. depois de passarmos por Vila Nova Mil Fontes, perto da Zambujeira do Mar encontra-se o 
Cabo Sardão, na Costa Alentejana, sobre o Oceano Atlântico, na freguesia de São Teotónio, distrito de Beja, Farol com torre quadrangular, 17 mts. altura.
A zona está muito bem tratada, com passeio pedonal que nos permitem vistas extraordinárias sob o Oceano Atlântico, onde podemos observar os rochedos, trabalhados pelo vento e mar, impressionante o efeito causado pelo Natureza aqui, a presença de turistas aqui é notória deliciados com toda esta paisagem.


E chegámos ao ponto mais a Sul da Aventura já perto das 18 horas, Farol do Cabo São vicente, situado no extremo Sudoeste de Portugal, em Sagres, concelho de Vila do Bispo, farol com torre cilindrica, 28 mts. altura. 
Aqui em Sagres, com quase 500 kms. feitos terminava a Rota que tínhamos estipulado para hoje, um café e água na esplanada e era tempo de regressar a casa, Mafra, o mais directo possível, evitando auto-estradas ou portagens, como sempre faço quando viajo de mota. Eram mais de 300 kms. para o regresso, a partir daqui as paragens seriam as indispensáveis, havia que aproveitar agora o gozo que é conduzir esta Tracer.
    Vista fabulosa de Sagres, vista do Cabo de São Vicente.
    No caminho, aproveitando um por do Sol maravilhoso, paragem em São Torpes, Porto Covo, com a dupla mota e piloto desta Rota dos Faróis.

Data: 4 Setembro 2016

Condições meteorológicas: céu limpo ou parcialmente nublado, temperatura do ar entre os 20 e os 36 graus. 

Mota: Tracer 900
Kms. percorridos : 819

Farol preferido: Farol Santa Marta 

Despesas
Gasolina: 55€
Alimentação: 15€
Total: 70€

Album de Fotos