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domingo, 3 de dezembro de 2017

Em busca do Silas!

Chegámos a Dezembro, e ainda restam alguns cartuchos para queimar antes de ultrapassarmos a barreira para 2018, com perspectiva de um Domingo frio mas solarengo aproveitei o terceiro dia deste último mês de 2017 para ir redescobrir as maravilhosas bifanas do Silas em Muge. Entre as bifanas de Vendas Novas, Ponte de Sôr e estas do Ribatejo se tivesse que escolher as melhores muito possivelmente seriam estas as minhas eleitas, além do avantajado tamanho a diversidade de escolha tornam-as um apetecível petisco a qualquer hora.
A volta planeada ronda os 250 kms. paragens pré estabelecidas são algumas, até porque passear ou viajar de mota sem apreciar e absorver os pontos de interesses que se vão encontrando não faz sentido.
À um ano atrás andei na mesma zona com a saudosa Suzuki B-King explorando parte do maravilhoso Ribatejo, desta vez baralhei um pouco o mapa, apenas o destino em Muge se manteve.
A saída de Mafra foi bastante cedo, não tivesse sido como habitualmente uma noite de ansiedade por ir andar de mota, muito frio com os campos pintados de branco pela geada nocturna, pouco ou nenhum transito, mas com o equipamento bem preparado a sensação era agradável como sempre que monto a XT1200 para estas voltas de maior ou menor dimensão.
Rodando pelas estradas nacionais, o primeiro café do dia foi em Sobral de Monte Agraço acompanhado de um pastel de feijão, passando pelo Carregado, o primeiro ponte de interesse era na Azambuja, um palácio em ruínas situado na Vala Real junto ao calmo rio Tejo. É logo na entrada da povoação que aparece as indicações e depois não há que enganar até lá chegar.
Quando se chega à placa que indica o caminho para o Palácio temos meia dúzia de kms. de estrada de terra batida, bem rápida por sinal, o edifício num estado de degradação bastante avançado deve ter uma história interessante, quer pela sua isolada localização bem como a calma que o rodeia, além da lenta deslocação das águas do rio Tejo, não havendo vento como foi o caso de hoje, temos um sossego completo, quando me perguntam o porquê de gostar de viajar sozinho, esta é apenas uma das muitas razões.


Arrepiado pelo frio e mistério que ali se vive nas paredes estragadas e nas enormes árvores que rodeiam o Palácio lá fui investigando o espaço com as habituais fotografias em modo solitário.

Preparar equipamento e já com alguma saudade deixo o local dando um andamento solto à XT até apanhar o alcatrão de novo. Próxima paragem Valada do Ribatejo, seguindo pelos enormes campos agrícolas que fazem margem com o rio Tejo, apreciando e sentido a calma da zona, ainda para mais porque poucas pessoas ou carros tinha visto até agora, fui deslizando a mota até chegar ao Cais da Valada, mais um café com vista para a beleza única do maior rio de portugal que aqui num tamanho modesto corre lento e sereno....


















Pouco depois da Valada aparece a possibilidade de transpor o rio para Este pela ponte Rainha D. Amélia, ponte de ferro e sentido único, que inicialmente construída para uso ferroviário foi adaptada posteriormente também para circulação. automóvel e pedonal.
No outro lado da margem do rio chegamos a Muge, destino principal para esta mini Aventura, o petisco que ninguém resiste, as deliciosas bifanas do Silas, enorme variedade de escolha. Apesar de ainda não ser meio dia, a verdade é que o dia já vai longo e ficarei já almoçado.
E é já bem almoçado que me sento de novo na Super Ténéré, nesta altura com o sol a bater no equipamento criando um calor estranho no corpo. Olho para o GPS e são cerca de 180 kms. até casa livres de portagens como faço questão sempre de ser. Seguiram-se estradas de sonhos sem qualquer tipo de trânsito, passando pelo Cartaxo, Rio Maior, topo da Serra de Montejunto onde o habitual frio e vento voltaram a criar uma sensação gelada, mas a vista num dia de céu limpo como hoje valem bem o esforço, até o mar se conseguia ver, deslumbrante!  Cadaval, Torres Vedras, Gradil e Mafra com 256 kms. feitos até ás 14 horas, número modesto mas que nos vai preparando cada vez mais para as grandes Aventuras que se aproximam! 

Mota: Yamaha XT1200Z
Kms. feitos : 256
Média Consumo : 5 lts./100 kms.
Despesas:
Gasolina - 20€
Alimentação - 9.70€
Total - 29.70€



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Pelo Ribatejo de B-King

Aproveitando o regresso do feriado do dia de todos os Santos em 2016, assim que soube que a secção feminina de casa tinha agendado uma ida ao pão por Deus neste primeiro dia de Novembro, planeei logo uma volta de mota, para o período da manhã. A zona escolhida foi o Ribatejo, e foi mesmo o Rio Tejo que me acompanhou, mais ou menos perto durante a volta com mais de 200 kms. na Suzuki B-King, uma mota pouco usada, mas capaz de proporcionar umas boas horas de condução, já que tem um motor explosivo, um conforto aceitável, uma posição de condução descontraída e uma total segurança a nível de travões.

A partida deu-se bem cedo, como habitualmente de Mafra, ainda poucos sinais do sol e já estávamos prontos, mota atestada, equipado a rigor porque nesta altura do ano, tanto se pode apanhar calor como frio ou até chuva. 
Foto da praxe e vamos lá, que o Ribatejo espera por nós.




A segunda paragem do dia foi em Vila Franca de Xira, e que momento fabuloso acabou por ser. Na avenida principal encontrei uma passagem de nível que tinha como indicação a zona ribeirinha da Cidade, era cedo, havia poucas pessoas na rua, altura ideal de ir explorar. Seguindo numa rua empedrada com edifícios antigos e baixos, deparamos com um cenário incrível, o Rio Tejo numa calma abismal, a ponte ao fundo, uma baía com barcos de recreio e um empedrado imenso junto ao rio, onde alguns madrugadores aproveitavam para a sua corrida matinal. No rio tive a oportunidade de observar uma situação algo estranha, na água flutuavam imensos ramos de árvores, uns maiores outros menos, que se deslocavam lentamente para Sul onde o rio vai crescendo. Se a água parecia estagnada, através desse deslizamento via-se a corrente do rio. Muito bonito, a voltar e repetir esta paragem em próximas passagens por aqui.
Seguindo estrada, atravessar a ponte de Vila Franca, muitos ciclistas que fazem filas de carros e camiões, mas com uma mota destas, é só dar gás e seguir caminho. Até Salvaterra de Magos foi deixar a B-King rolar numa ritmo aberto, sem excessos, mas a essência do prazer de andar de mota está mesmo aí, ter motor disponível e usar quando necessário, numa ultrapassagem ou numa zona mais sinuosa ou revirada.
Em Salvaterra de Magos, aproveitei para dar uma volta, onde encontrei esta Capela Real, bem bonita por sinal, não percebi se é visitável, mas fiquei com  a ideia que não.

 Zonas ribeirinhas nesta zona não faltam, foi uma constante nesta manhã a companhia daquele que é o nosso maior rio, o Tejo. 

Próxima paragem que trazia referenciada era a barragem de Magos, em tempos estive lá e tinha um espaço muito acolhedor com esplanada junto á água. Em Salvaterra, no semáforo vira-se á direita direcção Coruche, e uns 6 kms. a seguir numa imensa recta encontra-se o sinal da barragem á esquerda.

A barragem de Magos aparece logo depois, o tal restaurante bar estava fechado, o que é pena, o local é muito agradável. Tem uma zona de lazer com mesas, wc aberta e bem cuidada, bem junto á pequena faixa de areia junto á calma e transparente água da barragem, onde patos se passeiam. Ficou a ideia de um piquenique em família, certamente um dia bem passado.



Seguindo a estreita, mas em óptimo estado estrada, vamos ter a Marinhais, onde se volta á N118, até Muge é um pulo, seria aqui a próxima paragem, com o Silas a ser já uma referência gastronómica obrigatória. Como ainda era cedo para almoço, fui procurar a ponte Romana.



A ponte Romana de Muge, merece ser vista, bem conservada, inspira tranquilidade e neste Outono o verde á sua volta cria um efeito muito interessante. Claro que a B-King foi logo posta a jeito de um registo fotográfico, e o seu orgulhoso dono não quis deixar de ficar também.



 
Em Muge, no Silas junto da Igreja, encontramos umas deliciosas e enormes bifanas, aberto 24 horas por dia ao fim de semana, é ponto de paragem quase obrigatória para quem aqui passa, seja ciclista, motociclista ou motorista.





Apesar de ainda ser meia da manhã, cerca de 11 horas, um aconchego destes no estômago sabe sempre bem, até porque a alvorada foi ainda de madrugada.
Bifana tamanho grande, com queijo e bacon, sumo natural de laranjae café, 7€ e mais uns trocos, saímos prontos para mais umas horas de viagem.





Depois da agradável passagem por Muge, era hora de transpor o Rio Tejo novamente, e para tal a ponte Rainha D. Amélia, em construção de ferro, foi a opção. Ponte longa de só uma via, houve que esperar que o semáforo ficasse verde. A vista ao atravessar a ponte, tanto para Norte como para Sul é maravilhosa, o rio aqui, já tem uma largura considerável, e todo o verde dos campos cultivados em seu redor, tornam o cenário um autêntico quadro natural impressionante. Do outro lado do rio temos uma estreita estrada que acompanha a linha do comboio, até que estamos na Valada, outro porto de embarque do imenso rio.

Aqui alcançamos uma vista impressionante com o Tejo como fundo e como poucos o conhecem. Nessa breve paragem houve tempo para conhecer um senhor que por ali passeava e se maravilhava a tirar fotografias, pediu-me para fotografar a imponente B-King, e com alguns minutos de conversa disponibilizou-se para me tirar umas fotos, que mais tarde, e sinais das novas tecnologias, me enviou através do facebook por mensager. Valada, recomendo vivamente.
Seguindo em direcção a casa, em Mafra, sempre usando estradas secundárias fora de portagens, seguiu-se a estrada rural até Azambuja, Alenquer, e daqui até Torres Vedras são cerca de 40 kms. numa estrada revirada com um infindável número de curvas, num asfalto irrepreensível, soberba estrada para fazer de mota esta N9. Passando pelo Centro de Torres, segue-se a N8, com muitas localidades, e com especial atenção aos radares, depois chega novamente a diversão, e nem o peso desta Suzuki evita que se tire um enorme gozo na estrada que liga Gradil a Mafra, passando pela Tapada de Mafra, a N9-2, piso recentemente renovado, fabulosa e recomendável!
Chegada a Mafra, pelas 13 horas, 209 kms. feitos, uma manhã bem passada, o Ribatejo mostrou ser um destino com muito a explorar,a voltar com mais tempo.

Gastos:
Gasolina - 18€
Alimentação - 7.10€

Percuso:



ALBUM DE FOTOS