Chegámos a Dezembro, e ainda restam alguns cartuchos para queimar antes de ultrapassarmos a barreira para 2018, com perspectiva de um Domingo frio mas solarengo aproveitei o terceiro dia deste último mês de 2017 para ir redescobrir as maravilhosas bifanas do Silas em Muge. Entre as bifanas de Vendas Novas, Ponte de Sôr e estas do Ribatejo se tivesse que escolher as melhores muito possivelmente seriam estas as minhas eleitas, além do avantajado tamanho a diversidade de escolha tornam-as um apetecível petisco a qualquer hora.
A volta planeada ronda os 250 kms. paragens pré estabelecidas são algumas, até porque passear ou viajar de mota sem apreciar e absorver os pontos de interesses que se vão encontrando não faz sentido.
À um ano atrás andei na mesma zona com a saudosa Suzuki B-King explorando parte do maravilhoso Ribatejo, desta vez baralhei um pouco o mapa, apenas o destino em Muge se manteve.
A saída de Mafra foi bastante cedo, não tivesse sido como habitualmente uma noite de ansiedade por ir andar de mota, muito frio com os campos pintados de branco pela geada nocturna, pouco ou nenhum transito, mas com o equipamento bem preparado a sensação era agradável como sempre que monto a XT1200 para estas voltas de maior ou menor dimensão.
Rodando pelas estradas nacionais, o primeiro café do dia foi em Sobral de Monte Agraço acompanhado de um pastel de feijão, passando pelo Carregado, o primeiro ponte de interesse era na Azambuja, um palácio em ruínas situado na Vala Real junto ao calmo rio Tejo. É logo na entrada da povoação que aparece as indicações e depois não há que enganar até lá chegar.
Quando se chega à placa que indica o caminho para o Palácio temos meia dúzia de kms. de estrada de terra batida, bem rápida por sinal, o edifício num estado de degradação bastante avançado deve ter uma história interessante, quer pela sua isolada localização bem como a calma que o rodeia, além da lenta deslocação das águas do rio Tejo, não havendo vento como foi o caso de hoje, temos um sossego completo, quando me perguntam o porquê de gostar de viajar sozinho, esta é apenas uma das muitas razões.
Arrepiado pelo frio e mistério que ali se vive nas paredes estragadas e nas enormes árvores que rodeiam o Palácio lá fui investigando o espaço com as habituais fotografias em modo solitário.
Preparar equipamento e já com alguma saudade deixo o local dando um andamento solto à XT até apanhar o alcatrão de novo. Próxima paragem Valada do Ribatejo, seguindo pelos enormes campos agrícolas que fazem margem com o rio Tejo, apreciando e sentido a calma da zona, ainda para mais porque poucas pessoas ou carros tinha visto até agora, fui deslizando a mota até chegar ao Cais da Valada, mais um café com vista para a beleza única do maior rio de portugal que aqui num tamanho modesto corre lento e sereno....
Pouco depois da Valada aparece a possibilidade de transpor o rio para Este pela ponte Rainha D. Amélia, ponte de ferro e sentido único, que inicialmente construída para uso ferroviário foi adaptada posteriormente também para circulação. automóvel e pedonal.
No outro lado da margem do rio chegamos a Muge, destino principal para esta mini Aventura, o petisco que ninguém resiste, as deliciosas bifanas do Silas, enorme variedade de escolha. Apesar de ainda não ser meio dia, a verdade é que o dia já vai longo e ficarei já almoçado.
E é já bem almoçado que me sento de novo na Super Ténéré, nesta altura com o sol a bater no equipamento criando um calor estranho no corpo. Olho para o GPS e são cerca de 180 kms. até casa livres de portagens como faço questão sempre de ser. Seguiram-se estradas de sonhos sem qualquer tipo de trânsito, passando pelo Cartaxo, Rio Maior, topo da Serra de Montejunto onde o habitual frio e vento voltaram a criar uma sensação gelada, mas a vista num dia de céu limpo como hoje valem bem o esforço, até o mar se conseguia ver, deslumbrante! Cadaval, Torres Vedras, Gradil e Mafra com 256 kms. feitos até ás 14 horas, número modesto mas que nos vai preparando cada vez mais para as grandes Aventuras que se aproximam!
Mota: Yamaha XT1200Z
Kms. feitos : 256
Média Consumo : 5 lts./100 kms.
Despesas:
Gasolina - 20€
Alimentação - 9.70€
Total - 29.70€
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domingo, 3 de dezembro de 2017
domingo, 22 de outubro de 2017
Montejunto numa manhã de Outono
22 de Outubro 2017, Domingo de Outono com bastante sol em prespectiva e fresco na zona Oeste, principalmente porque sai de casa cedo e com equipamento de meia estação, a certa altura os punhos aquecidos ligados souberam já muito bem.
Saida de Mafra ainda com o sol a querer aparecer, passagem pela Tapada de Mafra, Torres Vedras e no Cadaval desvio para a Serra de Montejunto, onde no topo se alcança os 666 mts. de altitude. Esta serra é o mais alto miradouro natural da Estremadura, situada no Concelho de Alenquer e Cadaval, lá em cima a vista alcançada num dia de céu limpo como hoje é fantástica, além de se esperar pelo vento frio e forte que normalmente se sente na zona mais alta onde se situam as enormes antenas de comunicação. Descida em direcção ao Cercal, depois um pequeno percurso no IC2 para soltar o motor e voltar de novo a subir o Montejunto com passagem e paragem para café na Abrigada, aqui na Abrigada penso ser a melhor escolha para subir a serra, já que se trata de uma estrada estreita revirada de trânsito praticamente nulo. Já com bastantes ciclistas na subida da serra voltámos quase ao topo, optando por descer em direcção a Torres Vedras seguindo pela N9 depois N8 até ao Gradil onde volta a diversão na incrível N9-2, aí é estrada revirada até Mafra.
Assim se passa uma excelente manhã na companhia da fiel companheira de aventura Super Tenere, com cerca de 170 kms. feitos, 10€ de gasolina gastos, dois cafés e um pastel de nata para aconchegar o estômago.
ALBUM DE FOTOS
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Santo Amador 2017
A 34 dias da partida para a grande aventura deste ano, a Pirinéus-Picos 2017, decidi neste dia 6 e 7 de Maio fazer mais um ensaio, com um clássico, Santo Amador, pequena Aldeia Alentejana situada perto de Moura e da fronteira com Espanha.
Depois de uma manhã de trabalho, foi altura de montar na Tracer e fazer-me à estrada, depois de uma noite e manhã de chuva, o céu apesar de carregado de nuvens ia ficando cada vez mais azul e tudo apontava para que não fosse um passeio molhado.
Como é uma Cidade já bem conhecida de outras passagens que cá fiz, decidi seguir pelo IC2 em busca de lugares menos frequentados, o vento começou a aquecer e a quantidade de mosquitos a bater nas pernas e no capacete era impressionante nesta altura. Em Portel optei ir pela R384 até à Marina da Amieira, estrada com piso muito bom, num sobe e desce constante com curvas a fazerem as delicias à Tracer, são 20 kms. muito interessantes, até porque na chegada à Amieira começamos a ter vista da barragem, escusado dizer que neste pequeno troço, não apanhámos qualquer tipo de veiculo nos dois sentidos. Na Marina a tranquilidade da água do lago com os barcos na maioria atracados tornam este local um muito calmo. Como era cedo, e nesta altura os dias já vão sendo longos, em Alqueva parei no Museu do Medronho, um edifício imponente, muito moderno que além do museu, tem loja com artigos da herdade, um bar muito simpático e organiza passeios na propriedade, um café e umas recordações compradas e pouco depois estava com a Tracer na Barragem do Alqueva, qualquer adjectivo para descrever esta zona será sempre modesto.
Deixando a barragem para trás segue-se Moura, até ao destino de hoje são 18 kms. pela N258, e que estrada esta por muitas vezes que a faça tiro sempre o máximo gozo dela, até porque as motas vão variando e cada uma se ajusta mais facilmente ao tipo de estrada, aqui estas estradas reviradas a Tracer está em casa.
Santo Amador, pacata aldeia Alentejana de casas brancas, com 72 kms. quadrados e cerca de 400 habitantes, desde sempre um local que me diz muito, não fosse a terra Natal dos meus Avós maternos e onde ainda hoje tenho grande parte de família.
A aldeia tem alguns cafés e é no largo principal que encontramos a sua bonita Igreja e a torre do relógio. A cerca de um km. passa o rio Ardila com nascente em Espanha, aqui toda a paisagem é lindíssima num contraste fantástico entre o azul do céu, o castanho amarelado das encostas de terra, e o azul esverdeado da água. Para os mais aventureiros há a possibilidade de passar o rio e seguir pouco depois em estrada alcatroada até Amareleja, mas tendo em atenção que o nível de água varia e por acaso encontrei-o alto e decidi não ser boa ideia molhar a Tracer.
Como tenho casa na aldeia, o local para dormir estava escolhido, as bagagem arrumada e o jantar foi em Safara, a aldeia mais próxima, no restaurante Cascata, com mota abastecida e piloto alimentado, chegou a hora do merecido descanso.
Acordar cedo, como faço questão de fazer em viagem, banho tomado, equipamento vestido e a ignição da Tracer novamente em ON, se há coisa que aprecio profundamente é a calma dos Domingos de manhã bem cedo, e que lugar melhor para isso do que o Alentejo, onde naturalmente já é tudo tranquilo e pouco povoado. Deslizando pela estrada fora, e parece estranho, mas com esta mota tudo parece perto, apesar de não ser uma referência em conforto, em meia hora estava em Mourão, optei por revisitar a nova aldeia da Luz, rodeada pela enorme albufeira da barragem do Alqueva.
Luz, Mourão e Reguengos é tudo relativamente perto, e não perdi a oportunidade para alcançar a melhor vista sobre o Alqueva no miradouro existente na parte baixa da fortaleza, ainda antes de começarem a chegar os autocarros cheios de turistas que habitualmente visitam esta zona.
Como tinha planeado almoçar em casa, a seguir a Reguengos foi só rodar até Mafra, seguindo por Évora, Vendas Novas, breve paragem para refrescar a garganta, Pegões, Vila Franca de Xira, Alverca, Malveira e Mafra, depois de 24 horas e 620 kms. ter partido para esta mini aventura, como sempre totalmente isenta de portagens ou vias rápidas.
Venha a próxima!
Data: 6 e 7 de Maio 2017
Mota: Yamaha Tracer 900
Kms. feitos: 620
Consumo: 4.5 lts. aos 100 kms.
Despesas:
-gasolina-43.50€
-alimentação-27€
-outras-9€
Total: 79.50€
ALBUM DE FOTOS
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Olivença ou Olivenza? Portuguesa ou Espanhola?
À medida que nos aproximamos da grande Pirenéus - Picos 2017 Fevereiro é mês da sexta aventura desta temporada 16/17, destino escolhido a Sul em Espanha, uma terra que vive na indefinição de ser Portuguesa ou Espanhola.
Olivença é uma Cidade e Município em território de Espanha, segundo o Estado espanhol, e em território de Portugal actualmente administrado por Espanha, segundo o Estado Português. Os dois Países vão-se mantendo em litígio sobre a situação enquanto a Cidade vai vivendo assim, e muitos dos habitantes até optaram por ter dupla Nacionalidade.
Olivença, situada no Distrito de Portalegre, seguindo a ideia Portuguesa, na margem Esquerda do rio Guadiana, dista 23 km de Elvas, 24 km de Badajoz, 236 km de Lisboa e 424 km de Madrid.
Para lá chegar e no regresso pontos de interesse não faltam, vamos tentar aproveitar o maior número deles, ainda para mais optando pelo formato dia e meio com dormida já perto de Espanha. A mota para o efeito, a minha veterana Yamaha Super Tenere, ideal para quando a ideia é andar muito, quer pelo conforto, autonomia e uma total polivalência aliada a uma excelente capacidade de carga.
A partida para esta aventura deu-se em Mafra, com o habitual momento fotográfico frente ao Palácio Nacional da Vila. As previsões meteorológicas apontavam para alguns aguaceiros no Sábado mas sol no Domingo e temperaturas amenas tendo em conta que estamos ainda no Inverno não seria de esperar melhor.
Olivença é uma Cidade e Município em território de Espanha, segundo o Estado espanhol, e em território de Portugal actualmente administrado por Espanha, segundo o Estado Português. Os dois Países vão-se mantendo em litígio sobre a situação enquanto a Cidade vai vivendo assim, e muitos dos habitantes até optaram por ter dupla Nacionalidade.
Olivença, situada no Distrito de Portalegre, seguindo a ideia Portuguesa, na margem Esquerda do rio Guadiana, dista 23 km de Elvas, 24 km de Badajoz, 236 km de Lisboa e 424 km de Madrid.
Para lá chegar e no regresso pontos de interesse não faltam, vamos tentar aproveitar o maior número deles, ainda para mais optando pelo formato dia e meio com dormida já perto de Espanha. A mota para o efeito, a minha veterana Yamaha Super Tenere, ideal para quando a ideia é andar muito, quer pelo conforto, autonomia e uma total polivalência aliada a uma excelente capacidade de carga.
A partida para esta aventura deu-se em Mafra, com o habitual momento fotográfico frente ao Palácio Nacional da Vila. As previsões meteorológicas apontavam para alguns aguaceiros no Sábado mas sol no Domingo e temperaturas amenas tendo em conta que estamos ainda no Inverno não seria de esperar melhor.
Seguindo pela ponte Vasco da Gama até ao Montijo, para aí seguir em estradas Nacionais com pouco trânsito , como tanto apreciamos. Em Vendas Novas é uma paragem obrigatória para reconfortar o estômago, duas bifanas, uma imperial na esplanada enquanto ia olhando para o céu escuro a prever chuva contrariando as previsões, mas tal não aconteceu, nos dois dias. Entre Montemor e Évora há um desvio para Guadalupe com a indicação dos monumentos Megalíticos, e foi essa direcção que tomámos.
Guadalupe é uma aldeia Alentejana, calma e pacata como todas as outras, pouca gente se vê na rua, o maior movimento é a passagem de carros ou motas em direcção ao Cromeleque. Da aldeia até lá são cerca de 4 kms. de terra batida bastante esburacada nesta altura do ano devido ás chuvas. Primeiro encontramos a indicação do Menir dos Almendres, mota estacionada, e a até lá só a pé, cerca de 300 mts. num caminho estreito rodeado de verde e animais como cavalos e porcos pretos que por ali vivem livremente.
Este Menir trata-se de um monumento megalítico isolado com 3.50 mts. de altura e está a cerca de 1000 metros de distância do Cromeleque.
O Cromeleque dos Almendres, é um circulo de pedras pré-históricas com 95 monólitos colocados em circulo criando um efeito fantástico e dos principais no género na Europa.
Montado na Super Ténere foi altura de gozar a estrada de terra até voltar de novo ao alcatrão e ir apreciando a paisagem Alentejana, maravilhosa nesta altura do ano. Passagem por Évora e o próxima destino era Reguengos de Monsaraz, base de descanso para esta noite, mas antes e aproveitando a luz de dia fomos até Monsarraz.
Este Menir trata-se de um monumento megalítico isolado com 3.50 mts. de altura e está a cerca de 1000 metros de distância do Cromeleque.
O Cromeleque dos Almendres, é um circulo de pedras pré-históricas com 95 monólitos colocados em circulo criando um efeito fantástico e dos principais no género na Europa.
Montado na Super Ténere foi altura de gozar a estrada de terra até voltar de novo ao alcatrão e ir apreciando a paisagem Alentejana, maravilhosa nesta altura do ano. Passagem por Évora e o próxima destino era Reguengos de Monsaraz, base de descanso para esta noite, mas antes e aproveitando a luz de dia fomos até Monsarraz.
Monsarraz é uma aldeia Mediaval, situada no alto de um monte e onde se alcança seguramente a melhor vista sobre o Alqueva. Toda a aldeia tem pormenores deliciosos, seja numa porta, numa janela, numa esquina, numa fachada. Por muito que visite, consigo sempre alcançar nova paixão aqui. Apesar da hora, já final do dia, a presença de turistas é notória por aqui, principalmente Espanhóis.
O pequeno almoço estava marcado para as 8 horas, pontualmente lá estava com aquela ansiedade de quem tem muito para andar de mota. Céu limpo, bastante vento e um ar frio, seria isto que me esperava durante a manhã. Equipamento vestido, mala na mota, motor a trabalhar, e vamos lá!
O Alqueva com o rio Guadiana é um cenário maravilhoso, fazê-lo de mota tem outro sabor, e para quem usa este tipo de veiculo percebe isso tão bem como eu. Como era cedo, antes de atravessar a fronteira, aproveitei para visitar o castelo de Mourão, era o único por lá aquela hora o que dá uma sensação de liberdade muito agradável. No alto das muralhas temos vista para o rio, aquele contraste de verde, azul e castanho é um cenário que supera em muito as nossas expectativas.
Passada a fronteira para Espanha, com o vento forte a querer dar novo trajecto à mota lá fomos seguindo estrada. Na primeira localidade, Villanueva del Fresno aproveitei para abastecer, 1.26€ o litro é de encher o depósito até à última gota, seguindo direcção Badajoz, encontra-se uma vila lindíssima, com um imponente castelo no topo, Alconchel.
Não resisti enfiar-me nas ruas da localidade em busca da estrada que levava ao topo da colina onde se encontrava o castelo, com entrada paga 1.50€ foi mais que recompensador este inesperado desvio. Do topo daquela torre a vista que se tem é qualquer coisa de extraordinário. Bem cuidado, com museu uma visita obrigatória para quem passa aqui e aprecia estes monumentos.
As placas iam indicando Olivenza, em Espanhol e lá chegámos a Cidade que deu o mote a esta aventura. Se está em território Português ou Espanhol não descobri, mas que aqui tudo se passa em Espanhol é mais que certo. É a língua que se fala e tudo parece tipicamente Espanhol.
Mas há sinais de Portugal, como por exemplo nomes de casas, as ruas tem placa com o nome Espanhol e por baixo em Português o escudo Português até aparece gravado na fachada da Igreja Santa Maria Madalena, construida por D. Manuel I no século XVI.
Olivenza é uma Cidade pequena, calma, pouco movimentada e aparentemente tem boa qualidade de vida.
De regresso a Portugal por uma estrada com piso exemplar, poucos quilómetros separam Olivenza a Elvas, cerca de 15 minutos. Já perto da Cidade Portuguesa temos uma série de curvas fechadas para descomprimir das longas rectas que atravessámos anteriormente.
Já em território Nacional, em Elvas, decidi visitar o Forte de Santa Luzia.
Em Elvas, seguindo a Nacional 373, direcção ao Alandroal, temos Juromenha no caminho, mais uma pacata aldeia na margem do rio Guadiana que senão fosse a sua imponente fortaleza iria passar completamente despercebida.
Sem esperar, foi aqui em Juromenha que alcancei o ponto mais alto da viagem. A enorme fortaleza num estado avançado de ruínas, com alguns edifícios a mostrarem obras de restauro, situa-se na margem do rio Guadiana e todo o aparato de paredes e casas degradadas criam um cenário espectacular, ainda para mais sendo o único por lá, naquela aparatosa construção que hoje é ruínas mas outrora já teve vida ali, uma sensação única.
Depois de Juromenha e completamente satisfeito com esta aventura de Fevereiro, próximo destino Mafra, seguindo por estradas secundárias livres de portagens, porque só assim faz sentido viajar de mota. Alandroal, Montemor-o-Novo, Vendas Novas com mais umas bifanas no Boavista, Pegões, Vila Franca de Xira, Bucelas, Malveira e chegada a Mafra pelas 18 horas ainda de dia e com 667 kms. feitos nesta Super Tenere.
Venha a próxima!
Mapa:
Mota: Yamaha XT1200Z
Kms. feitos: 667
Média Consumo: 4.7 lts. aos 100kms.
Média Consumo: 4.7 lts. aos 100kms.
Despesas:
Gasolina - 48€
Gasolina - 48€
Alimentação - 28.50€
Outras - 3.50€
Alojamento : 25€
Total: 105€
Alojamento : 25€
Total: 105€
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